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Educação e o Desafio da Atenção no Século XXI
Por Edson Dahmer
Vivemos um momento de intensa ruptura tecnológica e social. O avanço das ferramentas digitais e a velocidade da informação estão transformando profundamente a forma como as pessoas recebem e processam conteúdos que podem impactar diretamente sua atuação profissional e seu papel no contexto social. Esse novo modelo cognitivo desafia os métodos tradicionais de ensino e exige uma reflexão sobre como preparar profissionais para um mundo em constante mudança.
O mais curioso é que isso acontece o tempo todo e em todos os lugares. Para termos uma ideia mais concreta, há alguns dias estávamos reunidos com um grupo de empresários, e um comentário nos chamou a atenção: “Pessoal, o assunto é importante, porém todos estavam presos às suas mensagens no celular”.
Um dos pontos mais críticos dessa transformação é o tempo de atenção. Em sala de aula, qualquer ruído, notificação de celular ou distração externa pode desviar o foco de um conteúdo que poderia ser decisivo para a vida de um aluno. A paciência para ouvir longas exposições diminui, e isso coloca em xeque a eficácia dos modelos tradicionais de formação profissional.
O desafio, portanto, é encontrar formas de transmitir conhecimento relevante em formatos que dialoguem com essa nova realidade cognitiva.
Se, por um lado, a tecnologia fragmenta a atenção, por outro, ela abre novas possibilidades de aprendizado. Microlearning, conteúdos interativos, gamificação e experiências imersivas são exemplos de estratégias que podem ser incorporadas para tornar o ensino mais dinâmico e atrativo.
O objetivo não é apenas transmitir informação, mas criar experiências que realmente engajem e transformem.
A partir desse cenário, a educação profissional precisa ser repensada como ferramenta de transformação social. No século XXI, não basta formar trabalhadores tecnicamente competentes; é necessário formar cidadãos capazes de interpretar o mundo, adaptar-se às mudanças e contribuir para o desenvolvimento econômico e social.
A educação, quando alinhada às novas formas de aprender, pode ser o divisor de águas para gerar inovação, empreendedorismo e inclusão.
Edson Dahmer é diretor regional do Senac em Mato Grosso. Atua na articulação entre educação profissional, desenvolvimento econômico e inovação para o setor do comércio de bens, serviços e turismo.
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Nova droga aprovada pela Anvisa controla fogachos e outros sintomas associados à menopausa
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou uma nova medicação não hormonal para controlar ondas de calor e suores noturnos, sintomas associados à menopausa que afetam cerca de 80% das mulheres entre 40 e 65 anos.
O medicamento é uma alternativa para quem não pode se beneficiar ou não responde efetivamente ao tratamento de reposição hormonal. Apesar do aval da Anvisa, ainda não há definição de preço nem data oficial de lançamento da nova droga no mercado brasileiro.
O medicamento fezoniletanto, que chega ao mercado com o nome de Veoza, foi desenvolvido pelo laboratório Astellas Farma. A nova droga atua no sistema nervoso, limitando manifestações vasomotoras, como fogachos, em mulheres que estão na transição para a menopausa e mesmo na pós-menopausa. No Brasil, mais de um terço delas apresenta ocorrências de moderadas a intensas, justamente o alvo do novo tratamento.
Os principais incômodos do climatério, associados à paralisação na produção de hormônios femininos pelos ovários, são ondas de calor, suores frios, alterações de humor e também do sono. O declínio hormonal tem repercussão nos circuitos cerebrais que regulam a temperatura corporal, gerando os chamados sintomas vasomotores.
As ondas de calor e/ou suores noturnos associados à menopausa têm duração mediana de 7,4 anos. Em algumas mulheres podem persistir por uma década ou mais, comprometendo atividades diárias, qualidade do sono e de vida.
A aprovação da Anvisa considerou três estudos clínicos sobre o fezoniletanto que envolveram mais de 3 mil participantes. A medicação reduziu significativamente a frequência das ondas de calor e/ou suores noturnos.
A dosagem ministrada em 4 semanas levou à redução de 55% da frequência dos sintomas vasomotores. Em 12 semanas, o estudo revelou resultados ainda melhores: 64%. Como evidência, considerou-se que o medicamento diminuiu a intensidade média dos sintomas vasomotores para níveis leves a moderados.
Como benefícios adicionais, observados na quarta e na décima segunda semanas, mulheres que fizeram uso da nova droga apresentaram melhora na qualidade do sono, diminuição no comprometimento das atividades diárias e do trabalho e ganhos em qualidade de vida.
O fezoniletanto desponta como alternativa para mulheres que não podem fazer reposição hormonal, devido a contraindicações como câncer de mama, infarto e histórico de trombose, e mesmo a pacientes que não obtiveram sucesso com terapia de hormônios.
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