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CAMPO D’OURIQUE
CAMPO D’OURIQUE. Transposição toponímica de Portugal a antiga praça destinada à prática de touradas cuiabanas. Em Cuiabá, em 2014, é nome que se dá à Praça Paschoal Moreira Cabral, local que teve outras denominações, inclusive Largo da Forca, em frente à Câmara Municipal da capital. Na história universal, o vocábulo Ourique designa importante Vila portuguesa, situada no Alentejo, famosa pela batalha decisiva, travada no Campo D’Ourique, quando D. Afonso Henriques, rei lusitano, em 1.139, derrotou e expulsou os mouros que haviam invadido a Península Ibérica. Essa batalha ficou famosa na história portuguesa, pois dizem uns que D. Afonso Henriques teria, antes da batalha, recebido uma mensagem de Cristo, anunciando a vitória. Outros contam que um eremita teria recebido a mensagem e transmitido a D. Afonso Henriques. Alexandre Herculano, renomado historiador português, considera que a Batalha travada no Campo do Ourique está envolta em muita lenda e, quem sabe, sequer teria existido. No entanto, o certo é que ela passou, apesar de envolta em lenda, a povoar o imaginário lusitano.
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CIDADE DE PEDRA
CIDADE DE PEDRA. Denominação de conjunto excepcional de escarpas e pedras na cidade de Rondonópolis, sul de MT. O local da Cidade de Pedra, de nomenclatura ancestral teve ocupação muito antiga, anterior aos bororos. Inúmeros sítios arqueológicos foram encontrados e pesquisados na região dentre os quais os de Ferraz Igreja, Vermelhos, Cipó, Anões, Alvorada, Falha e Mano Aroé, e tantos outros. Esta porção territorial é alvo de pesquisa sistemática da missão Franco-Brasileira. A Cidade de Pedra possui paisagem grandiosa por sua exuberante beleza natural escarpeada pelo Rio Vermelho, não muito distante da cidade de Rondonópolis em área com vegetação e fauna pouco alteradas. Atualmente é parque ecológico e arqueológico em reserva particular do patrimônio natural (RPPN). Em Cidade de Pedra a ocupação foi intensa nos últimos 3 mil anos, sendo que os grupos ocupantes da região há 2 mil anos ainda não conheciam a cerâmica, e foi a partir desta época que os ceramistas iniciaram seus afazeres deixando fragmentos que comprovam a tese. As pesquisas também revelam que o povo ceramista dava preferência a esta região quer seja como breve acampamento, moradia perene ou mesmo como necrópole, e a teoria foi justificada pela presença de fogueiras e áreas de atividades cotidianas.
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