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Educação e o Desafio da Atenção no Século XXI
Por Edson Dahmer
Vivemos um momento de intensa ruptura tecnológica e social. O avanço das ferramentas digitais e a velocidade da informação estão transformando profundamente a forma como as pessoas recebem e processam conteúdos que podem impactar diretamente sua atuação profissional e seu papel no contexto social. Esse novo modelo cognitivo desafia os métodos tradicionais de ensino e exige uma reflexão sobre como preparar profissionais para um mundo em constante mudança.
O mais curioso é que isso acontece o tempo todo e em todos os lugares. Para termos uma ideia mais concreta, há alguns dias estávamos reunidos com um grupo de empresários, e um comentário nos chamou a atenção: “Pessoal, o assunto é importante, porém todos estavam presos às suas mensagens no celular”.
Um dos pontos mais críticos dessa transformação é o tempo de atenção. Em sala de aula, qualquer ruído, notificação de celular ou distração externa pode desviar o foco de um conteúdo que poderia ser decisivo para a vida de um aluno. A paciência para ouvir longas exposições diminui, e isso coloca em xeque a eficácia dos modelos tradicionais de formação profissional.
O desafio, portanto, é encontrar formas de transmitir conhecimento relevante em formatos que dialoguem com essa nova realidade cognitiva.
Se, por um lado, a tecnologia fragmenta a atenção, por outro, ela abre novas possibilidades de aprendizado. Microlearning, conteúdos interativos, gamificação e experiências imersivas são exemplos de estratégias que podem ser incorporadas para tornar o ensino mais dinâmico e atrativo.
O objetivo não é apenas transmitir informação, mas criar experiências que realmente engajem e transformem.
A partir desse cenário, a educação profissional precisa ser repensada como ferramenta de transformação social. No século XXI, não basta formar trabalhadores tecnicamente competentes; é necessário formar cidadãos capazes de interpretar o mundo, adaptar-se às mudanças e contribuir para o desenvolvimento econômico e social.
A educação, quando alinhada às novas formas de aprender, pode ser o divisor de águas para gerar inovação, empreendedorismo e inclusão.
Edson Dahmer é diretor regional do Senac em Mato Grosso. Atua na articulação entre educação profissional, desenvolvimento econômico e inovação para o setor do comércio de bens, serviços e turismo.
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Além do varejo, shopping como ativo de transformação urbana
Por José Flávio Alves Jr.
Por muito tempo, Várzea Grande guardou um desejo latente por mais espaços públicos de lazer, cultura e convivência familiar. Como tantas cidades que cresceram de forma acelerada, parte do entretenimento acabou se concentrando na capital. Trazer mais vida aos espaços urbanos foi, assim, se tornando não apenas uma pauta cultural, mas um anseio coletivo da cidade.
O VG Shopping na Rua nasce exatamente dessa compreensão. Mais do que promover eventos, o projeto foi pensado para aproximar o empreendimento da dinâmica urbana de Várzea Grande e contribuir para uma cidade mais viva, integrada e acessível para as famílias.
A Avenida Filinto Müller, uma das vias mais movimentadas do município, passou a receber encontros de carros antigos, exposições de motos e o primeiro carnaval de rua no centro da cidade, transformando o entorno do shopping em um novo ponto de convivência. O que antes era apenas passagem ganhou permanência, circulação de pessoas e experiências compartilhadas entre diferentes gerações.
Esse movimento também revela uma mudança importante na relação entre os empreendimentos e a cidade. O shopping center deixou de ser apenas um espaço de consumo. Hoje, precisa funcionar como parte ativa do ambiente urbano, conectado às necessidades da população e atento à forma como as pessoas vivem.
A parceria construída entre o Várzea Grande Shopping, Poder Público Municipal e Governo do Estado, mostra que iniciativas colaborativas conseguem gerar impacto positivo quando existe planejamento, organização e propósito coletivo. Ao mesmo tempo em que os eventos movimentam o comércio e fortalecem os lojistas, também ampliam o acesso da população ao lazer gratuito e à ocupação qualificada dos espaços públicos.
Os resultados vão além dos números de público ou do aumento no fluxo de visitantes. Existe um valor simbólico importante quando famílias escolhem permanecer na cidade para viver experiências culturais, quando crianças encontram espaços seguros de convivência e quando os moradores passam a enxergar Várzea Grande como protagonista da própria transformação.
O aniversário de 159 anos da cidade reforça justamente essa reflexão. Várzea Grande cresceu, amadureceu e construiu uma identidade própria, sustentada pela força das pessoas que movimentam sua economia, sua cultura e sua vida cotidiana. Valorizar e promover esses encontros também é uma forma de celebrar a cidade.
José Flávio Alves Jr. é superintendente do Várzea Grande Shopping e coordenador da Abrasce Mato Grosso
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