TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Desembargador recebe alunos de Cáceres e inspira futuros profissionais do Direito
Um encontro marcado por identificação e incentivo à carreira jurídica. Assim foi a visita dos 47 acadêmicos de Direito da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), campus Cáceres, ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), nesta quarta-feira (29). O grupo foi recebido pelo desembargador Jones Gattass Dias, também natural de Cáceres, que compartilhou sua trajetória e experiências na magistratura.
“Somos conterrâneos. Sinto-me muito em casa e espero que vocês também sejam muito bem recebidos aqui”, afirmou o magistrado ao dar as boas-vindas. Durante a conversa no Espaço Memória, ele relembrou o início da sua formação e destacou os desafios da carreira. “Eu não sabia o que queria, mas sabia o que não queria. Fui eliminando as áreas até me identificar com o Direito”, contou. Ao final, deixou uma mensagem direta aos estudantes: “Não desistam dos seus sonhos. A magistratura precisa de bons nomes”.
Prática aproxima estudantes do Judiciário
A visita integrou o projeto Nosso Judiciário, que proporciona aos acadêmicos a oportunidade de acompanhar sessões de julgamento, conhecer a estrutura do Tribunal e dialogar com magistrados. Para o desembargador, esse contato direto com a prática é essencial na formação. “O julgamento, o voto do relator, o magistrado que acompanha ou diverge, isso é uma riqueza para quem está estudando. A pessoa sai daqui sabendo se vai gostar ou não de fazer isso”, destacou.
Um dos responsáveis por trazer os alunos ao Tribunal, o professor e advogado Hamilton Lobo Mendes Filho ressaltou a importância da experiência. “Aqui, conseguimos dar esse choque de realidade. Como somos do interior, muitos alunos não conseguem visualizar essa estrutura. A visita amplia horizontes e mostra que este pode ser um caminho profissional possível”, afirmou. Ele também agradeceu a parceria com o Judiciário. “Assistir à dinâmica de um julgamento não é simples, nem acessível a todos. Essa parceria vai continuar, todo semestre estaremos aqui”.
Experiência reforça escolhas
Entre os acadêmicos, a vivência no TJMT foi apontada como decisiva para a construção da carreira. A estudante do 9º semestre Larissa Yung destacou o impacto do contato com a prática jurídica. “Durante o curso, ficamos muito na teoria. Aqui, conseguimos ver o Direito acontecendo de verdade. Estar no plenário foi uma experiência muito significativa e despertou ainda mais o meu interesse”, relatou.
O estudante Kauan Fares Garcia também avaliou a visita como fundamental. “Pudemos observar como funciona o Poder Judiciário e presenciar o que provavelmente será nossa vida futura. A sustentação oral dos advogados foi o que mais me chamou atenção”, disse. Para ele, a experiência ajudou a concretizar o interesse tanto pela advocacia, quanto pela carreira pública.
O projeto Nosso Judiciário segue aberto a instituições de ensino interessadas em conhecer o funcionamento do Tribunal. Durante as visitas, os participantes também recebem o Glossário Jurídico, produzido pelo TJMT, como forma de apoio ao aprendizado.
Para agendar uma visita ao Palácio da Justiça de Mato Grosso ou a instituições de ensino, basta telefonar para (65) 3617-3032/3516.
TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Justiça determina que concessionária da BR-163 forneça carro de luxo substituto após acidente
A Justiça de Mato Grosso determinou que a Via Brasil BR-163 Concessionária de Rodovias S.A. forneça, no prazo de cinco dias, um veículo substituto de padrão equivalente ao de um Porsche Macan Turbo, pertencente ao empresário P.H.B.R., ou, alternativamente, arque integralmente com os custos de locação já comprovados pelo autor.
A decisão é do juiz Yale Sabo Mendes, da 7ª Vara Cível de Cuiabá, que também fixou multa diária de R$ 1.000,00 em caso de descumprimento, além de eventual responsabilização civil e criminal.
A medida foi concedida no âmbito de ação de indenização por danos materiais e morais, proposta pelo empresário P.H.B.R., o qual é representado pelo advogado Diego Henrique Bonetti, com escritório situado na comarca de Sinop-MT, após um acidente ocorrido em novembro de 2025, na BR-163. Segundo consta nos autos, o empresário perdeu o controle do veículo ao tentar evitar uma colisão com um caminhão da própria concessionária, que teria realizado manobra abrupta e sem sinalização, ocasionando o capotamento e a perda total do automóvel.
Após o acidente, o veículo foi removido pela concessionária sem que houvesse qualquer informação formal ao proprietário sobre seu destino. O paradeiro só foi descoberto posteriormente com auxílio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que localizou o automóvel em um pátio na cidade de Itaituba (PA).
Durante o período em que permaneceu sem acesso ao veículo, o empresário afirma ter arcado com prejuízos expressivos, incluindo cerca de R$ 7,1 mil com despesas de remoção, estadia e liberação do automóvel, além de aproximadamente R$ 26 mil com locação de outro veículo.
Na decisão, o magistrado destacou que os documentos apresentados, como boletim de ocorrência, imagens do acidente, teste de etilômetro negativo e comprovantes de despesas, conferem verossimilhança às alegações do autor. Também ressaltou que a responsabilidade da concessionária é objetiva, nos termos do Código de Defesa do Consumidor, cabendo à empresa demonstrar eventual ausência de culpa.
O juiz ainda reconheceu a urgência da medida, considerando que a privação do uso do veículo e os custos contínuos de locação comprometem a esfera patrimonial do autor.
Além disso, foi autorizada a atualização do valor da causa para aproximadamente R$ 373 mil, incluindo prejuízos supervenientes devidamente comprovados.
Em contato com o advogado Diego Henrique Bonetti, responsável pela defesa do empresário, este destacou que o caso evidencia falhas graves na atuação da concessionária:
“Estamos diante de uma falha evidente na prestação de serviço público concedido. Não apenas pela dinâmica do acidente, mas principalmente pela omissão posterior da concessionária, que deixou de prestar informações básicas ao consumidor, obrigando o cliente a recorrer à Polícia Rodoviária Federal para localizar seu próprio veículo.”
O advogado também ressaltou circunstâncias relevantes do momento do acidente:
“É importante destacar que o empresário P.H.B.R. estava conduzindo o veículo de forma regular, utilizando cinto de segurança e dentro dos limites de velocidade da via. Esses fatores foram determinantes para evitar que o acidente tivesse consequências ainda mais graves. Trata-se de uma situação que poderia ter resultado em uma tragédia imensurável para sua família.”
O processo seguirá com audiência de conciliação a ser realizada por videoconferência, ocasião em que a concessionária deverá apresentar defesa, sob pena de revelia.
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