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Aprenda a falar bem

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francisney Liberato

Francisney Liberato

Em setembro de 2019, fiz um tour por Lisboa, em Portugal. Ao chegar naquela cidade, solicitei um carro no aplicativo Uber, para me deslocar até o hotel.

 

No trajeto, iniciei uma conversar com o condutor, que prontamente começou a tecer elogios à cidade, relatando sobre a excelente organização, civilização, segurança e receptividade do povo português.

 

Após todo o arsenal de adjetivos ditos, fiquei impressionado e muito animado. Em decorrência daquela tão esplendida propaganda, resolvi observar detalhadamente a cidade, a qual iria desbravar. Percebi então que, apesar de ser um lugar a qual possuía suas qualidades, não retratava tudo aquilo que aquele senhor havia descrito.

 

É notório que, as percepções, variam de pessoa para pessoa, mas para mim não condiziam com aquilo que o senhor havia falado. O fato é que, o olhar daquele homem sobre a sua cidade, tão racionalmente avaliada por mim, tinha um valor inestimável para ele. Era o lugar onde ele havia nascido, e desde então, o lugar em que o abrigava e lhe dava sustento.

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Fiquei pensativo sobre aquele cenário que, tão fortemente me impactou, e me indaguei “Por que não posso ter a mesma atitude?”.

Em nossa vida, às vezes, estamos voltados e habituados a falar bobagens das pessoas. A criticarmos o lugar onde moramos. A reclamarmos do governo. A reivindicarmos melhorias na saúde, educação e segurança. A protestarmos contra o chefe. A queixarmos do professor. A zangarmos com os parentes e familiares e até vociferar o nosso próprio eu, sempre numa posição de comparação com o outro. Sabe aquela história de que a grama do vizinho é sempre mais verde?

Por que não pensamos e agimos de formar diferente, como fez aquele senhor de Portugal? Que independente das mazelas que acomete a sua cidade, os seus olhos estão voltados para a gratidão e patriotismo.

 

Será que devemos, sempre, pensarmos mal de tudo, reclamando das circunstâncias e brigarmos com as pessoas? Será que é possível reprogramar a nossa forma de pensar? Será que somos felizes pensando e vivendo desse jeito?

 

Aquele distinto cidadão português, me ensinou algo tão simples e maravilhoso. Creio que agindo como ele, a vida pode ser melhor e mais sadia. Não adianta sermos oposição a tudo. Reclamar não resolverá os nossos problemas e, principalmente, mudar a nossa realidade.

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O nosso país é maravilhoso. Os brasileiros são pessoas acolhedoras e receptivas. Temos tudo para sermos uma nação próspera e mais justa. Temos tudo para pensarmos melhor do nosso Estado e das pessoas com quem nos relacionamos, apesar de todos os problemas, pois eles sempre existiram.

 

A mudança proposta, acontece de dentro para fora, no íntimo de cada ser humano, na busca em ser o melhor a cada dia. Somos ricos em todos os aspectos, consegue perceber isso? Se ainda não, quem sabe seja uma ótima oportunidade para você rever os seus conceitos.

 

Francisney Liberato Batista Siqueira é Secretário de Controle Externo, Auditor Público Externo do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, Palestrante Nacional, Professor, Coach, Mentor, Advogado e Contador. Autor dos Livros “Mude sua vida em 50 dias” e “Como falar em público com eficiência”.

 

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Série Governantes: Faça a sua parte

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Por Francisney Liberato

“Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país.” John F. Kennedy

Uma das características mais marcantes do brasileiro é a sua criatividade. Ele consegue desenvolver e pôr em prática várias habilidades como: ideias, pensamentos, empreendedorismo, visando o seu bem-estar e o seu conforto, como também o de sua família.

Segundo o site “Terra”, em 30/09/2019, é apresentada uma pesquisa a qual conclui: “A pesquisa Amway Global Entrepreneurship Report (AGER) revela que 56% dos brasileiros desejam ser donos do seu próprio negócio. Destes, 74% são jovens entre 18 e 35 anos. O índice do Brasil é maior que a média global, que está em 47%”.

Vejam que no Brasil os jovens desejam criar e empreender, eles querem ter o seu próprio negócio. Isso é muito positivo para nossa nação. Infelizmente, uma coisa é desejar e querer ser um empresário, outra, bem diferente, é efetivar esse desejo.

Não podemos permitir que o conceito autocrático, isto é, esperar que as ideias, iniciativas e as respostas sejam exclusivamente do chefe, do líder, do diretor escolar, do pai e da mãe, do governante, do presidente, uma vez que, se agirmos dessa maneira, veremos falecer a nossa liberdade de criar.

É fundamental para todos que tenham uma mentalidade aberta e moderna que as pessoas criem e empreendam mais, pois é por intermédio disso que é gerada riqueza para o nosso país.

Você deve olhar para dentro de si e se perguntar: Qual é a sua vocação para melhorar a sua vida, a vida da sua família, dos seus entes queridos e do país onde reside? Essa reflexão é de extrema importância.

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A responsabilidade é única e exclusivamente sua. Aqui existe um conceito fundamental que devemos ter como prisma em nossas vidas, que é chamado de Autorresponsabilidade. Em síntese, é necessário trazer para si a responsabilidade, e não a de colocar sobre o encargo do outro, como: os seus pais, seus familiares, seus empregadores e seus governantes. Em outras palavras, o sucesso ou fracasso da sua vida está em sua alçada.

Se pensarmos a vida dessa forma, saiba que teremos uma nação moderna e próspera, com índices de desenvolvimento econômico e humano semelhantes aos de países do primeiro mundo.

Entretanto, muitos indivíduos têm dificuldades de entender o seu propósito para esta vida. Muitos estudantes que estão cursando uma faculdade já pensam em desistir, por entender que não é bem isso o que sonham para sua vida. Enquanto existem muitos indivíduos desejando crescer evoluir, por outro lado, têm, infelizmente, os que esperam “a comida, o emprego, o dinheiro caírem do céu”.

John Fitzgerald Kenedy ou JFK foi um político norte-americano que governou os Estados Unidos (1961-1963), o seu nome está registrado como o 35° presidente daquela nação. Ele é considerado uma das grandes personalidades do século XX.

Kennedy se tornou o segundo presidente mais jovem do seu país, depois de Theodore Roosevelt. Infelizmente, não conseguiu terminar o seu mandato, uma vez que foi assassinado em 1963.

O presidente John Kennedy proferiu uma célebre frase que ainda tem uma enorme relevância para os nossos dias: “Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país”.

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Podemos parafrasear essa afirmação do ex-presidente americano para o nosso contexto: o que nós brasileiros podemos fazer pelo Brasil? O que estamos fazendo para melhorar o nosso país? Qual tem sido a minha e sua contrapartida para desenvolver e aperfeiçoar esta nação? Como podemos abandonar determinadas atitudes paternalistas e viver de forma mais racional, visando o bem comum? O Estado pertence a todos nós. Devemos fazer a nossa parte, e não exigir que Estado seja o responsável e provedor por tudo.

Nosso país é formado pela diversidade cultural, étnica e social de milhares de brasileiros, que nem sempre concordam com as decisões dos nossos governantes, mas todos fazemos parte da nação, e devemos caminhar em um mesmo sentido. A nossa Constituição de 1988 dispõe que todo poder se origina do povo. O poder está nas mãos de cada ser habitante deste país. Nós podemos e devemos fazer o melhor pelo Estado, independentemente de questões políticas e partidárias.

Não diga o que o país deve fazer por você, use a sua criatividade, empreendedorismo, e faça o seu melhor na medida de suas condições, e de acordo com as suas circunstâncias. Seja presente e deixe o seu legado para esta nação. A responsabilidade pelo sucesso ou fracasso do Brasil está em nossas mãos. Está disposto a tomar uma iniciativa para contribuir com a República Federativa do Brasil?

Francisney Liberato Batista Siqueira é Auditor Público Externo do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Chefe de gabinete de Conselheiro do TCE-MT, Palestrante Nacional, Professor, Coach, Mentor, Advogado e Contador, Autor dos Livros “Mude sua vida em 50 dias”, “Como falar em público com eficiência” e “A arte de ser feliz”.

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