TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Paciente ganha na Justiça e Plano de Saúde terá que custear home care
Um paciente com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) em estágio terminal conquistou no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) o direito à cobertura integral de internação domiciliar (home care) pelo plano de saúde. Por unanimidade, a Segunda Câmara de Direito Privado rejeitou recurso da operadora e confirmou a obrigação de arcar com o tratamento, essencial para preservar a vida do beneficiário.
O quadro clínico é grave: tetraparesia, insuficiência respiratória, disfagia e dependência total para atividades diárias. Relatórios médicos comprovam que o home care com equipe multidisciplinar é indispensável para a sobrevida.
A operadora alegou ausência de previsão contratual, exclusão do rol da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), necessidade de perícia e limite de reembolso por tabela própria. A relatora, desembargadora Marilsen Andrade Addario, rejeitou as preliminares: a documentação bastou para atestar a urgência, dispensando perícia.
No mérito, a decisão invocou a Lei 14.454/2022, que torna o rol da ANS exemplificativo. Coberturas fora da lista são viáveis com evidências científicas e prescrição médica. Precedentes do STJ reforçam exceções em casos graves. Para os desembargadores, negar tratamento vital é abusivo, e reembolso deve ser integral em recusas indevidas, evitando enriquecimento ilícito da empresa.
TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Estado perde R$ 45 mil em multa por inércia administrativa e prescrição
A falta de movimentação por mais de quatro anos de um processo administrativo resultou na perda do direito, pelo Estado, de cobrar uma multa superior a R$ 45 mil. A paralisação prolongada levou ao reconhecimento da prescrição intercorrente e à anulação da dívida.
O caso teve origem em um auto de infração aplicado em 2012 pelo governo estadual, relacionado ao descumprimento do vazio sanitário da soja, período em que é proibido manter plantas vivas para evitar a propagação de pragas. A penalidade foi homologada em abril de 2015, mas, a partir daí, o processo ficou sem andamento efetivo.
Somente em junho de 2019 houve nova movimentação relevante, com a publicação de notificação por edital. Para o colegiado, esse intervalo superior a quatro anos sem atos concretos de apuração ou impulso caracteriza inércia administrativa e viola o prazo legal de três anos previsto para esse tipo de procedimento.
Na prática, o entendimento foi de que o próprio Estado deixou o processo prescrever.
Com isso, a Certidão de Dívida Ativa, que formaliza o débito e permite a cobrança judicial, foi considerada inválida, levando à extinção da execução fiscal.
A decisão também destacou que atos meramente formais ou internos não são suficientes para interromper o prazo prescricional. Para evitar a prescrição, seria necessário demonstrar movimentações efetivas no processo, o que não ocorreu.
A discussão chegou ao Tribunal por meio de uma exceção de pré-executividade, instrumento que permite ao contribuinte questionar a legalidade da cobrança sem necessidade de produzir novas provas. No caso, a análise foi feita com base na própria documentação do processo administrativo.
Outros pontos levantados pela defesa, como possível irregularidade na notificação por edital, acabaram ficando em segundo plano, já que o reconhecimento da prescrição foi suficiente para invalidar toda a cobrança.
A decisão foi unânime na Terceira Câmara de Direito Público e Coletivo.
-
artigos6 dias atrásNa dúvida, faça engenharia
-
artigos6 dias atrásCuiabá 307 anos — A alma que canta a sua fé
-
cultura5 dias atrásGrupo de Lambadão leva história ao palco em Cuiabá
-
AGRO & NEGÓCIO6 dias atrásPecuária de Mato Grosso projeta R$ 42,1 bilhões em 2026
-
Mato Grosso5 dias atrásSeleção Brasileira joga hoje na Arena Pantanal com a Coreia do Sul
-
Cuiabá6 dias atrásCinco pessoas são presas por estelionato em Cuiabá
-
artigos5 dias atrásInfarto não acontece de repente: o papel da Endocrinologia na saúde do coração
-
artigos6 dias atrásJornalismo, a voz que ilumina a democracia






