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Do barro ao bilhão: como a técnica pode virar lucro no campo

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Por Vinícius Kaiser

No Brasil, a terra é um investimento que historicamente se valoriza, mas em Mato Grosso essa máxima ganha proporções extraordinárias. Consolidado como o celeiro do país, nosso estado não se destaca apenas pela força da produção, mas pela valorização vertiginosa de suas propriedades rurais. Entre 2019 e 2024, as terras agrícolas brasileiras tiveram uma alta expressiva, e Mato Grosso liderou esse ranking com uma valorização de quase 190%.

Essa ascensão não é obra do acaso. Ela é fruto da liderança na produção de soja, milho e algodão, somada ao avanço tecnológico e à melhoria na infraestrutura logística, como a BR-163. Em 2026, diante de oscilações no mercado financeiro e incertezas jurídicas, o imóvel rural se consolidou como um dos ativos mais sólidos para a proteção e crescimento de capital. Como diz o ditado: “quem compra terra, não erra”. Enquanto ações sobem e descem e o dólar varia, quem aposta no agro tem colhido bons resultados, literalmente.

Contudo, o sucesso nesse investimento exige cautela. Diferente do mercado urbano, a compra de uma fazenda não pode ser baseada apenas na aparência ou no valor do hectare. Uma transação segura exige uma análise profunda da aptidão agrícola do solo, topografia, logística e, principalmente, da complexa regularidade documental e ambiental (CAR, Geo, ITR e registro).

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É neste ponto que o papel do Engenheiro Agrônomo especialista em perícias e avaliações torna-se o divisor de águas entre o lucro e o prejuízo. Um laudo técnico criterioso revela riscos ocultos e passivos ambientais ou fundiários que passariam despercebidos a um olhar leigo.

Agora, imagine o impacto de contar com um corretor que já entrega essa expertise técnica na primeira visita. Um profissional com esse perfil une a agilidade comercial ao rigor da engenharia, garantindo que o comprador tome decisões conscientes e o vendedor tenha credibilidade inquestionável.

Na prática das ações agrárias, enfrentamos diariamente conflitos de posse e sobreposição de documentos que poderiam ter sido evitados na origem do negócio. Contar com um corretor que também é técnico e experiente previne essas disputas que costumam se arrastar por anos na Justiça.

Comprar uma fazenda em Mato Grosso hoje é uma escolha estratégica de patrimônio. Quando esse investimento é guiado por alguém que reúne as funções de corretor, engenheiro e perito, o processo sobe para outro nível: é do barro ao bilhão. Afinal, quem planta em terra firme, colhe estabilidade e prosperidade.

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Vinícius Kaiser é Engenheiro Agrônomo, Perito e Corretor de Imóveis Rurais.

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Nova droga aprovada pela Anvisa controla fogachos e outros sintomas associados à menopausa

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Por Giovana Fortunato
Ainda sem data de lançamento no mercado, o medicamento fezoniletanto apresentou resultados satisfatórios em estudos clínicos realizados com mais de 3 mil mulheres
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou uma nova medicação não hormonal para controlar ondas de calor e suores noturnos, sintomas associados à menopausa que afetam cerca de 80% das mulheres entre 40 e 65 anos.

O  medicamento é uma alternativa para quem não pode se beneficiar ou não responde efetivamente ao tratamento de reposição hormonal. Apesar do aval da Anvisa, ainda não há definição de preço nem data oficial de lançamento da nova droga no mercado brasileiro.

O medicamento fezoniletanto, que chega ao mercado com o nome de Veoza, foi desenvolvido pelo laboratório Astellas Farma. A nova droga atua no sistema nervoso, limitando manifestações vasomotoras, como fogachos, em mulheres que estão na transição para a menopausa e mesmo na pós-menopausa. No Brasil, mais de um terço delas apresenta ocorrências de moderadas a intensas, justamente o alvo do novo tratamento.

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Os principais incômodos do climatério, associados à paralisação na produção de hormônios femininos pelos ovários, são ondas de calor, suores frios, alterações de humor e também do sono. O declínio hormonal tem repercussão nos circuitos cerebrais que regulam a temperatura corporal, gerando os chamados sintomas vasomotores.

As ondas de calor e/ou suores noturnos associados à menopausa têm duração mediana de 7,4 anos. Em algumas mulheres podem persistir por uma década ou mais, comprometendo atividades diárias, qualidade do sono e de vida.

A aprovação da Anvisa considerou três estudos clínicos sobre o fezoniletanto que envolveram mais de 3 mil participantes. A medicação reduziu significativamente a frequência das ondas de calor e/ou suores noturnos.

A dosagem ministrada em 4 semanas levou à redução de 55% da frequência dos sintomas vasomotores. Em 12 semanas, o estudo revelou resultados ainda melhores: 64%. Como evidência, considerou-se que o medicamento diminuiu a intensidade média dos sintomas vasomotores para níveis leves a moderados.

Como benefícios adicionais, observados na quarta e na décima segunda semanas, mulheres que fizeram uso da nova droga apresentaram melhora na qualidade do sono, diminuição no comprometimento das atividades diárias e do trabalho e ganhos em qualidade de vida.

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O fezoniletanto desponta como alternativa para mulheres que não podem fazer reposição hormonal, devido a contraindicações como câncer de mama, infarto e histórico de trombose, e mesmo a pacientes que não obtiveram sucesso com terapia de hormônios.

Dra. Giovana Fortunato é ginecologista e obstetra, especialista em endometriose e infertilidade, e professora da UFMT.
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