POLÍCIA
Gefron apreende 20 kg de pasta base de cocaína avaliados em R$ 391 mil
Uma mulher boliviana foi presa por tráfico ilícito de drogas durante ação do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), em Cáceres (225 km a oeste). A operação resultou na apreensão de 19,5 quilos de substância análoga à pasta-base de cocaína escondidos em um compartimento oculto de um veículo táxi boliviano e causou prejuízo estimado em R$ 391 mil às facções criminosas.
De acordo com o Gefron, equipes do Canilfron abordaram o veículo Nissan Note, de cor branca, que seguia pela BR-070, no sentido Bolívia-Brasil, no perímetro urbano de Cáceres, na tarde do último domingo (25.5).
Durante a fiscalização, os policiais realizaram buscas com auxílio de cães de faro, que indicaram a presença de entorpecentes no automóvel. Em seguida, os agentes localizaram um compartimento oculto, conhecido como “mocó”, onde estavam escondidos 19 tabletes de pasta-base de cocaína.
A droga apreendida totalizou 19,5 quilos, com valor estimado em R$ 351 mil. Já o veículo utilizado no transporte está avaliado em aproximadamente R$ 40 mil.
A suspeita e todo o material apreendido foram encaminhados à Delegacia Especial de Fronteira (Defron), em Cáceres, para as providências cabíveis.
POLÍCIA
Pastor investigado por envolvimento com facção morre em Cuiabá
O pastor Nivaldo de Almeida morreu no sábado (05.09), em Cuiabá, vítima de complicações decorrentes de um câncer. Ele era um dos alvos da Operação Fariseus, deflagrada pela Polícia Civil em julho deste ano, que investiga a família do religioso por suspeita de usar um projeto religioso para prestar apoio logístico, financeiro e de comunicação a integrantes de uma facção criminosa.
Na ocasião da operação, a Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão contra o pastor. A esposa dele, a pastora Orminda Carlos de Barcelos Almeida, também foi alvo da medida, enquanto a filha do casal, a missionária Rhavenna Barcelos de Almeida, teve a prisão preventiva decretada. O sepultamento do pastor ocorreu na manhã deste domingo (06), em Cuiabá.
A investigação teve início após uma denúncia anônima apontar que integrantes da família utilizariam um projeto religioso para entrar na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, e, supostamente, entregar celulares, carregadores e outros objetos proibidos a detentos do raio de segurança máxima.
Presa durante a operação, Rhavenna mantinha um relacionamento com um dos líderes da facção, identificado como Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como Batman. Ele está foragido desde 2024, após romper a tornozeleira eletrônica durante o cumprimento de medidas cautelares.
Além da prisão preventiva, a Operação Fariseus cumpriu mandados de busca e apreensão de aparelhos eletrônicos e outras medidas cautelares, como a quebra dos sigilos telefônico, telemático e bancário dos investigados. Também foi determinada a suspensão temporária do ingresso dos investigados em unidades prisionais por meio de projetos religiosos.
Os investigados respondem por suspeitas de organização criminosa, corrupção de menor, tortura e lavagem de dinheiro. Segundo a Polícia Civil, a suspeita de lavagem decorre do suposto recebimento de valores ilícitos e da ocultação da origem dos recursos por meio de triangulações financeiras.
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