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“Trincheira da Liberdade” e “Equívocos e Fragilidades da Reforma Tributária do Consumo”: dois livros em prol da cidadania

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Por Ives Gandra

O cientista político Luiz Felipe D’Avila, o economista Marcos Cintra, o diretor da Faculdade Brasileira de Tributação, Filipe Silva, e eu preparamos dois livros em prol da cidadania.

As obras contam com a colaboração de mais de 40 dos mais importantes juristas e professores do Brasil, especialistas em suas respectivas áreas de atuação, para tentar, de forma científica e racional, auxiliar todos os segmentos da sociedade a pensar sobre o nosso atual cenário político, econômico e social, bem como sobre o futuro do País.

O primeiro livro, “Trincheira da liberdade”, sob a coordenação de Luiz Felipe D’Avila e minha, analisa a importância de uma democracia baseada na liberdade de expressão — considerando que a palavra é a grande arma de uma sociedade democrática —, na liberdade de empreendimento — essencial para permitir o desenvolvimento, como ocorre nas grandes nações —, e na liberdade religiosa.

Defendemos que aqueles que acreditam em Deus não podem ser escanteados sob a alegação de um termo que sequer existe na Constituição: o “Estado laico”. O que a Carta Magna estabelece, em seu artigo 19, é que as instituições públicas e as religiosas são esferas diferentes, cada uma com seu próprio estatuto. Isso não significa que o cidadão de fé esteja impedido de opinar e manifestar suas convicções de ordem moral, ética, fami liar e profissional para o bem da nação. Trata-se da liberdade na sociedade, a ser respeitada pelos Poderes para que — após a histórica luta que travamos na OAB d e 1979 a 1984, período em que fui conselheiro da instituição para restabelecer uma autêntica democracia no Brasil — não vejamos a liberdade manietada com a banalização de prisões e o receio das pessoas em falar.

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O nosso “Trincheira da Liberdade” objetiva, por meio de grandes autores, empresários, economistas, juristas e jornalistas, reunir aqueles que desejam que o Brasil volte a ser a democracia sonhada na Constituição Federal de 1988 (como declara seu relator Senador Bernardo Cabral), a qual Ulysses Guimarães chamou de “Cidadã”. O propósito é termos novamente, aqui no País, uma democracia na qual as ideias de esquerda e de direita sejam apresentadas em um debate elevado, e n&atild e;o sob o pálio do discurso do ódio.

O título do segundo livro é “Equívocos e fragilidades da reforma tributária do consumo”. Este eu coordeno com o economista Marcos Cintra e com Filipe Silva. A obra reúne mais de uma trintena de autores, todos abordando os enganos e erros que estamos detectando no atual texto da reforma tributária. Os artigos apontam como teríamos de corrigir determinados pontos e discutem o amesquinhamento da federação em um cenário no qual ela será reduzida e dominada por um consel ho gestor em Brasília.

A análise rigorosa da ordem jurídica e tributária não constitui mero exercício acadêmico, mas necessidade urgente para salvaguardar a segurança jurídica e a autonomia dos entes federativos. Sem diretrizes técnicas claras, as reformas estruturais correm o risco de desfigurar os pilares que sustentam o equilíbrio entre os Poderes e a livre iniciativa.

Propomos, por meio desta união de mentes brilhantes, resgatar o espírito de conciliação nacional, essencial para o fortalecimento das nossas instituições. A verdadeira maturidade política de uma nação se manifesta quando o conhecimento especializado serve de farol para iluminar as decisões coletivas, superando radicalismos e paixões partidárias efêmeras.

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Nossa meta é ter os dois livros publicados ainda em agosto, antes do período eleitoral, para permitir que o eleitor e todos aqueles que se interessam por esses temas possam ler as diversas posições de múltiplos autores e, assim, tomar uma decisão consciente entre as propostas que os candidatos apresentarão para o pleito de outubro, que elegerá o Presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais.< /span>

Esperamos, dessa forma, junto a todos os nossos amigos e coautores, dar uma sólida contribuição de cidadania para pensarmos o Brasil de forma racional, técnica e soberana. O objetivo é buscar a melhoria real do País, independentemente de disputas que visem meramente ter poder.

Trata-se de uma proposta de cidadãos, e não daqueles que almejam apenas conquistar o governo. Afinal, a função do cidadão é lutar por seu país para consolidar a verdadeira democracia, que é o que de fato constrói uma grande nação.

Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal – 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentin a), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio -SP, ex-presidente da Academia Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp).

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Plantio e colheita: O ciclo permanente do impacto no Rotary

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Por Joelcirney Klimaschewsk

O encerramento de um Ano Rotário representa muito mais do que a conclusão de um ciclo administrativo. É o momento de olhar para trás com gratidão, reconhecer as sementes lançadas ao longo da caminhada e perceber que cada projeto, cada reunião, cada gesto de solidariedade e cada companheiro alcançado fazem parte de uma grande colheita construída coletivamente.

No Rotary, aprendemos que servir é plantar esperança. Plantamos quando estendemos a mão a quem precisa, quando fortalecemos amizades, quando incentivamos novos líderes, quando promovemos ações humanitárias e quando levamos a imagem pública do Rotary para mais perto da comunidade. Nenhuma semente é pequena quando nasce do propósito de transformar vidas.

Ao final deste Ano Rotário, é natural cada Rotary Club contabilizar resultados: projetos realizados, metas alcançadas, recursos captados, eventos promovidos e pessoas beneficiadas. Mas a verdadeira colheita do Rotary vai além dos números. Ela está presente nos vínculos fortalecidos, nos companheiros motivados, nos jovens inspirados e no sentimento de pertencimento que cresce dentro de cada clube.

Assim como na agricultura, existem períodos fundamentais de preparo da terra. Em nosso Distrito 4440, esse preparo aconteceu de forma especial durante os Seminários de Aprendizagem realizados nas diversas regiões distritais. Foram momentos de capacitação, troca de experiências, fortalecimento de lideranças e alinhamento dos objetivos rotários para o novo ciclo.

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Cada seminário representou uma oportunidade de semear conhecimento, motivação e companheirismo entre presidentes, secretários, tesoureiros, comissões e associados. Mais do que encontros administrativos, esses momentos permitiram fortalecer o sentimento de pertencimento e preparar os clubes para uma atuação ainda mais eficiente e inspiradora junto às comunidades.

Assim como o agricultor prepara cuidadosamente o solo antes da colheita, o Rotary investe na formação de seus líderes e no desenvolvimento de seus clubes. E é justamente nesse período de aprendizado, planejamento e integração que surgem as bases para os grandes resultados que serão colhidos ao longo do Ano Rotário.

Muitas vezes, aquilo que plantamos hoje florescerá nos próximos anos, através das futuras lideranças, dos novos associados e das comunidades impactadas por nossas ações. O Rotary é uma construção contínua de dedicação, aprendizado e renovação, onde cada gestão tem a oportunidade de fortalecer ainda mais os clubes, inspirar pessoas e lançar novas sementes para um futuro ainda mais promissor.

Também é tempo de fortalecer ainda mais nossos laços e renovar nosso compromisso com o servir. Ao iniciarmos um novo ciclo no Distrito 4440, seguimos unidos aos presidentes de clubes, governadores assistentes, equipe distrital, dirigentes distritais, jovens do Rotaract, Interact e Rotakids, as Associações Casas da Amizade, parceiros institucionais, empresariais e familiares que caminham ao nosso lado nesta grande missão rotária.

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Os desafios que teremos pela frente serão construídos coletivamente, pois nenhuma grande realização acontece sozinha. O Rotary cresce quando trabalhamos em união, compartilhando experiências, ideias e sonhos, sempre com o propósito de transformar vidas e fortalecer nossas comunidades.

Encerrar um Ano Rotário não significa concluir uma missão, mas renovar compromissos. Enquanto uma gestão encerra sua jornada, outra inicia novos plantios. E assim o Rotary segue sua missão no mundo: semeando paz, esperança, desenvolvimento humano, oportunidades, buscando Criar Impacto Duradouro.

Que possamos celebrar as colheitas deste ciclo 2026-27 com humildade e gratidão, mas também continuar preparando a terra para os próximos desafios. Porque no Rotary, cada ato de servir é uma semente lançada no coração da humanidade.

E as melhores colheitas sempre nascem de mãos que nunca deixam de plantar.

Joelcirney Santos Klimaschewsk, Governador Eleito 2026-27 – Rotary Distrito 4440

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