HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO
História do município de Apiacás
O território do povo indígena apiaká limitava-se com os povos munduruku, kayaby e rikbatsa. Por ser uma região extremamente bela, de recursos naturais infinitos, era muito disputada por estes povos.
A história oficial nos mostra que inúmeras expedições de reconhecimento e ousados aven-tureiros cortaram o chão do atual município. Marcou época a Navegação Paranista, ou Carreira do Pará, que uniu comercialmente a cidade de Belém, no Pará, à Diamantino em terras mato-grossenses. O trajeto obrigava sulcar as águas do Juruena, principal rio em volume de água do Estado. A região passou ao município de Aripuanã, através do Decreto-Lei-Federal nº. 545, de 31 de dezembro de 1943 e permaneceu em letargo, mal acordada na época da Terceira Borracha de Mato Grosso, a partir de 1950.
O movimento mais prenunciado veio do garimpo de ouro, iniciado em 1979. As atividades pro-gramadas, no entanto, vinham da colonização de Ariosto da Riva. Inicialmente assentou as bases em Alta Floresta. Ariosto da Riva atingiu Apiacás em 1982, com a região já dependente do município de Alta Floresta. Tratava-se do desenvolvimento regional programado da Indeco – companhia povoadora de da Riva.
O primeiro negociante de Apiacás foi Raimundo Moreira, apelidado “Zelão”, chegado em julho de 1982. O primeiro padeiro, Eurípides de Paula Borges. A 15 de maio de 1983, teve início o loteamento do núcleo Apiacás, após demarcação dos lotes urbanos e rurais a serem comercializados.
Em 1984, estourou forte o garimpo, com explosão demográfica baseada no fluxo migratório garimpeiro. Este fator interferiu no trabalho pragmático agropecuário.
Mas, apesar das crises da população, o povoado cresceu, forçando a criação do distrito, o que ocorreu através da Lei nº. 4.978, de 30 de abril de 1986, de autoria dos deputados Osvaldo Sobrinho e Benedito Santiago, com território pertencente á Alta Floresta.
A Lei nº. 5.322, de 6 de julho de 1988, de autoria do deputado João Teixeira e sancionada pelo governador Carlos Bezerra, criou o município:
Artigo 1º – Fica criado o município de Apiacás, com território desmembrado do município de Alta Floresta.
Significado do nome
A denominação Apiacás, no plural, é de origem geográfica, em referência ao Rio Apiacás e a Serra dos Apiacás. Por convenção de antropólogos, ao se grafar nome de tribo ou nação indígena, nunca se usa o termo no plural, e sim no singular. A denominação dada ao núcleo de origem do atual município de Apiacás, além da serra e do rio, homenageia o povo indígena Apiaká, de fala do tronco lingüístico tupi, estabelecidos na Área Indígena Apiaká-Kayabi, aldeia Mairobi, no município de Juara. O povo apiaká aprecia a pintura corporal, notadamente a facial. O termo Apiacás tem origem no tupi “apia’ká”, significa manchado, pintado, marcado e designa indivíduo pertencente à tribo apiaká, povo originário da margem do Rio dos Peixes, norte de Mato Grosso, região do Alto Tapajós.
VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE APIACÁS
HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO
História do município de Tangará da Serra
Ponto de passagem de históricas expedições, o lugar onde se assenta a sede municipal de Tangará da Serra abrigava um barracão de seringueiros, conforme informações vindas do povo paresí.
Em 1960, Joaquim Oléas e Wanderley Martinez fundaram a empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA. O objetivo era a implantação de um pólo agrícola, em face da fertilidade do solo e clima propício da região.
O lugar, sede da futura cidade, recebeu o nome de Tangará, nome propositadamente escolhido, pois o tangará é pássaro de cores bem definidas, de cabeça encarnada e de canto muito belo. O pássaro tangará recebe outros nomes: fandangueiro, dançador, dançarino e uirapuru. Existe uma lenda que o canto do tangará é tão melodioso que, quando canta, os outros pássaros emudecem para escutá-lo. Com a denominação da localidade de Tangará, os fundadores da colonização queriam dizer que no futuro seria uma povoação excelente e admirável. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense do homônimo potiguar e catarinense.
Os primeiros nomes da posse efetiva de Tangará foram de José Itamura, Jonas e Arlindo Lopes. A primeira escola a funcionar em Tangará foi Escola Municipal Santo Antonio, na zona rural, fundada a 18 de julho de 1965, no sítio do Sr. Antônio Galhardo. Nesta época a primeira professora foi dª Iracema da Silva Casa Grande.
Na zona urbana, a primeira escola a funcionar foi a Escolas Reunidas, criada pelo Decreto nº 264, do Diário Oficial de 28 de junho de 1967, tendo como coordenador o Sr. José Davi Nodari, funcionário da prefeitura de Barra do Bugres. Mais tarde a escola passou a chamar-se Grupo Escolar de Tangará da Serra. Nesta fase a diretora era Maria Laura Jhansel – Irmã Mírian. A partir de 1974 mudou novamente de nome: Grupo Escolar Dr. Ataliba Antônio de Oliveira Neto, atuando como diretora a Irmã Osvalda.
Corria fama de terra excelente a da Gleba de Tangará. A administração da colonizadora dera certo. Inicialmente a região pertencia a Diamantino. No entanto, com a criação do município de Barra do Bugres, a região passou para o novo município.
A Lei nº 2.906, de 06 de janeiro de 1969, criou o distrito de Tangará da Serra, no município de Barra do Bugres. A Lei Estadual nº 3.687, de 13 de maio de 1976, pelo deputado José Amando, criou o município. Nas primeiras eleições municipais foi eleita prefeita a Sra. Thaís Bergo, que acumulou prestígio graças à boa administração que teve frente ao executivo municipal de Tangará da Serra.
SIGNIFICADO DO NOME
A denominação da localidade surgiu através de Joaquim Oléas e Wanderley Martinez, donos da empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA, que implantou na região um pólo agrícola, tendo como sede a cidade de Tangará. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense de homônimo potiguar e catarinense
VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE TANGARÁ DA SERRA
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