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Toques de corneta marcam encerramento antecipado da Semana da Pátria em Cáceres

Cerimônia foi realizada na Escola Estadual Cívico-Militar Frei Ambrósio, no bairro Junco, com participação voluntária de soldado do Exército Brasileiro

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Soldado Nathan Vieira Silva São Bernard, toques de corneta

Por João Arruda | Cáceres (MT)

O encerramento das atividades da Semana da Pátria na Escola Estadual Cívico-Militar Frei Ambrósio, em Cáceres (a 210 km de Cuiabá), foi realizado antecipadamente na sexta-feira, 4 de setembro, em razão do feriado de 7 de setembro, celebrado na segunda-feira.

Durante a programação no período vespertino, o soldado Nathan Vieira Silva São Bernardo, devidamente autorizado, realizou voluntariamente uma apresentação de toques de corneta para a comunidade escolar.

O som do instrumento ecoou pelo bairro Junco e chamou a atenção dos moradores da região. Com os portões da unidade abertos, a apresentação também permitiu a participação e o acompanhamento da comunidade cacerense.

A Escola Estadual Cívico-Militar Frei Ambrósio se destaca pelos elevados índices de frequência dos alunos e pela pontuação obtida no ranking estadual da educação.

Ao final da atividade, a diretora Patrícia Bertoldo de Sena Santos agradeceu ao Exército Brasileiro em Cáceres pela participação na cerimônia. Ela também destacou o apoio do tenente-coronel Rômulo Atanásio Jacob e agradeceu especialmente ao soldado Nathan Vieira Silva São Bernardo.

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Nathan é filho de Cristina São Bernardo, que foi aluna da Escola Frei Ambrósio, estabelecendo uma ligação entre a instituição de ensino e a família do militar.

Veja vídeo AQUI Nathan Vieira Silva São Bernardo

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Após estiagem e calor extremo, chuva renova o Pantanal de Cáceres e devolve o canto das aves

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Por João Arruda | Cáceres (MT)

Após um longo período de estiagem severa, com tardes de mormaço que chegaram a beirar os 45 graus Celsius, a tórrida cidade de Cáceres (a 210 km de Cuiabá), foi contemplada, nas primeiras horas da manhã deste sábado (5), com uma chuva mansa e contínua.

A precipitação ajudou a dissipar as nuvens de poeira que, há meses, castigavam o ambiente pantaneiro.

Cáceres é berço e vertente da planície pantaneira. Onde começa a depressão, comprimida entre as duas cordilheiras — Serra das Araras e Serra dos Parecis —, o município está a apenas 115 metros acima do nível do mar. Essa característica dificulta a entrada de ventos e torna a cidade uma das mais quentes do país.

Uma verdadeira “estufa natural” que, nos últimos tempos, nem mesmo os pantaneiros nativos têm suportado, devido às altas temperaturas.

Para quem chega a Cáceres vindo de regiões do Sul ou do Sudeste, ou ainda do litoral brasileiro, a adaptação ao calor sufocante pode ser difícil.

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Esse foi um dos casos vivenciados pelo radialista Paulo Rossi. Na década de 1970, ele foi contratado para atuar como locutor da Rádio Difusora de Cáceres, a pioneira do oeste de Mato Grosso. Com muito talento e atuação multidisciplinar, Rossi conquistou centenas de ouvintes. No entanto, ele e a família não suportaram o calor e precisaram deixar Cáceres.

Outro que sofreu com as altas temperaturas foi o mineiro de São João del-Rei, o capitão de corveta Magno Luís Moura, designado para comandar a unidade da Marinha do Brasil em Cáceres.

Acostumado às temperaturas amenas das montanhas de Minas Gerais e às brisas litorâneas, ele sentiu na pele o calor do Pantanal. Certa vez, chegou a declarar à imprensa local:

“Eu achava que o Rio de Janeiro era quente à beça, mas o calor em Cáceres supera. Nem tudo é ruim, pois esta gente pantaneira tem calor e hospitalidade sem par.”

A estação do inverno termina no dia 22 deste mês. Os mato-grossenses costumam chamar essa chuva de “chuva do caju e da manga”, em referência às árvores que povoam os quintais das cidades de Mato Grosso.

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Outra manifestação natural provocada pela chegada da chuva é o retorno dos gorjeios das aves. Trinca-ferros, sabiás-laranjeiras, maritacas, bem-te-vis, são-joãozinhos, caga-sebos, sinhôs-concás, chocas-barradas, almas-de-gato, sanhaços-verdes, sanhaços-azuis, fogo-apagou, japuíras, pintassilgos, canários-da-terra e canários-belgas, periquitos, papagaios e araras estão entre as dezenas de espécies que habitam a vasta região oeste de Mato Grosso.

João Arruda é jornalista, geógrafo e pesquisador em Cáceres, é filho, neto e bisneto de brancos com duas avós uma Bororo e outra Guató.

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