livre pensar
A luta contra o meu ‘eu’
Da Assessoria
Francisney Liberato Batista Siqueira
Conheço muitas pessoas que tiveram dificuldades na vida, por diversos fatores, sejam problemas familiares, financeiros, relacionamentos precários, dentre outros. Contudo, essas pessoas batalharam, estudaram e se desenvolveram, e hoje, são indivíduos bem-sucedidos.
Creio que você já deva ter presenciado algumas histórias semelhantes, ou talvez você seja uma pessoa que possui a mesma história. A vida do brasileiro de fato não é fácil, pois existem muitas dificuldades, e para onde olhamos, há pessoas falando sobre crises.
Alguns quando chegam ao topo do sucesso esquecem de suas bases, ou melhor, fazem de conta que ela não existe e simplesmente as desconsideram. Essas mesmas pessoas que um dia foram humildes, hoje encontram-se “em cima de um pedestal”, imersas no orgulho, na soberba, na validade e se deliciando com o seu ego.
O grande sábio Salomão afirma em Eclesiastes 1: “Vaidade de vaidades, diz o pregador, Tudo é vaidade. Que proveito tem o homem, de todo o seu trabalho, que faz debaixo do sol? Uma geração vai, e outra geração vem; mas a terra para sempre permanece”. O Sábio foi contundente ao atestar que tudo é vaidade. A vaidade é como correr atrás do vento, ou seja, impossível de se alcançar, é perder tempo.
Para aqueles que ainda têm consciência sobre si, pode ser que seja uma luta constante, ou quem sabe até diária, contra o seu “eu”. O apóstolo Paulo dizia que o que ele não queria fazer, fazia; e o que era para fazer, ele não tinha forças para fazer. É uma grande luta dentro de cada ser humano. Se não lutarmos seremos controlados por esse sentimento negativo e outros vícios poderão entrar em nossas vidas, Santo Agostinho nos lembra disso: “O orgulho é a fonte de todas as fraquezas, por que é a fonte de todos os vícios”.
Olhe a sua volta, perceba quantas pessoas são vaidosas, orgulhosas e cheias de ego. Observe alguns governantes, agentes públicos, empresários, artistas, músicos, profissionais liberais, dentre outros. Não apenas esses, conhecemos também pessoas orgulhosas de todos os tipos, não importando a classe social, o grau de escolaridade, as experiências vividas, os gêneros, a etnia, se rico ou pobre. Estamos em um mundo com muitos de indivíduos soberbos, ou como diz o ditado popular, fulano está com o “rei na barriga”.
Nos orgulhamos de nossas conquistas, do carro importado, da namorada linda, dos filhos abençoados, dos relacionamentos sociais, do poder, da influência, da palestra ministrada e de tudo aquilo que depositamos nossas forças e energias, isto é, onde verdadeiramente está o nosso coração
Precisamos realmente disso? Creio que não. Somos iguais. Todos possuem o seu valor. É necessário voltar a base, é necessário abandonar o “eu”, a música de Paulo Baruk, “Perdão”, é sugestiva ao dizer: “Deus, livra-me de mim”. Vamos lembrar dos momentos difíceis, das lutas, da família, das amizades e de tudo que Deus proporcionou e melhorou para as nossas vidas.
A canção “Nas mãos do oleiro” retrata bem a situação de quem somos, se compararmos com a imensidão do universo: “Em Tuas mãos eu sou pó; nenhum valor, barro sou; quem sou eu pra questionar?”. Quer voltar ao princípio? A música ainda apresenta uma solução para quebrar o nosso ego e orgulho: “Nas mãos do oleiro me entrego inteiro; Pra ser quebrado e refeito; Nas mãos do oleiro sou restaurado; Pra ser um novo vaso”. O oleiro da música é Deus, o nosso criador. Que morra o velho homem e nasça uma nova criatura!
Quebre a vaidade e o orgulho da sua vida. Rompa esse ciclo vicioso. Abandone o seu “eu”. Todos somos seres humanos iguais, não podemos fazer acepções de pessoas, pois cada um tem o seu valor e é único neste mundo. É fundamental lutarmos diariamente contra o nosso “eu” e vivermos uma vida de serviço para pessoas ao nosso redor.
Francisney Liberato Batista Siqueira é Secretário de Controle Externo, Auditor Público Externo do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, Palestrante Nacional, Professor, Coach, Mentor, Advogado e Contador. Autor do Livro “Mude sua vida em 50 dias”.
artigos
Série Governantes: Faça a sua parte
Por Francisney Liberato
“Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país.” John F. Kennedy
Uma das características mais marcantes do brasileiro é a sua criatividade. Ele consegue desenvolver e pôr em prática várias habilidades como: ideias, pensamentos, empreendedorismo, visando o seu bem-estar e o seu conforto, como também o de sua família.
Segundo o site “Terra”, em 30/09/2019, é apresentada uma pesquisa a qual conclui: “A pesquisa Amway Global Entrepreneurship Report (AGER) revela que 56% dos brasileiros desejam ser donos do seu próprio negócio. Destes, 74% são jovens entre 18 e 35 anos. O índice do Brasil é maior que a média global, que está em 47%”.
Vejam que no Brasil os jovens desejam criar e empreender, eles querem ter o seu próprio negócio. Isso é muito positivo para nossa nação. Infelizmente, uma coisa é desejar e querer ser um empresário, outra, bem diferente, é efetivar esse desejo.
Não podemos permitir que o conceito autocrático, isto é, esperar que as ideias, iniciativas e as respostas sejam exclusivamente do chefe, do líder, do diretor escolar, do pai e da mãe, do governante, do presidente, uma vez que, se agirmos dessa maneira, veremos falecer a nossa liberdade de criar.
É fundamental para todos que tenham uma mentalidade aberta e moderna que as pessoas criem e empreendam mais, pois é por intermédio disso que é gerada riqueza para o nosso país.
Você deve olhar para dentro de si e se perguntar: Qual é a sua vocação para melhorar a sua vida, a vida da sua família, dos seus entes queridos e do país onde reside? Essa reflexão é de extrema importância.
A responsabilidade é única e exclusivamente sua. Aqui existe um conceito fundamental que devemos ter como prisma em nossas vidas, que é chamado de Autorresponsabilidade. Em síntese, é necessário trazer para si a responsabilidade, e não a de colocar sobre o encargo do outro, como: os seus pais, seus familiares, seus empregadores e seus governantes. Em outras palavras, o sucesso ou fracasso da sua vida está em sua alçada.
Se pensarmos a vida dessa forma, saiba que teremos uma nação moderna e próspera, com índices de desenvolvimento econômico e humano semelhantes aos de países do primeiro mundo.
Entretanto, muitos indivíduos têm dificuldades de entender o seu propósito para esta vida. Muitos estudantes que estão cursando uma faculdade já pensam em desistir, por entender que não é bem isso o que sonham para sua vida. Enquanto existem muitos indivíduos desejando crescer evoluir, por outro lado, têm, infelizmente, os que esperam “a comida, o emprego, o dinheiro caírem do céu”.
John Fitzgerald Kenedy ou JFK foi um político norte-americano que governou os Estados Unidos (1961-1963), o seu nome está registrado como o 35° presidente daquela nação. Ele é considerado uma das grandes personalidades do século XX.
Kennedy se tornou o segundo presidente mais jovem do seu país, depois de Theodore Roosevelt. Infelizmente, não conseguiu terminar o seu mandato, uma vez que foi assassinado em 1963.
O presidente John Kennedy proferiu uma célebre frase que ainda tem uma enorme relevância para os nossos dias: “Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país”.
Podemos parafrasear essa afirmação do ex-presidente americano para o nosso contexto: o que nós brasileiros podemos fazer pelo Brasil? O que estamos fazendo para melhorar o nosso país? Qual tem sido a minha e sua contrapartida para desenvolver e aperfeiçoar esta nação? Como podemos abandonar determinadas atitudes paternalistas e viver de forma mais racional, visando o bem comum? O Estado pertence a todos nós. Devemos fazer a nossa parte, e não exigir que Estado seja o responsável e provedor por tudo.
Nosso país é formado pela diversidade cultural, étnica e social de milhares de brasileiros, que nem sempre concordam com as decisões dos nossos governantes, mas todos fazemos parte da nação, e devemos caminhar em um mesmo sentido. A nossa Constituição de 1988 dispõe que todo poder se origina do povo. O poder está nas mãos de cada ser habitante deste país. Nós podemos e devemos fazer o melhor pelo Estado, independentemente de questões políticas e partidárias.
Não diga o que o país deve fazer por você, use a sua criatividade, empreendedorismo, e faça o seu melhor na medida de suas condições, e de acordo com as suas circunstâncias. Seja presente e deixe o seu legado para esta nação. A responsabilidade pelo sucesso ou fracasso do Brasil está em nossas mãos. Está disposto a tomar uma iniciativa para contribuir com a República Federativa do Brasil?
Francisney Liberato Batista Siqueira é Auditor Público Externo do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Chefe de gabinete de Conselheiro do TCE-MT, Palestrante Nacional, Professor, Coach, Mentor, Advogado e Contador, Autor dos Livros “Mude sua vida em 50 dias”, “Como falar em público com eficiência” e “A arte de ser feliz”.
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