Cuiabá
Festival do Queijo de Cuiabá termina neste sábado e é boa opção de lazer e gastronomia
O Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá, abriu suas portas nesta sexta-feira (03.07) para o Festival do Queijo e Produtos Lácteos de Mato Grosso 2026. O evento, realizado pelo Sebrae/MT em parceria com o Governo do Estado — por meio da Secretaria de Agricultura Familiar (Seaf-MT) e da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) —, tem como foco profissionalizar a cadeia produtiva e transformar a matéria-prima em produtos de valor agregado.
O festival reflete um momento de expansão da bovinocultura leiteira no estado. Dados apresentados na abertura pela diretora-superintendente do Sebrae/MT, Lélia Brun, mostram que Mato Grosso atingiu uma produção de 360 milhões de litros de leite em 2025. Esse volume é sustentado por 2.867 negócios ativos no setor, um crescimento de 46,8% no número de empresas nos últimos cinco anos.
“O salto dessa cadeia não está só em produzir mais leite, mas em transformar esse leite em produto, com identidade e valor agregado”, afirmou Lélia Brun. Segundo o Sebrae/MT, apenas em 2026, a instituição realizou mais de 5.100 atendimentos a produtores de 70 municípios, oferecendo suporte técnico e gerencial para essa transição.
A secretária da Seaf-MT, Andreia Fujioka, destacou que a consolidação do mercado passa pelo reconhecimento da qualidade local. “Os nossos queijos têm história, tradição e qualidade. A gente anda de mãos dadas para conquistar ainda mais espaço neste segmento”, disse.
Serviço
O festival termina neste sábado (04.07), e estará aberto ao público das 14h às 22h, com entrada gratuita. A programação inclui feira de produtores, praça gastronômica, oficinas e palestras voltadas a produtores rurais e empreendedores do setor. O objetivo é fomentar a rede de contatos e estimular o empreendedorismo rural no estado.
Cuiabá
Justiça atende o PSD e derruba decreto de Abílio que restringia casas populares em Cuiabá
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) suspendeu, em decisão liminar proferida nesta sexta-feira (03.07), o Decreto Municipal nº 12.169/2026, editado pelo prefeito Abílio Brunini (PL) – SAIBA MAIS AQUI.
A medida determina a retomada imediata da análise e aprovação de projetos de loteamento com terrenos inferiores a 200 metros quadrados, que haviam sido bloqueados pelo Executivo municipal no final de junho.
A decisão atende a uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) proposta pelo Diretório Estadual do PSD (Partido Social Democrático). A relatora, desembargadora Clarice Claudino da Silva, concedeu a liminar com efeito retroativo à data de publicação do decreto (24 de junho), restabelecendo a eficácia da legislação anterior.
Em sua fundamentação, a magistrada apontou que a prefeitura violou o princípio da separação dos Poderes e a reserva legal. De acordo com a desembargadora, o município editou regras de parcelamento do solo sem o devido lastro legislativo, ignorando os parâmetros já estabelecidos pela Lei Complementar Municipal 389/2015, que permite o fracionamento de terrenos a partir de 180 metros quadrados.
“O Executivo Municipal reconhece a inexistência, no ordenamento local, de lei que autorize as exigências impostas pelo decreto questionado”, destacou a relatora na decisão, ressaltando que o ato do prefeito gerou insegurança jurídica e paralisou requerimentos que já tramitavam na administração municipal.
Impacto político e econômico
O decreto de Brunini, que estabelecia um patamar mínimo de 200 metros quadrados e 10 metros de frente para novos lotes, vinha sendo alvo de críticas de entidades do setor imobiliário e de parlamentares.
Opositores da medida argumentavam que a restrição asfixiaria o mercado de construção civil e comprometeria a viabilidade de programas habitacionais federais e estaduais, em uma capital que apresenta um déficit habitacional de 44 mil famílias.
No Legislativo municipal, a tensão era crescente. Um grupo de 14 vereadores, formado por parlamentares da base e da oposição, articulava a votação de um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) para anular os efeitos do ato do Executivo, sob a justificativa de que a medida invadia prerrogativas da Câmara.
Com a decisão judicial, os processos administrativos na Secretaria de Urbanismo devem retornar aos critérios de análise vigentes antes de 24 de junho. A Prefeitura de Cuiabá foi notificada e tem o prazo de 10 dias para prestar informações detalhadas ao TJMT. Após a manifestação da Procuradoria-Geral de Justiça, o mérito da ação será submetido ao referendo do Órgão Especial do tribunal.
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