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Câncer: vencendo barreiras e preconceitos

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Da Assessoria

André Crepaldi

André Crepaldi

Outubro e novembro foram os meses em que mais se falou sobre o câncer no Brasil, especialmente o câncer de mama, com o Outubro Rosa, e o câncer de próstata, com o Novembro Azul. As campanhas estimulam mulheres e homens a fazerem o exame precoce dos dois tipos da doença. Lançado há menos de 20 anos, o Outubro Rosa pode ser considerado um sucesso em seu objetivo de conscientização feminina. Hoje, quase a totalidade das mulheres sabe a importância da realização dos exames de mamografia, especialmente a partir dos 45 anos.

 

Elas buscam fazer o exame, mas como se fala popularmente, “faltou combinar” com as autoridades. Anualmente, milhares de brasileiras procuram ter acesso à mamografia, boa parte sem sucesso, sendo a grande maioria dependente do serviço público de saúde. Levantamento realizado pela Sociedade Brasileira de Mastologia identificou que, em 2017, das 11,5 milhões de mamografias previstas para serem realizadas em mulheres com idade entre 50 a 69 anos no país, somente 2,7 milhões foram feitas.

 

A necessidade da mamografia para detecção precoce do câncer de mama fica ainda mais evidente quando se constata que há chances de 90% de cura quando a doença é descoberta em estágio inicial. Depois do câncer de pele, o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo, respondendo por aproximadamente 28% dos novos casos a cada ano. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) aponta 59,7 mil casos por ano e 6,91 mortes para cada 100 mil habitantes. Em Mato Grosso, são 680 novos casos a cada ano, que resultam em cerca de 200 mortes de mulheres.

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Depois de atingir o objetivo de conscientização do público feminino, o Outubro Rosa começa a passar para um segundo momento: o da reivindicação ao acesso a mamografia. Este ano um pequeno movimento foi iniciado. Alguns grupos começaram a contestar a adesão do poder público à campanha, com sedes de órgãos se colorindo de rosa, ao mesmo tempo em que os governantes não priorizam investimentos na prevenção e no tratamento à doença. A hipocrisia presente no rosa dos prédios públicos ficou em evidência. Uma nova consciência sobre o direito à saúde está nascendo nas mulheres.

 

Já com os homens a história é diferente, eles já são bastante complicados em relação aos cuidados preventivos com a saúde e, quando se trata da prevenção ao câncer de próstata, a missão é quase hercúlea. O preconceito predomina no Brasil em relação ao exame preventivo, que exige o de toque retal. Embora não se tenha dados quantitativos, é flagrante como o preconceito ao exame de toque é premissa para que os homens não busquem atendimento e, consequentemente, a detecção precoce do câncer fica prejudicada. Assim como o câncer de mama, 90% dos casos de próstata identificados em fase inicial têm cura.

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O preconceito ao exame de toque é proveniente de uma cultura machista, que infelizmente ainda predomina no Brasil. O toque é associado pelos homens a questões sexuais e homoafetivas. As piadas sobressaem quando se trata do assunto. “Não vai se apaixonar pelo médico”, dizem aos amigos. Já cheguei de ser questionado pelo paciente se mais alguém, além do médico, estaria na sala durante o exame. Medo de ser visto. Medo de ser mal visto.

E mesmo com o Novembro Azul, que surgiu no ano de 2003, pouca coisa mudou. A cada ano, 68.220 homens são diagnosticados com tumores na próstata no Brasil, resultando em 15.400 mortes. É o segundo tipo de câncer mais comum entre eles. Mais do que qualquer outro tipo, é considerado um câncer da terceira idade, porque 75% dos casos ocorrem a partir dos 65 anos, mas a doença pode surgir a partir dos 50 anos.

 

Os homens precisam perder o medo. Assim como as mulheres, dar o próximo passo e entender que a qualidade de vida e a saúde estão acima de qualquer preconceito ou barreira.

 

*André Crepaldi, é Oncologista em Cuiabá.

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Série Governantes: Faça a sua parte

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Por Francisney Liberato

“Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país.” John F. Kennedy

Uma das características mais marcantes do brasileiro é a sua criatividade. Ele consegue desenvolver e pôr em prática várias habilidades como: ideias, pensamentos, empreendedorismo, visando o seu bem-estar e o seu conforto, como também o de sua família.

Segundo o site “Terra”, em 30/09/2019, é apresentada uma pesquisa a qual conclui: “A pesquisa Amway Global Entrepreneurship Report (AGER) revela que 56% dos brasileiros desejam ser donos do seu próprio negócio. Destes, 74% são jovens entre 18 e 35 anos. O índice do Brasil é maior que a média global, que está em 47%”.

Vejam que no Brasil os jovens desejam criar e empreender, eles querem ter o seu próprio negócio. Isso é muito positivo para nossa nação. Infelizmente, uma coisa é desejar e querer ser um empresário, outra, bem diferente, é efetivar esse desejo.

Não podemos permitir que o conceito autocrático, isto é, esperar que as ideias, iniciativas e as respostas sejam exclusivamente do chefe, do líder, do diretor escolar, do pai e da mãe, do governante, do presidente, uma vez que, se agirmos dessa maneira, veremos falecer a nossa liberdade de criar.

É fundamental para todos que tenham uma mentalidade aberta e moderna que as pessoas criem e empreendam mais, pois é por intermédio disso que é gerada riqueza para o nosso país.

Você deve olhar para dentro de si e se perguntar: Qual é a sua vocação para melhorar a sua vida, a vida da sua família, dos seus entes queridos e do país onde reside? Essa reflexão é de extrema importância.

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A responsabilidade é única e exclusivamente sua. Aqui existe um conceito fundamental que devemos ter como prisma em nossas vidas, que é chamado de Autorresponsabilidade. Em síntese, é necessário trazer para si a responsabilidade, e não a de colocar sobre o encargo do outro, como: os seus pais, seus familiares, seus empregadores e seus governantes. Em outras palavras, o sucesso ou fracasso da sua vida está em sua alçada.

Se pensarmos a vida dessa forma, saiba que teremos uma nação moderna e próspera, com índices de desenvolvimento econômico e humano semelhantes aos de países do primeiro mundo.

Entretanto, muitos indivíduos têm dificuldades de entender o seu propósito para esta vida. Muitos estudantes que estão cursando uma faculdade já pensam em desistir, por entender que não é bem isso o que sonham para sua vida. Enquanto existem muitos indivíduos desejando crescer evoluir, por outro lado, têm, infelizmente, os que esperam “a comida, o emprego, o dinheiro caírem do céu”.

John Fitzgerald Kenedy ou JFK foi um político norte-americano que governou os Estados Unidos (1961-1963), o seu nome está registrado como o 35° presidente daquela nação. Ele é considerado uma das grandes personalidades do século XX.

Kennedy se tornou o segundo presidente mais jovem do seu país, depois de Theodore Roosevelt. Infelizmente, não conseguiu terminar o seu mandato, uma vez que foi assassinado em 1963.

O presidente John Kennedy proferiu uma célebre frase que ainda tem uma enorme relevância para os nossos dias: “Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país”.

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Podemos parafrasear essa afirmação do ex-presidente americano para o nosso contexto: o que nós brasileiros podemos fazer pelo Brasil? O que estamos fazendo para melhorar o nosso país? Qual tem sido a minha e sua contrapartida para desenvolver e aperfeiçoar esta nação? Como podemos abandonar determinadas atitudes paternalistas e viver de forma mais racional, visando o bem comum? O Estado pertence a todos nós. Devemos fazer a nossa parte, e não exigir que Estado seja o responsável e provedor por tudo.

Nosso país é formado pela diversidade cultural, étnica e social de milhares de brasileiros, que nem sempre concordam com as decisões dos nossos governantes, mas todos fazemos parte da nação, e devemos caminhar em um mesmo sentido. A nossa Constituição de 1988 dispõe que todo poder se origina do povo. O poder está nas mãos de cada ser habitante deste país. Nós podemos e devemos fazer o melhor pelo Estado, independentemente de questões políticas e partidárias.

Não diga o que o país deve fazer por você, use a sua criatividade, empreendedorismo, e faça o seu melhor na medida de suas condições, e de acordo com as suas circunstâncias. Seja presente e deixe o seu legado para esta nação. A responsabilidade pelo sucesso ou fracasso do Brasil está em nossas mãos. Está disposto a tomar uma iniciativa para contribuir com a República Federativa do Brasil?

Francisney Liberato Batista Siqueira é Auditor Público Externo do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Chefe de gabinete de Conselheiro do TCE-MT, Palestrante Nacional, Professor, Coach, Mentor, Advogado e Contador, Autor dos Livros “Mude sua vida em 50 dias”, “Como falar em público com eficiência” e “A arte de ser feliz”.

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