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AGRO & NEGÓCIO

Chuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul

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A semana começa com chuva em importantes regiões agrícolas do Brasil e efeitos distintos sobre o calendário das lavouras. A partir deste domingo (04.10), as instabilidades atingem áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de partes do Norte e do Nordeste. Para quem inicia a safra de verão, a água ajuda a recuperar a umidade necessária à semeadura. Onde o solo já está saturado, porém, novos episódios de chuva podem paralisar máquinas, atrasar o plantio e dificultar a retirada dos grãos ainda no campo.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início da semana terá condições para tempestades, com rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. A intensidade e a distribuição das precipitações variam entre as regiões, exigindo decisões conforme a situação de cada propriedade.

No Centro-Oeste, há previsão de chuva neste domingo em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com intensificação das instabilidades na segunda-feira, 5. O sul de Mato Grosso do Sul está entre as áreas sob maior atenção para temporais.

A chegada da água ocorre em momento decisivo para a soja. No acompanhamento divulgado em 28 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as chuvas haviam permitido ampliar a semeadura em áreas de Mato Grosso que dependem das precipitações. Em Mato Grosso do Sul, a implantação também começava a avançar, enquanto Goiás registrava operações pontuais, principalmente sob irrigação.

O desafio para o produtor é aproveitar a umidade sem antecipar a entrada das máquinas em terrenos sem condições de tráfego. Chuvas concentradas podem interromper a semeadura e os tratamentos das lavouras. A persistência da água no solo, por sua vez, precisa ser observada antes de retomar as operações.

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No Sudeste, as instabilidades alcançam São Paulo, áreas de Minas Gerais e Rio de Janeiro no começo da semana. No Espírito Santo, a previsão aponta precipitações mais isoladas. A chuva pode beneficiar a implantação das culturas de verão, mas exige atenção onde ainda há colheitas.

Em São Paulo, a Conab já registrava dificuldades para a entrada de colhedoras em áreas de milho por causa do encharcamento. Também apontava danos à qualidade do trigo em maturação e colheita. Novas precipitações podem prolongar essas interrupções nas propriedades afetadas.

A situação do milho safrinha, contudo, deve ser dimensionada: 99,5% da área acompanhada pela companhia estava colhida no levantamento de 28 de setembro. Os trabalhos restantes se concentravam em São Paulo e no Paraná. Nos principais polos do Centro-Oeste, a retirada do cereal já havia terminado.

No Sul, os cuidados se dividem entre a implantação da nova safra e as lavouras de inverno. Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul também têm previsão de chuva e trovoadas. O excesso de umidade já havia reduzido o ritmo do plantio de milho e interrompido operações de semeadura do arroz em áreas gaúchas.

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O trigo permanece vulnerável. Além de dificultar a colheita, períodos úmidos favorecem doenças e podem comprometer a qualidade dos grãos. Em Santa Catarina, o monitoramento da Conab destacava a pressão de doenças nas lavouras; no Rio Grande do Sul, havia preocupação com os efeitos das chuvas sobre áreas em fase reprodutiva.

No Norte, as pancadas atingem áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins. No Nordeste, a chuva é mais localizada, com possibilidade de precipitações no oeste da Bahia e em partes do Maranhão e do Piauí, enquanto setores do interior permanecem com tempo firme.

Para a região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a regularidade das precipitações continua decisiva. O boletim de setembro da Conab mostrou que as primeiras chuvas haviam sido insuficientes para recompor a água no solo e permitir o plantio na maioria das áreas sem irrigação. Já o milho de terceira safra apresenta situações diferentes: no oeste baiano, áreas irrigadas tiveram bons resultados, enquanto a estiagem comprometeu lavouras no Nordeste da Bahia.

O planejamento da semana dependerá, portanto, da combinação entre previsão local, umidade do terreno e estágio da cultura. Onde falta água, a chuva pode abrir a oportunidade de plantar. Onde ela já sobra, preservar o solo e esperar condições adequadas para as máquinas será determinante para evitar novos prejuízos.

Fonte: Pensar Agro

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AGRO & NEGÓCIO

Sinop alcança US$ 1,71 bilhão em exportações e consolida 2º lugar em Mato Grosso

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A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), destaca o desempenho das exportações do município, que alcançaram US$ 1,710 bilhão entre janeiro e agosto de 2026, crescimento de 35,85% em relação ao mesmo período de 2025. Com o resultado, Sinop ocupa a segunda posição entre os municípios exportadores de Mato Grosso, atrás apenas de Rondonópolis. No Nortão, Sinop fica em primeiro lugar, a frente do terceiro colocado, Sorriso.

O resultado também representa o maior valor exportado por Sinop no acumulado de janeiro a agosto em toda a série histórica acompanhada pelo levantamento. Em 2021, o município havia registrado US$ 906,9 milhões em exportações no período; em 2022, foram US$ 1,326 bilhão; em 2023, US$ 1,395 bilhão; em 2024, US$ 1,165 bilhão; e, em 2025, US$ 1,259 bilhão.

Em valores absolutos, o crescimento entre 2025 e 2026 representa um acréscimo de aproximadamente US$ 451,5 milhões nas exportações realizadas no período. O desempenho coloca Sinop à frente de outros importantes municípios do agronegócio mato-grossense, como Sorriso, que registrou US$ 1,660 bilhão no período, Campo Novo do Parecis, com US$ 948,7 milhões, e Nova Mutum, com US$ 826,1 milhões.

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Agronegócio impulsiona resultado

O desempenho das exportações de Sinop é fortemente influenciado pelo agronegócio. Entre janeiro e agosto, os produtos do setor movimentaram US$ 1,701 bilhão, crescimento de 36,01% em relação aos US$ 1,250 bilhão registrados no mesmo período de 2025.

A soja, mesmo triturada, foi o principal produto exportado pelo município, com US$ 1,317 bilhão no acumulado do ano. O resultado representa crescimento de 36,88% em relação ao mesmo período de 2025 e coloca Sinop na primeira posição do ranking estadual nas exportações do produto.

Outro destaque são as sêmeas, farelos e outros resíduos de cereais ou leguminosas, que somaram US$ 109,2 milhões e também garantiram a Sinop a primeira posição entre os municípios de Mato Grosso nesse segmento. O milho aparece na sequência, com US$ 210,5 milhões em exportações e segunda posição estadual. Já as carnes de animais da espécie bovina, congeladas, movimentaram US$ 63,2 milhões no período.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, José Pedro Serafini, os números refletem a força produtiva do município. “Esse resultado demonstra a força e a capacidade de Sinop de participar cada vez mais do mercado nacional e internacional. Alcançar mais de US$ 1,7 bilhão em exportações, com crescimento de quase 36% e o maior valor da nossa série histórica para o período, mostra a dimensão da nossa economia e a força do agronegócio, da produção e das empresas que estão instaladas no município. Esses indicadores reforçam a importância de continuarmos criando condições para que empresas possam investir, crescer e ampliar sua participação no mercado”, apontou.

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Além da liderança em diferentes produtos, Sinop também se destaca pelo crescimento percentual entre os principais municípios exportadores de Mato Grosso. Enquanto as exportações dos dez municípios destacados no levantamento cresceram, conjuntamente, 10,86%, Sinop apresentou alta de 35,85%.

Os dados integram a edição de setembro do “Sinop em Números”, publicação oficial da Sedec que reúne indicadores atualizados sobre a economia do município. Os dados de comércio exterior são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), por meio das Estatísticas de Comércio Exterior (Comex Stat).

 

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