Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

livre pensar

#PraCegoVer

Publicados

em


Reprodução

Vereador Diego Guimaraes

Vereador, Diego Guimarães

Há alguns anos eu li o Ensaio sobre a Cegueira, aclamado livro do escritor português José Saramago, e confesso que foi uma das leituras mais difíceis que já fiz. A obra, que narra a história de uma epidemia de cegueira branca que se espalha por uma cidade, causando um grande colapso social, mexeu comigo.

O próprio Saramago relatou que era um livro francamente terrível com o qual ele desejava que o leitor sofresse tanto quanto ele havia sofrido ao escrever. São mais de 300 páginas de constante aflição, isto apenas levando um dos nossos principais sentidos, a visão. O livro apresenta uma infinidade de lições, mas a que eu queria trazer era sobre a dificuldade de entender a dor do próximo.

A falta de empatia é o grande mal da nossa sociedade atual e se dá por vários motivos. Um deles é que não paramos para ouvir e entender a necessidade dos nossos amigos, irmãos, colegas e assim por diante.

Foi em um contexto de provocação parecido com esse que lá por meados de 2012 surgiu a ‘rashtag’ #PraCegoVer.  A princípio parece uma brincadeira de mau gosto ou apenas um trocadilho maldoso, mas na realidade é uma ferramenta usada para educação e inclusão.

Leia mais:  Inteligência Artificial não substitui pessoas, acelera processos

Muitos não sabem, mas com o auxílio de programas de leitores de tela, os cegos conseguem ter acesso, em áudio, ao conteúdo em formato de texto. Contudo, permanecem no escuro a respeito de fotos e imagens que precisam ser descritas para que o usuário consiga identificar.

A tag, utilizada em posts e publicações da web, visa realizar uma descrição completa das imagens, vídeos e gráficos a fim de dar acesso ao público cego ou com baixa visão a uma série de informações que, na maioria das vezes, apenas ignoramos.

Eu digo que a tag é uma provocação, porque ao lermos a primeira descrição percebemos o quanto excluímos diariamente mais de 6,5 milhões de pessoas no nosso país (entre cegos e pessoas com baixa visão).  Existe uma infinidade de informações que são omitidas de um público e sequer nos damos conta disso.

Quem são as pessoas da foto, o que elas vestem, o que estão fazendo, qual a expressão facial delas. São informações simples, mas que criam a possibilidade que o cego possa ver no sentido de ter acesso, não somente ao conteúdo, mas aos sentimentos envolvidos. Ou seja, ele consegue ver, mesmo que seja de maneira abstrata.

Leia mais:  Assédio Sexual no Ambiente de Trabalho

E isso tudo pode ser feito de maneira gratuita e solidária. Para se ter uma ideia, ainda nos dias de hoje, menos de 1% das obras publicadas no mundo é convertida em formatos acessíveis para os cegos.

O #PraCegoVer fala diretamente para toda a população que finge que não vê esse problema. A cidade, o país e o mundo que estamos construindo é para todos e, por isso, precisamos trabalhar para que cada um possa desfrutar totalmente das belezas desse mundo.

Por isso eu faço um pedido: faça a sua parte! Nas minhas redes sociais eu já tenho me empenhado em deixar todo o conteúdo mais acessível, mas nós, como usuários, também podemos ampliar essa rede de conhecimento e levar mais informação para todos.

 

Diego Guimarães é advogado, mestre em Direito pela UFMT e Vereador em Cuiabá pelo partido Progressistas  

 

Comentários Facebook
Propaganda

artigos

Série Governantes: Faça a sua parte

Publicados

em

Por Francisney Liberato

“Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país.” John F. Kennedy

Uma das características mais marcantes do brasileiro é a sua criatividade. Ele consegue desenvolver e pôr em prática várias habilidades como: ideias, pensamentos, empreendedorismo, visando o seu bem-estar e o seu conforto, como também o de sua família.

Segundo o site “Terra”, em 30/09/2019, é apresentada uma pesquisa a qual conclui: “A pesquisa Amway Global Entrepreneurship Report (AGER) revela que 56% dos brasileiros desejam ser donos do seu próprio negócio. Destes, 74% são jovens entre 18 e 35 anos. O índice do Brasil é maior que a média global, que está em 47%”.

Vejam que no Brasil os jovens desejam criar e empreender, eles querem ter o seu próprio negócio. Isso é muito positivo para nossa nação. Infelizmente, uma coisa é desejar e querer ser um empresário, outra, bem diferente, é efetivar esse desejo.

Não podemos permitir que o conceito autocrático, isto é, esperar que as ideias, iniciativas e as respostas sejam exclusivamente do chefe, do líder, do diretor escolar, do pai e da mãe, do governante, do presidente, uma vez que, se agirmos dessa maneira, veremos falecer a nossa liberdade de criar.

É fundamental para todos que tenham uma mentalidade aberta e moderna que as pessoas criem e empreendam mais, pois é por intermédio disso que é gerada riqueza para o nosso país.

Você deve olhar para dentro de si e se perguntar: Qual é a sua vocação para melhorar a sua vida, a vida da sua família, dos seus entes queridos e do país onde reside? Essa reflexão é de extrema importância.

Leia mais:  Sistema Braille é conquista da inclusão social

A responsabilidade é única e exclusivamente sua. Aqui existe um conceito fundamental que devemos ter como prisma em nossas vidas, que é chamado de Autorresponsabilidade. Em síntese, é necessário trazer para si a responsabilidade, e não a de colocar sobre o encargo do outro, como: os seus pais, seus familiares, seus empregadores e seus governantes. Em outras palavras, o sucesso ou fracasso da sua vida está em sua alçada.

Se pensarmos a vida dessa forma, saiba que teremos uma nação moderna e próspera, com índices de desenvolvimento econômico e humano semelhantes aos de países do primeiro mundo.

Entretanto, muitos indivíduos têm dificuldades de entender o seu propósito para esta vida. Muitos estudantes que estão cursando uma faculdade já pensam em desistir, por entender que não é bem isso o que sonham para sua vida. Enquanto existem muitos indivíduos desejando crescer evoluir, por outro lado, têm, infelizmente, os que esperam “a comida, o emprego, o dinheiro caírem do céu”.

John Fitzgerald Kenedy ou JFK foi um político norte-americano que governou os Estados Unidos (1961-1963), o seu nome está registrado como o 35° presidente daquela nação. Ele é considerado uma das grandes personalidades do século XX.

Kennedy se tornou o segundo presidente mais jovem do seu país, depois de Theodore Roosevelt. Infelizmente, não conseguiu terminar o seu mandato, uma vez que foi assassinado em 1963.

O presidente John Kennedy proferiu uma célebre frase que ainda tem uma enorme relevância para os nossos dias: “Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país”.

Leia mais:  Assédio Sexual no Ambiente de Trabalho

Podemos parafrasear essa afirmação do ex-presidente americano para o nosso contexto: o que nós brasileiros podemos fazer pelo Brasil? O que estamos fazendo para melhorar o nosso país? Qual tem sido a minha e sua contrapartida para desenvolver e aperfeiçoar esta nação? Como podemos abandonar determinadas atitudes paternalistas e viver de forma mais racional, visando o bem comum? O Estado pertence a todos nós. Devemos fazer a nossa parte, e não exigir que Estado seja o responsável e provedor por tudo.

Nosso país é formado pela diversidade cultural, étnica e social de milhares de brasileiros, que nem sempre concordam com as decisões dos nossos governantes, mas todos fazemos parte da nação, e devemos caminhar em um mesmo sentido. A nossa Constituição de 1988 dispõe que todo poder se origina do povo. O poder está nas mãos de cada ser habitante deste país. Nós podemos e devemos fazer o melhor pelo Estado, independentemente de questões políticas e partidárias.

Não diga o que o país deve fazer por você, use a sua criatividade, empreendedorismo, e faça o seu melhor na medida de suas condições, e de acordo com as suas circunstâncias. Seja presente e deixe o seu legado para esta nação. A responsabilidade pelo sucesso ou fracasso do Brasil está em nossas mãos. Está disposto a tomar uma iniciativa para contribuir com a República Federativa do Brasil?

Francisney Liberato Batista Siqueira é Auditor Público Externo do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Chefe de gabinete de Conselheiro do TCE-MT, Palestrante Nacional, Professor, Coach, Mentor, Advogado e Contador, Autor dos Livros “Mude sua vida em 50 dias”, “Como falar em público com eficiência” e “A arte de ser feliz”.

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

MATO GROSSO

Política Nacional

AGRO & NEGÓCIOS

ESPORTES

VARIEDADES

CIDADES

Mais Lidas da Semana