cultura
Justiça, humor e lições de vida: Escola Livre Porto apresenta readaptação de “A Pena e a Lei” de Ariano Suassuna
Uma trama cheia de humor, conflitos e reflexões sobre a vida e a justiça. É com essa proposta que os estudantes do 12º ano da Escola Livre Porto sobem ao palco para apresentar uma readaptação da peça “A pena e a lei”, de Ariano Suassuna. O espetáculo será encenado entre os dias 28 e 31 de agosto, com sessão às 19 horas, no auditório do Conselho Regional de Medicina (CRMT/MT).
Ambientada em um sertão imaginário, a peça acompanha Benedito, um nordestino pobre e astuto que se vê em meio a paixões, disputas e pequenas trapaças. Com uma mistura de comédia e drama, a história explora dilemas morais, fazendo o público refletir sobre temas como poder, justiça e a linha tênue entre a aparência e a essência das pessoas. A trama se desenrola em uma “trapalhada” que, com muita argumentação, busca uma solução inesperada, deixando a pergunta: a justiça realmente foi feita?
A aluna Ana Bárbara Barreto Dalcin, que interpreta Benedito, afirma que a peça trouxe a oportunidade de se reconectar com uma arte que sempre amou, mas que a correria do Ensino Médio a havia deixado de lado. “Voltei a ser quem sou e a fazer o que eu gosto. Essa reafirmação da minha essência foi de suma importância para o meu crescimento pessoal, especialmente neste momento de transição e tantas escolhas”.
Para Pietro Pinheiro de Freitas, que faz os personagens Vicentão e Pedro, a experiência ensinou sobre a coragem de “entrar de cabeça” nas oportunidades. “Nunca saberemos se gostamos ou não de algo, até tentar. É isso que carrego para a vida: tentar, experimentar coisas novas, também olhar além da ‘parede que esconde a verdade’. Os olhos dizem o que não está nas palavras, precisamos enxergar além das palavras ‘da boca pra fora’, as dores e valores de cada pessoa”.
A professora Nadiny Francisca da Costa, que faz a direção com o professor Tales Gustavo Araújo, explica que os ensaios começaram há cerca de três meses. Ela conta que a produção envolve toda a comunidade escolar: alunos, pais, professores e funcionários. “O teatro propicia uma jornada de crescimento a esses alunos, que, no fim, têm a missão de entregar uma mensagem importante para a sociedade”, destacam os educadores.
O teatro é uma tradição na Escola Livre Porto, que utiliza o palco como ferramenta pedagógica desde 1995. Ao longo de 30 anos, o projeto já rendeu cerca de 52 peças para a comunidade cuiabana, resgatando grandes obras da literatura nacional e universal como “O Doente Imaginário” (Molière) e “Um Inimigo do Povo” (Henrik Ibsen). O espetáculo oferece aos jovens um espaço de crescimento, em que aprimoram habilidades essenciais de comunicação, empatia e trabalho em equipe, além de propiciar a reflexão sobre conceitos fundamentais para a vida adulta, como justiça, verdade e liberdade.
Autor
Ariano Suassuna foi um dramaturgo, romancista, ensaísta e poeta brasileiro, nascido em João Pessoa, falecendo em 2014. Idealizador do Movimento Armorial e autor de obras como “Auto da Compadecida”, “O Romance d’A Pedra do Reino” e o “Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta”, foi um proeminente defensor da cultura do Nordeste do Brasil.
Serviço
Evento: Peça teatral “A pena e a lei”, readaptação da obra de Ariano Suassuna
Data: 28 a 31/08 (quinta-feira a domingo)
Horário: às 19h
Local: Auditório do CRM/MT, Rua E s/nº, Centro Político Administrativo, Cuiabá
Contato: (65) 3028-6421
cultura
The Xomanos celebra raízes cuiabanas em ensaio que exalta identidade do rock regional
A banda cuiabana The Xomanos voltou a movimentar a cena musical ao transformar alguns dos locais mais emblemáticos da capital em cenário para uma nova sessão de fotos que celebra a cultura mato-grossense e reafirma a presença do rock no centro-oeste brasileiro. O ensaio percorreu cartões-postais que refletem a essência da cuiabania e conectam arte, urbanidade e memória.
Entre os espaços escolhidos estão o viaduto da Secretaria de Fazenda, popularmente conhecido como “Hot Wheels”, marcado por murais coloridos de artistas locais; a escadaria do Beco Alto, no Centro Histórico, um dos pontos mais tradicionais de convivência e expressão urbana; e a Ponte Júlio Müller, a “Ponte Velha”, que simboliza a ligação entre diferentes momentos da história cuiabana.
A proposta, segundo a banda, vai além da estética. O objetivo foi ocupar esses locais com atitude e simbolismo, mostrando que o rock também nasce de raízes regionais e dialoga diretamente com o território. “Cuiabá tem cor, tem história, tem calor… e isso também é rock”, afirmaram os integrantes.
A combinação entre guitarras, visual marcante e elementos culturais locais é uma marca do grupo, que aposta na construção de uma identidade própria dentro do cenário independente. A escolha dos pontos para o ensaio reflete essa fusão cultural: o urbano que pulsa no viaduto, a memória preservada no centro histórico e a conexão territorial materializada na antiga ponte.
O projeto faz parte da fase de expansão da banda, que desenvolve novas produções por meio do apoio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), via Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (SECEL-MT). Para o grupo, esse tipo de iniciativa reforça a importância de valorizar artistas locais e fortalecer a criação cultural enraizada na identidade mato-grossense.
Os bastidores do ensaio ganharam repercussão nas redes sociais, aumentando a expectativa para o próximo lançamento do The Xomanos: um álbum previsto para 2026, com quatro faixas inéditas. A nova produção promete intensificar ainda mais a mistura de regionalidade, energia e autenticidade que caracteriza o som da banda.
Dez anos de estrada e um novo capítulo
Em 2026, o The Xomanos completa uma década de trajetória. Formado por Tiago Massu (vocal), Elvis Vilas Boas (guitarra), Saulo Vila Nova (baixo) e Styven Barros (bateria), o grupo se consolidou como um dos nomes mais relevantes do pop/rock cuiabano ao unir sonoridades contemporâneas a ritmos locais como rasqueado e lambadão — criando uma linguagem que dialoga com diferentes públicos sem perder sua essência regional.
Com presença crescente no cenário independente, o quarteto se prepara para marcar a data com um EP comemorativo e seguir levando a energia do rock cuiabano para novos espaços — nas ruas, nos palcos e na identidade de quem reconhece suas raízes.
O rock feito em Cuiabá está mais vivo do que nunca — e o The Xomanos parece pronto para amplificar ainda mais essa voz.
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