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HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO

História do município de Alto Araguaia

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O município de Alto Araguaia apresenta vários episódios históricos importantes, desde a questão dos limites com Goiás, até a solução do caso das minas de diamante do Rio Garças. Personalidade de grande influência, e que lutou pelos direitos de posse mato-grossense na questão territorial com Goiás foi o Major Carlos Hugueney, que por sinal foi Intendente de Santa Rita de Araguaia.

Através do Ato nº. 1.193, de 26 de janeiro de 1915, o governo estadual criou a primeira escola primária da comunidade. Neste mesmo ano, a 12 de junho, pela Lei nº. 696, foi criado o Distrito de Paz de Santa Rita do Araguaya. A Lei nº. 704, de 14 de junho de 1915, autorizava o executivo a desapropriar para rocio e povoação, a Fazenda Boiadeiro, de propriedade de dª. Maria José de Jesus. O Decreto nº. 615, de 20 de janeiro de 1923, elevou Santa Rita do Araguaya a Comarca, por transferência da sede de Registro do Araguaya, que passou a chamar-se Araguaiana.

Por esse tempo, as questões garimpeiras não davam sossego às autoridades. O engenheiro agrônomo José Morbeck liderava expressivo grupo de garimpeiros e passou a atacar o governo do Estado por não concordar com a cessão de terras na região araguaiana a uma companhia inglesa de exploração de minérios. Atribui-se a ele o telegrama dirigido ao presidente estadual: “… ou cai concessão, ou arrebenta revolução”. Em 1923, foi expulso o Promotor da Comarca, Dr. Alloysio Valladares; em setembro foram fuzilados 09 garimpeiros no Alcantilado do Garças; em dezembro foram assassinados 20 maranhenses no garimpo de São Pedro; a 24 de maio de 1925 a delegacia de polícia de Santa Rita do Araguaia foi assaltada e a casa de Manoel Balbino de Carvalho – o Carvalhinho foi saqueada. A ordem legal só voltou a reinar após o envio de tropas governamentais ao leste mato-grossense, que após sucessivos combates derrotaram as forças de Morbeck, que se refugiou em Goiás, onde reconstituiu sua força e marchou novamente para Santa Rita do Araguaia. Novas lutas aconteceram de 21 a 23 de janeiro de 1926, na Fazenda Ananias, cessando a desordem reinante.

A Lei nº. 3.023, de 25 de setembro de 1929, elevou a povoação de Lageado à categoria de Vila. O Decreto nº. 291, de 02 de agosto de 1933, transfere a sede do município de Santa Rita do Araguaia para Lageado. Também foi transferida a sede da Comarca, juntamente. O processo de degradação política de Santa Rita do Araguaia se consumou com a criação do município de Lageado, pelo Decreto-Lei nº. 145, de 29 de março de 1938. Santa Rita desaparecia do mapa como município, passando à jurisdição do município de Lageado. Mas a situação de depreciação de Santa Rita do Araguaia durou pouco, pois no mesmo ano, o município foi restaurado, através do Decreto Lei nº. 208, de 26 de outubro, porém com denominação alterada para Alto Araguaia, destinada a perdurar. Perdera, no entanto, território para Lageado, que posteriormente teve denominação alterada para Guiratinga. Alto Araguaia, restauração do município de Santa Rita do Araguaia recebeu os distritos de Itiquira, Ribeirãozinho e São Vicente. Em 1943, pelo Decreto-Lei nº. 545, de 31 de dezembro, Alto Araguaia perdeu os distritos de Ribeirãozinho e São Vicente e adquiriu os de Ponte Branca e Alto Garças. O Decreto-Lei nº. 862, de 22 de maio de 1947, instituiu novamente a Comarca. A Lei nº. 675, de 11 de novembro de 1953 criou o distrito de Cafelândia do Leste e em 16 de novembro de 1981, pela Lei nº. 4.386, foi criado o distrito de Buriti.

Significado do nome

O topônimo Alto Araguaia é de origem geográfica, em referência e homenagem ao Rio Araguaia que banha o município. É regra denominar de “Alto” a região de nascentes de cursos d´águas. O termo Araguaia oferece várias definições etimológicas, em função de sua importância histórica e, também, por ter sido estudado por inúmeros pesquisadores, dicionaristas e especialistas em toponímia. Para o dicionarista Antenor Nascentes, o termo, segundo o pesquisador alemão Karl Friedrich von Martius (cujo trabalho contribuiu de forma significativa para o conhecimento e valorização dos ambientes natural e cultural do Brasil), vem do tupi “a’ra”: tempo, período, época + “gwaya”: caranguejo, ou seja, tempo de apanhar caranguejos; José de Alencar, em vocabulário de Ubirajara (RJ, s/d), acredita em nome do povo arara na contração de “ara” e “gwara”; Batista Caetano designa termo tupi “a’ra”: papagaio + “gwaya”: domesticado; Ofélia Monteiro, em seu livro Goiás, coração do Brasil, p.53, afirma ser de origem tupi “Aragua-i”: rio do vale dos papagaios; Teodoro Sampaio confirma a origem tupi, “a’ra”: refere-se a arara,  ave da família das Psitácidas, de cauda longa, pontuda e  bela plumagem + “gwaya”: que significa manso ou  domesticado: arara mansa de cauda longa e bela plumagem. O termo “ana” é sufixo nominativo e designa origem, natureza.

VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE ALTO ARAGUAIA 

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HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO

História do município de Tangará da Serra

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Ponto de passagem de históricas expedições, o lugar onde se assenta a sede municipal de Tangará da Serra abrigava um barracão de seringueiros, conforme informações vindas do povo paresí.

Em 1960, Joaquim Oléas e Wanderley Martinez fundaram a empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA. O objetivo era a implantação de um pólo agrícola, em face da fertilidade do solo e clima propício da região. 

O lugar, sede da futura cidade, recebeu o nome de Tangará, nome propositadamente escolhido, pois o tangará é pássaro de cores bem definidas, de cabeça encarnada e de canto muito belo. O pássaro tangará recebe outros nomes: fandangueiro, dançador, dançarino e uirapuru. Existe uma lenda que o canto do tangará é tão melodioso que, quando canta, os outros pássaros emudecem para escutá-lo. Com a denominação da localidade de Tangará, os fundadores da colonização queriam dizer que no futuro seria uma povoação excelente e admirável. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense do homônimo potiguar e catarinense.

Os primeiros nomes da posse efetiva de Tangará foram de José Itamura, Jonas e Arlindo Lopes. A primeira escola a funcionar em Tangará foi Escola Municipal Santo Antonio, na zona rural, fundada a 18 de julho de 1965, no sítio do Sr. Antônio Galhardo. Nesta época a primeira professora foi dª Iracema da Silva Casa Grande.

Na zona urbana, a primeira escola a funcionar foi a Escolas Reunidas, criada pelo Decreto nº 264, do Diário Oficial de 28 de junho de 1967, tendo como coordenador o Sr. José Davi Nodari, funcionário da prefeitura de Barra do Bugres. Mais tarde a escola passou a chamar-se Grupo Escolar de Tangará da Serra. Nesta fase a diretora era Maria Laura Jhansel – Irmã Mírian. A partir de 1974 mudou novamente de nome: Grupo Escolar Dr. Ataliba Antônio de Oliveira Neto, atuando como diretora a Irmã Osvalda.

Corria fama de terra excelente a da Gleba de Tangará. A administração da colonizadora dera certo. Inicialmente a região pertencia a Diamantino. No entanto, com a criação do município de Barra do Bugres, a região passou para o novo município.

A Lei nº 2.906, de 06 de janeiro de 1969, criou o distrito de Tangará da Serra, no município de Barra do Bugres. A Lei Estadual nº 3.687, de 13 de maio de 1976, pelo deputado José Amando, criou o município. Nas primeiras eleições municipais foi eleita prefeita a Sra. Thaís Bergo, que acumulou prestígio graças à boa administração que teve frente ao executivo municipal de Tangará da Serra.

SIGNIFICADO DO NOME

A denominação da localidade surgiu através de Joaquim Oléas e Wanderley Martinez, donos da empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA, que implantou na região um pólo agrícola, tendo como sede a cidade de Tangará. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense de homônimo potiguar e catarinense

VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE TANGARÁ DA SERRA

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