BRASIL E MUNDO
Na primeira etapa da ampliação do Teste do Pezinho, Governo Federal incorpora exame para toxoplasmose
O Teste do Pezinho também será utilizado para detectar a toxoplasmose congênita – o procedimento faz parte da ampliação do teste no Sistema Único de Saúde (SUS). Para custeio dos exames, o Governo Federal, irá investir R$ 22,3 milhões anuais, que serão repassados aos estados e Distrito Federal. A portaria publicada pelo Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, na quarta-feira (08/06), normatiza a primeira etapa de implementação do Programa de Triagem Neonatal.
O Governo Federal sancionou a Lei nº 14.154 que ampliou o rastreamento de doenças no Programa Nacional de Triagem Neonatal. O Teste do Pezinho é parte do PNTN e rastreia uma série de doenças e condições congênitas que, identificadas no início da vida, podem fazer a diferença nos índices de mortalidade infantil e no desenvolvimento saudável da criança.
A inserção do procedimento de detecção de toxoplasmose congênita em recém-nascidos na Tabela SUS completa o escopo de doenças especificados na etapa I da Lei. Além da inserção do procedimento, está em elaboração uma Nota Técnica conjunta das Secretarias de Atenção Especializada à Saúde, Atenção Primária à Saúde, Saúde Indígena e Vigilância em Saúde. Sobre o fluxo de triagem, diagnóstico confirmatório, acompanhamento, tratamento e notificação de casos suspeitos em recém-nascidos.
O processo para inserção das doenças na Triagem Neonatal será feito de forma gradual, conforme etapas previstas na lei. As etapas e os grupos de doença são: etapa 1 (fenilcetonúria e outras hiperfenilalaninemias, hipotireoidismo congênito, doença falciforme e outras hemoglobinopatias, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita, deficiência de biotinidase e toxoplasmose congênita), etapa 2 (galactosemias, aminoacidopatias, distúrbios do ciclo da ureia e distúrbios da betaoxidação dos ácidos graxos), etapa 3 (doenças lisossômicas), etapa 4 (imunodeficiências primárias) e etapa 5 (atrofia muscular espinhal).
Teste do Pezinho
O Teste do Pezinho é obrigatório e deve ser realizado em todos os recém-nascidos. É coletado na rede pública, obedecendo a procedimentos desde a triagem, confirmação, diagnóstico e tratamento para uma série de condições.
O objetivo do exame é prevenir as complicações das doenças investigadas e que não apresentam sintomas no período neonatal (0 a 28 dias de vida), podendo levar a deficiências ou afetar gravemente a saúde da criança. Tratadas a tempo, a chance de que a doença não deixe sequelas é maior, melhorando a qualidade de vida dos casos confirmados e tratados.
O Teste do Pezinho é o nome popular dado à coleta de sangue no calcanhar dos recém-nascidos para a identificação em tempo apropriado de doenças metabólicas, genéticas e infecciosas. No último ano, o programa de triagem testou 2.2 milhões de bebês, em cerca de 29 mil pontos de coleta em todo país.
Nos últimos três anos, o investimento do Ministério da Saúde para o PNTN chegou próximo a R$ 300 milhões ao ano. O investimento incremental com a implementação da 1ª etapa de ampliação é de mais de 22 milhões.
Com informações do Ministério da Saúde
BRASIL E MUNDO
Lula e Flávio Bolsonaro vão ao segundo turno da eleição presidencial; senador surpreende e chega à frente
O senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vão decidir a eleição presidencial de 2026 no segundo turno, marcado para 25 de outubro. Com mais de 96% das urnas apuradas neste domingo (4), Flávio Bolsonaro aparecia com 47,72% dos votos válidos, contra 44,70% de Lula — resultado que contrariou a maior parte das pesquisas, que apontavam o petista terminando o primeiro turno na liderança.
Como nenhum candidato alcançou a maioria absoluta dos votos válidos, os dois mais votados seguem para a etapa decisiva. A disputa reproduz, em parte, a lógica de 2022: Lula manteve sua base eleitoral consolidada, enquanto Flávio ocupou o espaço político antes liderado pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que deu lugar ao filho na corrida pelo Planalto.
Aos 80 anos, Lula tenta um inédito quarto mandato. Ex-metalúrgico e ex-líder sindical, governou o país entre 2003 e 2011 e voltou ao Palácio do Planalto em 2023, após derrotar Jair Bolsonaro. Flávio Bolsonaro, de 45 anos, disputa a Presidência pela primeira vez. Formado em direito, começou a carreira na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, onde cumpriu quatro mandatos, e está no Senado desde 2019. A única experiência anterior em eleição ao Executivo foi em 2016, quando concorreu à Prefeitura do Rio e ficou fora do segundo turno.
A campanha de cada lado
Foram 49 dias de campanha em um primeiro turno novamente marcado pela polarização entre petismo e bolsonarismo. Lula explorou a ligação de Flávio com o pai, defendeu as ações do governo e tentou associar o adversário às suspeitas do escândalo do Banco Master. Pressionado pelas pesquisas, o presidente recorreu a uma série de medidas com impacto direto no bolso da população, como nova edição do Desenrola Brasil, contenção da alta dos combustíveis e o fim da tributação federal sobre compras internacionais de até US$ 50, a chamada “taxa das blusinhas”.
Flávio, por sua vez, tentou reacender o antipetismo que levou o pai ao Planalto em 2018. Concentrou ataques na gestão petista sobre economia e segurança pública, criticou o Supremo Tribunal Federal e explorou suspeitas envolvendo pessoas próximas ao presidente. Ao mesmo tempo, buscou se apresentar como uma figura diferente do pai — chegou a admitir erros do governo Jair Bolsonaro — e investiu na aproximação com o eleitorado feminino. Na reta final, apostou em ataques a Lula, no pedido de voto útil e no giro pelo Sudeste.
Desacreditado no início da disputa, quando foi escolhido por Jair Bolsonaro para representá-lo nas urnas, o senador enfrentou ainda fogo amigo dentro da própria base, com caciques partidários defendendo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, para o Planalto. Mesmo assim, chegou ao primeiro turno sem outros partidos coligados ao PL.
Terceira via
Além dos dois finalistas, outros 11 candidatos disputaram o Palácio do Planalto: Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Augusto Cury (Avante), Hertz Dias (PSTU), Leonardo Avalanche (PRTB), Renan Santos (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Rui Costa Pimenta (PCO), Samara Martins (UP), Veterinário Wilson Grassi (Democrata) e Romeu Zema (Novo). O escritor Augusto Cury chegou a alcançar dois dígitos de intenção de voto após o primeiro debate, em setembro, mas perdeu fôlego e voltou a disputar o terceiro lugar com o ex-governador goiano Ronaldo Caiado.
A partir desta segunda-feira (5), as duas campanhas passam a disputar diretamente os eleitores dos candidatos que ficaram pelo caminho — e também o apoio do Centrão.
Datas do segundo turno
A campanha recomeça já nesta segunda-feira, com liberação de atos de rua e anúncios na internet. A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV retorna em 9 de outubro e segue até o dia 23, data-limite também para a realização de debates. Em 24 de outubro, véspera do pleito, encerra-se o prazo para carreatas, caminhadas e distribuição de material de campanha. No domingo (25), os eleitores voltam às urnas, das 8h às 17h, para escolher o próximo presidente do Brasil.
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