artigos
Nova medicação não hormonal amplia opções para aliviar os fogachos da menopausa
Embora façam parte da transição para a menopausa, esses sintomas não devem ser encarados como algo que a mulher simplesmente precisa suportar. A boa notícia é que os avanços da medicina têm ampliado as opções de tratamento, oferecendo alternativas cada vez mais eficazes e seguras para enfrentar essa fase.
Até pouco tempo, as principais opções de tratamento eram a terapia hormonal e alguns medicamentos utilizados originalmente para outras doenças, como determinados antidepressivos. Recentemente, uma nova classe de medicamentos passou a integrar o arsenal terapêutico contra os fogachos. Diferentemente da terapia hormonal, considerada o tratamento mais eficaz para os sintomas vasomotores da menopausa quando não há contraindicações, essa nova medicação atua diretamente em um mecanismo do cérebro responsável pela regulação da temperatura corporal, sem utilizar hormônios.
O medicamento pertence à classe dos antagonistas dos receptores de neurocinina 3 (NK3). Durante a menopausa, a queda dos níveis de estrogênio altera o funcionamento de neurônios localizados no hipotálamo, região do cérebro responsável, entre outras funções, pelo controle da temperatura corporal. Como consequência, pequenas variações de temperatura passam a ser interpretadas pelo organismo como calor excessivo, desencadeando os fogachos.
O primeiro representante dessa classe é o fezolinetant, aprovado por agências regulatórias como a FDA (Estados Unidos) e a EMA (União Europeia) para o tratamento dos sintomas vasomotores moderados a intensos da menopausa. Ao bloquear os receptores de neurocinina 3, ele ajuda a restabelecer esse equilíbrio, reduzindo a frequência e a intensidade dos fogachos, conforme demonstrado em estudos clínicos.
Essa inovação representa um avanço especialmente para mulheres que apresentam contraindicação ao uso de hormônios, como algumas pacientes com histórico de câncer de mama hormônio-dependente, doenças tromboembólicas, determinadas doenças hepáticas ou outras condições clínicas que impedem a terapia hormonal. Também pode beneficiar aquelas que simplesmente preferem um tratamento não hormonal, desde que haja indicação médica.
Como qualquer medicamento, o fezolinetant também apresenta contraindicações e possíveis efeitos adversos. Antes do início do tratamento, é necessária avaliação médica, incluindo análise da função hepática, além de acompanhamento conforme as recomendações de segurança.
Entretanto, é importante esclarecer que a nova medicação não substitui automaticamente a terapia hormonal. A reposição hormonal continua sendo, para muitas mulheres, o tratamento mais eficaz para os sintomas vasomotores e, quando corretamente indicada, oferece benefícios adicionais, como preservação da saúde óssea, melhora dos sintomas geniturinários da menopausa, da qualidade do sono e da qualidade de vida.
A escolha do tratamento deve sempre ser individualizada. Cada mulher apresenta uma história clínica, fatores de risco, intensidade dos sintomas e expectativas diferentes. Por isso, não existe uma única abordagem válida para todas.
Além do tratamento medicamentoso, hábitos de vida saudáveis continuam desempenhando papel fundamental no cuidado da saúde durante a menopausa. Embora essas medidas isoladamente tenham efeito limitado sobre os fogachos, manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física regularmente, controlar o peso corporal, dormir adequadamente e evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool contribuem para a saúde global e para uma melhor qualidade de vida nessa fase.
Também é importante lembrar que os fogachos não afetam apenas o conforto físico. Quando intensos, podem provocar fadiga, dificuldade de concentração, alterações de humor, prejuízo da produtividade no trabalho e impacto negativo nas relações familiares e sociais. Tratar esses sintomas significa preservar não apenas o bem-estar, mas também a saúde física e emocional da mulher.
A chegada dessa nova opção terapêutica amplia as possibilidades de tratamento e reforça um conceito cada vez mais presente na medicina moderna: oferecer um cuidado individualizado, baseado nas características, necessidades e preferências de cada paciente.
A menopausa não precisa ser vivida com sofrimento. Hoje dispomos de tratamentos eficazes, hormonais e não hormonais, capazes de proporcionar mais conforto, segurança e qualidade de vida. O primeiro passo continua sendo procurar um médico capacitado para avaliar cada caso de forma individual e indicar a estratégia terapêutica mais adequada.
artigos
Cuiabá precisa da ferrovia para seu desenvolvimento
Por Júnior Macagnam
Com a chegada da Ferrovia Estadual Senador Vicente Emílio Vuolo a Dom Aquino, na semana passada, o sonho dos cuiabanos de terem acesso à logística por trem ficou mais perto de virar realidade. Temos motivos concretos para continuarmos na luta por essa conquista para a nossa capital.
Levantamento do Núcleo de Inteligência da CDL Cuiabá demonstra o quanto a conexão aos trilhos pode transformar a economia da cidade. O ramal de 175 quilômetros planejado para interligar a ferrovia a Cuiabá integra um investimento de R$ 8,12 bilhões, com impacto expressivo na geração de empregos, renda e competitividade.
Em todo o estado, a previsão é de que mais de 138 mil empregos sejam criados, resultando em um crescimento de 6,37% no Valor Bruto da Produção (VBP). Hoje, a capital possui aproximadamente 230 mil empregos formais.
Com a ferrovia, a expectativa é de criar cerca de 19 mil novas vagas, um acréscimo de 8,10%. A renda média dos trabalhadores, que atualmente é de R$ 2.500,00, também deverá crescer, com incremento estimado em 6,48%, elevando a massa salarial em aproximadamente R$ 2,18 bilhões anuais.
Para além de uma obra de infraestrutura, a ferrovia será um importante instrumento de geração de oportunidades e melhoria da qualidade de vida. Outro diferencial é a localização estratégica do terminal ferroviário, ao lado do Distrito Industrial de Cuiabá, com acesso à BR-070, ao Porto Seco, ao Aeroporto Internacional Marechal Rondon e à rede de gás natural. Essa integração criará um polo logístico e industrial capaz de atrair novas agroindústrias, fortalecer o setor produtivo e reduzir os custos de transporte em até 30%, beneficiando toda a região do Vale do Rio Cuiabá.
A CDL Cuiabá atua como protagonista nesse processo. Participa do Fórum Pró-Ferrovia ao lado da Assembleia Legislativa, da Prefeitura, de entidades empresariais e da sociedade civil, defendendo o projeto com base em estudos técnicos. Nosso Núcleo de Inteligência acompanha indicadores de emprego, renda e atividade econômica e continuará monitorando os impactos da ferrovia para subsidiar políticas públicas e decisões empresariais.
Um dos principais desafios será a qualificação da mão de obra. Para que os novos postos de trabalho sejam ocupados por cuiabanos, será necessário ampliar os investimentos em educação profissional. O sucesso do projeto dependerá não apenas dos trilhos, mas também de políticas voltadas à formação de trabalhadores, à infraestrutura urbana e a um ambiente favorável aos investimentos.
A CDL Cuiabá também defende um cronograma público, com prazos definidos e acompanhamento permanente da sociedade. A transparência e o diálogo entre o poder público, a iniciativa privada e a comunidade são fundamentais para garantir a execução eficiente do projeto.
A ferrovia é um projeto coletivo. Seu sucesso depende da união entre empresários, trabalhadores, poder público e sociedade civil. Ao reduzir custos logísticos, atrair investimentos e ampliar a atividade industrial, Cuiabá deixará de ser predominantemente um centro de serviços para consolidar-se como um importante polo logístico e industrial.
A primeira etapa da ferrovia, entre Rondonópolis e Dom Aquino, já demonstra que o projeto está em andamento. Agora, o desafio é garantir que a extensão até Cuiabá seja executada dentro do cronograma previsto.
A CDL Cuiabá, dentro do seu propósito de unir forças para transformar a capital no melhor lugar para empreender e morar, continuará atuando para que esse projeto se torne realidade. Mais do que uma obra de infraestrutura, a ferrovia representa uma oportunidade histórica de fortalecer a competitividade da capital, gerar empregos, ampliar a renda e construir uma cidade mais próspera e preparada para o futuro.
Júnior Macagnam é empresário do setor da moda há mais de 20 anos e presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá).
-
esportes6 dias atrásBrasil e Japão se enfrentam nesta segunda, pelo mata-mata da Copa do Mundo de Futebol
-
esportes5 dias atrásBrasil busca virada heroína e carimba vaga nas oitavas da Copa
-
esportes5 dias atrásNoruega vence Costa do Marfim e enfrenta o Brasil no domingo
-
esportes4 dias atrásFrança domina Suécia e carimba passaporte para as oitavas de final da Copa do Mundo
-
BRASIL E MUNDO7 dias atrásAcordo entre Irã e Estados Unidos termina antes de se consolidar
-
AGRO & NEGÓCIO5 dias atrásGoverno abre crédito de R$ 550 milhões para subsidiar importação de diesel
-
esportes4 dias atrásMéxico vence Equador no Azteca e carimba passaporte para as oitavas de final
-
esportes4 dias atrásApós lesão na coxa, Lucas Paquetá se apega à fé por recuperação no Mundial



