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A democracia e o papel da Assembleia Legislativa
Por Max Russi
Quando falamos em democracia, nos referimos à capacidade de cada cidadão participar das decisões que afetam sua vida, sua família e sua comunidade. A democracia é o regime da escuta, do diálogo e da representação legítima da vontade popular.
No Brasil, construímos, ao longo de décadas, um sistema democrático que, apesar de seus desafios, garante liberdades fundamentais e permite que diferentes vozes sejam ouvidas. É um processo contínuo de aperfeiçoamento, que exige vigilância constante e participação ativa de todos.
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso é a Casa do Povo mato-grossense, onde 24 deputados estaduais, eleitos democraticamente, têm a missão de transformar as necessidades da população em leis, fiscalizar o Poder Executivo e garantir que os recursos públicos sejam aplicados com responsabilidade.
Cada deputado representa milhares de cidadãos, oriundos de diferentes regiões e realidades. Essa diversidade é nossa maior riqueza, pois garante que as leis aprovadas reflitam as múltiplas faces de Mato Grosso.
Cada projeto de lei passa por um criterioso processo de análise. Ouvimos especialistas, consultamos a sociedade civil e debatemos em plenário para construir um arcabouço jurídico que promova justiça social e qualidade de vida.
Acompanhamos a execução das políticas públicas, analisamos contratos e asseguramos que o dinheiro do contribuinte seja bem aplicado.
A fiscalização é uma responsabilidade compartilhada em prol do bem comum.
Cada cidadão que nos procura fortalece o elo entre o Parlamento e a sociedade. A democracia representativa só funciona quando os representantes estão próximos dos representados.
A democracia exige participação contínua. Audiências públicas, consultas populares e canais de comunicação direta são ferramentas pelas quais o cidadão pode influenciar decisões políticas. Em Mato Grosso, temos ampliado esses espaços por meio de transmissões ao vivo, redes sociais e visitas aos municípios.
Vivemos tempos desafiadores. A polarização, as notícias falsas e o descrédito nas instituições ameaçam a democracia. Por isso, precisamos fortalecê-la com mais transparência, diálogo e compromisso com a verdade.
A Assembleia Legislativa tem o compromisso de ser um espaço plural, onde as ideias possam competir no campo das propostas. Discordâncias são naturais, mas a intolerância não pode ser aceita.
Conheça sua Assembleia Legislativa. Acompanhe as votações, participe das audiências, entre em contato com seu deputado. A democracia se fortalece quando se torna prática cotidiana.
Mato Grosso tem uma história de luta e conquistas. Cabe a nós preservar e aprofundar a democracia, para que as próximas gerações vivam em liberdade e justiça. A democracia é um verbo que se conjuga no presente — e nós estamos comprometidos em conjugá-lo todos os dias, ao lado do povo mato-grossense. Viva a Democracia!
Max Russi é deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso
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O tempo de cada coisa 12 de junho é o Dia Mundial e Nacional de Combate ao Trabalho Infantil
Por José Leão Portela
Conta a história de um menino que queria crescer rápido. Ao observar os adultos que trabalhavam, ele acreditava que a vida começava quando se conseguia um emprego, recebia um salário e assumia responsabilidades. O que ele ainda não compreendia era que, antes de tudo isso, existia uma etapa igualmente importante: o tempo de aprender, estudar, desenvolver valores e construir o caráter que o acompanharia por toda a vida.
Essa história simples nos ajuda a refletir sobre uma data que, para muitos brasileiros, é lembrada principalmente pelo Dia dos Namorados. No dia 12 de junho, o comércio ganha movimento, as vitrines recebem destaque e milhões de pessoas celebram seus relacionamentos. Mas existe uma segunda reflexão associada a esse mesmo dia que merece nossa atenção: o Dia Mundial e Nacional de Combate ao Trabalho Infantil.
Como diretor financeiro da Fundação CDL, tenho a oportunidade de acompanhar iniciativas voltadas ao desenvolvimento de jovens e à preparação para o primeiro emprego. Essa experiência reforça uma verdade cada vez mais clara: o debate sobre o trabalho infantil não deve começar pelo trabalho; deve começar pela formação humana.
Há mais de dois mil anos, Aristóteles ensinou que uma sociedade justa é aquela capaz de criar condições para que as pessoas desenvolvam plenamente suas potencialidades. Em outras palavras, uma boa sociedade não é apenas aquela que gera riqueza, mas aquela que forma cidadãos preparados para exercer suas responsabilidades com liberdade, virtude e propósito.
Essa reflexão continua extremamente atual. Existe um tempo para aprender e um tempo para ensinar. Existe um tempo para ser cuidado e um tempo para cuidar. Existe um tempo para estudar e um tempo para trabalhar. Quando respeitamos essas etapas, ajudamos crianças e adolescentes a desenvolverem as competências para enfrentar os desafios da vida adulta. Quando as antecipamos, muitas vezes comprometemos oportunidades que dificilmente serão recuperadas no futuro.
Por isso, combater o trabalho infantil não significa afastar os jovens do mundo do trabalho. Significa garantir que sua entrada ocorra no momento adequado, de forma protegida, orientada e compatível com seu desenvolvimento. Essa é uma responsabilidade compartilhada entre famílias, escolas, empresas, poder público e organizações da sociedade civil.
É justamente nesse espaço que a Fundação CDL busca contribuir. Por meio do programa Capacita Jovens, trabalhamos para aproximar adolescentes e jovens do mercado de trabalho de forma responsável, oferecendo orientação, desenvolvimento e preparação para o primeiro emprego. Mais do que ensinar habilidades técnicas, buscamos fortalecer competências que acompanharão esses jovens por toda a vida: disciplina, responsabilidade, comunicação, trabalho em equipe e visão de futuro.
Porque o primeiro emprego não começa quando alguém assina um contrato. Ele começa quando um jovem passa a acreditar em seu potencial. Começa quando uma família incentiva seus sonhos. Começa quando uma escola desperta sua curiosidade. Começa quando uma empresa decide investir na formação de novos talentos. E começa quando uma comunidade compreende que preparar seus jovens é uma das formas mais inteligentes de investir no próprio futuro.
Neste 12 de junho, enquanto celebramos os laços que unem as pessoas, vale lembrar também do compromisso de toda a sociedade: oferecer às novas gerações oportunidades para aprender, crescer e construir seu próprio caminho. Afinal, uma sociedade realmente desenvolvida não é aquela que exige mais cedo de seus filhos; é aquela que prepara melhor seus jovens para quando chegar a hora de trabalhar.
Porque, como nas coisas mais importantes da vida, existe um tempo certo para cada coisa.
José Leão Portela é Diretor Financeiro da Fundação CDL*
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