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POLÍTICA NACIONAL

CI deve ouvir ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, sobre termelétricas

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O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, deve comparecer à Comissão de Infraestrutura (CI), ainda sem data marcada, para prestar esclarecimentos sobre a antecipação do início de funcionamento de usinas termelétricas já contratadas em leilão. O requerimento de convite, do presidente do colegiado, Marcos Rogério (PL-RO), foi aprovado nesta terça-feira (19).

Na justificativa do REQ 40/2026 – CI, o senador afirma que o ministério teria questionado empresas vencedoras do Leilão de Reserva de Capacidade de 2026 sobre a possibilidade de antecipar para este ano o início da operação de usinas previstas para fornecer energia apenas em 2027 e 2028. Segundo o texto, a medida teria como objetivo reforçar a segurança do Sistema Interligado Nacional (SIN). Mas a proposta ainda dependeria de análises do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), além de avaliação do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico. 

O requerimento aponta que a eventual mudança nos prazos definidos no leilão pode provocar impactos regulatórios, institucionais e econômicos. Entre os pontos mencionados estão possível elevação de tarifas de energia, aumento de encargos setoriais, desequilíbrios econômico-financeiros dos contratos e questionamentos sobre segurança jurídica e isonomia entre os agentes do mercado. O texto também destaca que o acionamento antecipado de termelétricas movidas a gás natural, óleo diesel e carvão mineral pode elevar os custos totais do sistema elétrico, com reflexos para consumidores e para o setor produtivo.

“É crucial, portanto, que se explicitem com clareza os elementos técnicos que teriam motivado a adoção de providência tão excepcional, sobretudo diante da perspectiva de acionamento antecipado de termelétricas”, registra o requerimento aprovado pela comissão.

O senador também pede esclarecimentos sobre os critérios adotados pelo ministério para definir quais empreendimentos foram consultados e sobre os possíveis efeitos concorrenciais e regulatórios decorrentes da medida.

Pedido de informações

Também foi aprovado requerimento do senador Esperidião Amin (PP-SC) para que o advogado-geral da União, Jorge Messias, explique acordos firmados desde janeiro de 2023 nos setores de telecomunicações, rodovias, aeroportos e transportes, incluindo dados sobre valores discutidos, reduções de multas, parcelamentos, conversão de obrigações em investimentos e documentos técnicos produzidos pela AGU.  

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O texto faz referência a reportagem segundo a qual a União teria deixado de cobrar valores ligados a litígios, multas e obrigações em acordos conduzidos com participação da AGU.

Um dos pontos destacados no texto é a atuação da AGU no processo de migração da operadora Oi do regime de concessão para o regime de autorização. O senador pede informações sobre discussões relacionadas a bens reversíveis, multas, investimentos substitutivos e ativos de infraestrutura, como redes de fibra óptica, dutos subterrâneos e estruturas ligadas à expansão da banda larga e da tecnologia 5G.

O requerimento também menciona repactuações em concessões rodoviárias e aeroportuárias, incluindo casos envolvendo as concessionárias MSVia, Eco101 e Changi, além de revisões em acordos de leniência relacionados à Operação Lava Jato.

“Sem antecipar juízo sobre a procedência das alegações, os fatos noticiados possuem evidente interesse público e demandam esclarecimento institucional”, afirma o senador na justificativa do requerimento.

A CI debaterá o tema em audiência pública, de acordo com requerimento, também de Amin, aprovado nesta terça (REQ 30/2026 – CI). A data do debate ainda não foi marcada. 

Outro requerimento aprovado, do senador Marcos Rogério, pede informações ao presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Carlos Manuel Baigorri, sobre a falta oferta de internet e sinal de telefone nos distritos de União Bandeirantes e Rio Pardo, em Porto Velho.

REQ 35/2026 – CI afirma que os locais enfrentam carência de infraestrutura de telecomunicações, “situação que compromete diretamente a comunicação da população, o acesso a serviços públicos, a atividade econômica local, a segurança pública, o atendimento em saúde, a educação e a própria integração territorial dessas comunidades”.

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Audiências públicas

A CI debaterá também os seguintes temas, ainda sem data oficial divulgada:

  • Impactos do imposto de 12% sobre exportação de óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, previstos na Medida Provisória (MP) 1.340/2026 (REQ 26/2026 – CI). O pedido é do senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP);
  • O corte ou redução de geração de energia de fonte renovável para evitar sobrecarga do sistema — operação chamada de curtailment (REQ 27/2026 – CI). O requerimento é do senador Jorge Kajuru (PSB-GO);
  • Estudos de viabilidade econômica e ambiental da concessão de rodovias federais em Santa Catarina, que abrangem trechos das BRs 153, 282 e 470 e  480 em Santa Catarina. O REQ 32/2026 – CI é do senador Amin;
  • Exploração de petróleo por meio da técnica não convencional de fraturamento hidráulico. No processo, um líquido é injetado em alta pressão nas rochas, de modo a se retirar principalmente petróleo e gás natural (REQ 34/2026 – CI). O pedido é do senador Laércio Oliveira (PP-SE).

Diligências externas

A comissão aprovou ainda diligências externas para verificar as condições de duas rodovias:

  • BR-070, em Mato Grosso, que deve receber maior fluxo de veículos após a conclusão do terminal ferroviário da Malha Norte, em Dom Aquino, prevista para 2026. O REQ 33/2026 – CI é do senador Wellington Fagundes (PL-MT);
  • RO-383, em Cacoal (RO), cujas obras receberam recursos federais, mas apresentaram degradações em menos de um ano, segundo o REQ 36/2026 – CI, do senador Marcos Rogério.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Relatório mantém aumento de 5,4% no piso salarial dos professores, informa deputado

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O deputado Idilvan Alencar (PSB-CE), presidente da comissão mista que analisa a medida provisória sobre reajuste do piso salarial da educação básica (MP 1334/26), disse que o grupo deve discutir e votar nesta terça-feira (19) o relatório da senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO). A reunião está marcada para as 14 horas, no plenário 13 da ala Alexandre Costa, no Senado.

Em entrevista ao Painel Eletrônico, da Rádio Câmara, Alencar informou que deve ser mantida a proposta de reajuste de 5,4% em 2026. Pelo texto, o piso passa de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63.

Ele explicou que, pela regra anterior, o piso seria reajustado em 0,37%, abaixo da inflação. Houve um acordo, então, entre Ministério da Educação, trabalhadores e secretários municipais e estaduais de educação para a mudança prevista na medida provisória.

“No dia 1º de junho, a MP expira. Se ela não for aprovada a tempo, o reajuste volta para 0,37%. Não quero correr riscos. Vamos colocar em votação hoje, já combinei com a Dorinha. Se algum deputado pedir vista, a gente espera que não, e a gente já vai para quinta-feira (21)”, disse Idilvan Alencar.

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“Essa não pode ser uma pauta ideológica. O Brasil inteiro tem de valorizar o professor e apoiar uma fórmula que garanta que nunca mais haja reajuste abaixo da inflação”, acrescentou.

O deputado lembrou que a medida também cria uma regra para reajustes nos próximos anos. O cálculo vai considerar a inflação do ano anterior medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e a variação de receitas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). A regra determina que o reajuste não pode ser inferior à inflação.

Próximos passos
Depois da comissão mista, a MP ainda precisa ser votada pelos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

Da Rádio Câmara
Edição – Marcelo Oliveira

Fonte: Câmara dos Deputados

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