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Cacique Khuiusi Suyá morre aos 80 anos; Raoni segue internado em São Paulo

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O cacique Khuiusi Suyá, uma das principais lideranças do povo Khĩsêtjê, faleceu na última sexta-feira (03.07), aos 80 anos. A morte foi confirmada por meio de nota oficial da aldeia Ngôjwêrê, localizada na Terra Indígena Wawi, no município de Querência (ceca de 750 km da capital, Cuiabá).

Khuiusi era reconhecido por sua atuação na articulação política e na defesa territorial. Na década de 1990, liderou o movimento de recuperação das terras tradicionais do grupo, que sofreram impacto com o avanço da ocupação na bacia do rio Suiá-Miçu. O processo resultou na demarcação da TI Wawi, garantindo ao povo Khĩsêtjê, único grupo de língua Jê dentro do Território Indígena do Xingu, a soberania sobre parte de seu território ancestral.

Conexão com Raoni

A notícia de seu falecimento ganha repercussão nacional devido à proximidade de Khuiusi com o cacique Raoni Metuktire. Raoni, que mantinha uma relação de parentesco e aliança política com o líder falecido — a quem considerava um sobrinho —, não pôde estar presente nas cerimônias.

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Raoni, que também é uma das figuras centrais na defesa dos direitos indígenas, encontra-se internado em São Paulo para tratamento de saúde. De acordo com informações atualizadas sobre seu quadro clínico, o cacique apresenta estado de saúde estável, mas permanece sob acompanhamento médico rigoroso na capital paulista, o que inviabilizou seu deslocamento para Mato Grosso.

Trajetória e identidade

Khuiusi assumiu a liderança do povo Khĩsêtjê ainda jovem, em um período de desafios demográficos após o contato com a sociedade não indígena. Segundo o Instituto Socioambiental (ISA), a trajetória do cacique foi marcada pela preservação da identidade cultural do grupo, que, apesar de integrar o Território Indígena do Xingu e interagir com outros povos, manteve sistemas próprios de cantos rituais e organização social.

Em notas oficiais, tanto o Instituto Raoni quanto a comunidade Khĩsêtjê destacaram o legado de Khuiusi. As entidades ressaltaram sua capacidade de transição entre o conhecimento tradicional e as demandas políticas contemporâneas, como a gestão territorial e a manutenção das garantias constitucionais indígenas. Não foram divulgadas informações adicionais sobre os rituais de despedida organizados pela comunidade na aldeia Ngôjwêrê.

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Mato Grosso

Feira revitalizada em Chapada dos Guimarães reforça apoio do Governo do Estado à agricultura familiar

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Os produtores da agricultura familiar de Chapada dos Guimarães receberam, nesta sexta-feira (3.7), a Feira do Produtor “Espaço Carmelita Joana da Paixão Brito” revitalizada e ampliada. A obra, aguardada há décadas por quem depende da comercialização direta de alimentos, oferece uma estrutura mais ampla, coberta e adequada para atender os consumidores, fortalecendo a geração de renda das famílias rurais.

Para quem trabalha na feira, a entrega representa mais do que uma obra física: é o fim de anos enfrentando sol, chuva e frio durante a comercialização dos produtos. Morador da comunidade Pé d’Água Fria e produtor há mais de dez anos, Veriano Siqueira afirmou que a ampliação era uma reivindicação antiga dos feirantes.


“Foi uma boa coisa. A gente esperava isso há muitos anos. Antes sofria com chuva e sol, agora estamos debaixo de uma cobertura”, destacou.


A produtora rural Ivone Pereira de Araújo, da Chácara Vitória, descreveu o momento como a realização de um sonho coletivo.

“É muito emocionante, porque isso era esperado há muitos e muitos anos. Eu estou aqui há cinco anos, mas tem gente que lutou quase 30 anos esperando por esse momento. Não foi fácil trabalhar no sol, na chuva e no frio, mas hoje estamos muito felizes”, afirmou.

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Segundo ela, a estrutura antiga não atendia a todos os agricultores que comercializavam na feira.

“A estrutura anterior não comportava nem a metade dos produtores. O correto é fazer para todos, e não apenas para uma parte”, ressaltou. Ivone produz frango caipira, ovos, hortaliças e doces, que são comercializados diretamente no local.


O produtor José Rodrigues Cruz, da Chácara Recanto Feliz, também celebrou a conquista.

“Agradeço primeiro a Deus e também a todos que se empenharam para realizar essa obra, especialmente o Governo do Estado, que entende bem o nosso trabalho”, disse.

Ele destacou que o investimento garante melhores condições para quem vive da agricultura familiar.

“Parabéns pela atitude de apoiar os produtores e oferecer um espaço digno para que possamos trabalhar sem ficar expostos à chuva e ao sol”, afirmou.

O sentimento é compartilhado por outros feirantes, que veem na nova estrutura o reconhecimento de uma luta histórica.

“Receber esse novo espaço foi uma maravilha. É um motivo de muita gratidão. Nós, feirantes, sabemos o sofrimento que passamos durante tantos anos trabalhando na rua e enfrentando dificuldades. Agora ficou maravilhoso”, relatou uma das produtoras.

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Fonte: Governo MT – MT

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