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ALMEIDA (Ignez Augusta Corrêa de)
ALMEIDA (Ignez Augusta Corrêa de). Prisioneira de guerra (Cuiabá, 1843 – Cuiabá, 17/11/1887). Sua vida foi marcada por acontecimentos trágicos em decorrência da Guerra do Paraguai. Em 1860, casou-se com o comerciante Ricardo da Costa Leite, em Corumbá. Com o recrudescimento da guerra e invasão do solo brasileiro, foi presa, juntamente com o marido e dois filhos pequenos e levados a ferros para Assunção. Ao chegar à localidade de Tibicuari já haviam falecido seus dois filhos, e neste local assistiu ao fuzilamento de seu marido. Passou a sofrer todo tipo de humilhação e sofrimento que o inimigo impõe aos prisioneiros, especialmente tratando-se de uma mulher. Com a vitória brasileira veio a liberdade. Em 1869, foi encontrada perambulando em situação lastimável por uma patrulha de reconhecimento do Exército brasileiro. O comandante, major Antônio José de Moura, providenciou roupas e seu traslado para Mato Grosso. Recebeu auxílio financeiro e, em 12 de fevereiro de 1870, estabeleceu-se em Cuiabá. Enclausurou-se em sua casa e pelo período de dezessete anos, até sua morte, poucos foram os que viram seu rosto marcado pela tristeza e incompreensão da vida que teve.
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AYRES (Raimundo Maranhão)
AYRES (Raimundo Maranhão). Jornalista, empreendedor e poeta (Carolina/MA – 03/10/1914 – Guiratinga/MT, 1972). Por sua significativa produção literária ocupou a Cadeira nº 23, da Academia Mato-Grossense de Letras, entre seus escritos estão os seguintes livros: O poeta da flor de neve, Poesia da Fraternidade e Ronald de Carvalho. Em dezembro de 1945, Raimundo Maranhão fundou em Guiratinga – Mato Grosso, o jornal Novo Mundo, órgão de Intercâmbio Cultural em todas as Américas, e, posteriormente, órgão de Intercâmbio Cultural em todas as Américas e Europa, em conjunto com o órgão oficial da Associação de Intercâmbio Cultural. O jornal desapareceu possivelmente em 1954, enfrentando dificuldades materiais para se manter. Dados de sua redação informam que ele chegou a atingir mais de 50 países das Américas, Europa, Ásia e África. Por sua impetuosidade e dinamismo, Maranhão foi um dos mais importantes nomes de Mato Grosso na produção de intercâmbio cultural, por sua visão de mundo a ser atingido a partir de uma cidade relativamente pequena, na época, mas de intensa movimentação sócio-econômica em função de lides garimpeiras da década de 1940.
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