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Prefeitura cumpre parcialmente determinações do TCE e é advertida

O Tribunal de Contas de Mato Grosso determinou no acórdão, que a Prefeitura deveria realizar a adequação do Portal Transparência do município às normas da Lei de Acesso à Informação, no prazo de 90 dias.

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Thiago Bergamasco | TCE-MT

Conselheiro interino Joao Batista Camargo

Conselheiro interino, João Batista Camargo

A Prefeitura Municipal de Nova Xavantina, na pessoa de seu gestor, prefeito João Batista Vaz da Silva, foi advertido pelo Tribunal de Contas do Estado a cumprir, no prazo de 60 dias, a determinação da corte de publicar de forma acessível no Portal Transparência a Íntegra dos contratos e aditivos celebrados pela Administração Municipal.

 

A advertência consta da decisão expedida pela Segunda Câmara do TCE-MT, no julgamento realizado na terça-feira (23/10) do processo nº 21.576-7/2017 relatado pelo conselheiro interino João Batista de Camargo Júnior, referente ao monitoramento instaurado para verificar o cumprimento das determinações originadas pelo Acórdão nº 441/2016-TP.

 

ASSISTA AO JULGAMENTO

 

No acórdão, o Tribunal determinou que a Prefeitura deveria realizar a adequação do Portal Transparência do município às normas da Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12527/20177), no prazo de 90 dias.

 

Após o término do prazo, a equipe de auditoria verificou que o Município não atendeu todos os requisitos legais de transparência e sugeriu a citação do responsável para apresentar defesa sobre os apontamentos de não divulgação no Portal Transparência de informações referente aos programas, projetos e ações; receita prevista com permissão para consulta por mês e por exercício, com totais mensais e acumulados para o período pesquisado; íntegra das licitações realizadas e seus documentos, como por exemplo: cotações, pareceres, propostas de preços, atas das sessões, adjudicações e homologações; íntegra dos contratos e aditivos celebrados pela Administração Municipal.

 

Feita a defesa pelos gestores do Legislativo Municipal, ficou comprovado que as determinações foram apenas parcialmente atendidas.

 

Diante do fato, o conselheiro interino João Batista de Camargo, acolhendo parecer do Ministério Publico de Contas, emitiu seu voto no sentido de declarar o cumprimento parcial da determinação constante no Acórdão nº 441/2016-TP. Também determinou à Prefeitura de Nova Xavantina, na pessoa de seu atual gestor ou a quem vier a sucedê-lo, que disponibilize no Portal Transparência, no prazo de 60 dias, a integralidade de todos os contratos realizados pelo município, de acordo com a LAI.

 

O gestor deverá ainda encaminhar ao TCE-MT a comprovação das providências adotadas, bem como que mantenha atualizado o Portal Transparência, sob pena de aplicação de multa por reincidência no descumprimento de decisão da Corte de Contas.

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Cuiabá

Prefeitura de Cuiabá não paga empresa e 105 funcionários ficam sem receber; TCE-MT media solução

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O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, informou que o Tribunal já está buscando uma solução junto com a Prefeitura | Foto: Alair Ribeiro

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, recebeu trabalhadores e representantes da empresa MD Terceirizados, nesta segunda-feira (13), para tratar do impasse que deixou 105 ex-funcionários da limpeza urbana de Cuiabá sem receber verbas rescisórias e salários. Segundo a empresa, os atrasos decorrem de uma dívida de R$ 2,5 milhões da Prefeitura de Cuiabá.

De acordo com representantes da empresa, que teve o contrato com a prefeitura encerrado em janeiro deste ano, os débitos se acumulam desde o fim de 2024 e inviabilizaram o pagamento dos trabalhadores. Para quitar as obrigações trabalhistas, seriam necessários cerca de R$ 1,5 milhão.

“O caso específico que recebemos hoje é de uma empresa que prestava serviços para a Prefeitura de Cuiabá e contava com cerca de 500 funcionários responsáveis pela limpeza urbana, como varrição e pintura de meio-fio. É uma situação em que um município deixa de pagar uma empresa, que acaba sem condições de quitar seus compromissos com os trabalhadores”, afirmou Sérgio Ricardo.

Na ocasião, o presidente informou que o Tribunal já está buscando uma solução junto com a Prefeitura. “Nossa equipe já trabalha na busca de uma solução desde a semana passada. Nossa prioridade é garantir que esses trabalhadores recebam o quanto antes. Depois, será tratada a questão do pagamento da empresa”, enfatizou.

Colapso financeiro

Representando a MD Terceirizados, a advogada Catiane Janjob afirmou que o colapso financeiro resulta da falta de pagamentos referentes a novembro e dezembro de 2024. “Durante todo esse período, a empresa continuou arcando com os custos da operação, pagando funcionários, fornecendo mão de obra e equipamentos. Na prática, financiou a prestação dos serviços públicos sem receber a contrapartida do município.”

A advogada explicou ainda que as negociações não avançaram e que o presidente do TCE-MT foi acionado pelo próprio Executivo municipal para contribuir na construção de uma solução consensual. Para ela, a mediação do Tribunal é essencial para viabilizar o pagamento dos trabalhadores.

“A atuação do Tribunal de Contas surgiu justamente nesse contexto. Estávamos buscando uma solução junto à Prefeitura de Cuiabá, e o presidente do Tribunal de Contas, conselheiro Sérgio Ricardo, foi acionado pelo próprio prefeito para contribuir na construção de uma alternativa. Fomos muito bem recebidos e saímos esperançosos de que o problema será solucionado”, afirmou.

Direitos trabalhistas

Aneliet Gamboa atuava como agente de conservação na empresa antes do encerramento do contrato. Cubana, a ex-funcionária e os filhos dependem da quitação do salário atrasado e das verbas trabalhistas para honrar compromissos financeiros, como aluguel e cartão de crédito.

“Hoje, nossa situação está muito difícil. Ainda não recebemos as verbas rescisórias nem o salário referente ao período do aviso-prévio. Isso trouxe muitas dificuldades financeiras para todos nós. Conseguimos chegar até o presidente do Tribunal de Contas, conselheiro Sérgio Ricardo, que nos recebeu muito bem e está buscando uma alternativa para resolver esse problema. Somos muito gratos por essa iniciativa”, relatou na reunião.

Para a ex-agente de roçagem Suellen Cristina Guimarães Alves, a atuação do Tribunal de Contas traz esperança aos trabalhadores. “Procuramos a Prefeitura de Cuiabá, mas não conseguimos uma resposta. Agora, fomos recebidos pelo presidente Sérgio Ricardo, que está conduzindo esse diálogo para que possamos receber nossos direitos. Não estamos pedindo nenhum favor. Queremos apenas receber pelo trabalho que realizamos e superar essa situação com dignidade.”

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