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BRASIL E MUNDO

Governo lança Desenrola Fies com descontos de até 99% para estudantes endividados

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O governo federal lançou, nesta segunda-feira (6), uma nova etapa do Novo Desenrola Brasil voltada especificamente para estudantes endividados pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). A medida, que integra um conjunto nacional de ações para facilitar a renegociação de débitos, pretende reduzir a inadimplência e permitir que jovens retomem a vida financeira sem comprometer o acesso ao ensino superior.

Segundo o Ministério da Educação (MEC), mais de 1 milhão de estudantes devem ser beneficiados com as condições especiais previstas no Desenrola Fies, que incluem descontos que podem chegar a 99% do valor consolidado da dívida, dependendo do perfil do financiado e do tempo de atraso.

O ministro da Educação, Leonardo Barchini, afirmou que a iniciativa corrige distorções que se acumularam ao longo dos anos e devolve aos estudantes a possibilidade de regularização. “As regras foram pensadas para garantir que aqueles em maior vulnerabilidade, especialmente inscritos no CadÚnico, tenham condições reais de quitar seus débitos”, destacou.

Quem poderá participar

Poderão aderir ao programa os estudantes que possuem débitos vencidos e não pagos até a data de publicação da Medida Provisória que instituiu a nova fase do Desenrola.

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O atendimento será feito diretamente pelos bancos e instituições financeiras responsáveis pelos contratos do Fies, onde os interessados devem solicitar as renegociações.

Como funcionarão os descontos

As condições do Desenrola Fies variam conforme o perfil do aluno e o período de atraso.

Para inscritos no CadÚnico:

  • Débitos vencidos há mais de 360 dias poderão ser liquidados com até 99% de desconto, permitindo quitação total do saldo devedor.

Para os demais estudantes:

  • Dívidas com mais de 360 dias de atraso poderão ter redução de até 77% do valor consolidado.

Para débitos vencidos há mais de 90 dias:

  • Pagamento à vista com desconto total dos encargos e abatimento de até 12% do valor principal; ou
  • Parcelamento em até 150 vezes, com juros e multas zerados.

Parte de um esforço mais amplo

A renegociação via Fies integra o pacote da nova fase do Desenrola Brasil, que pretende estimular a reorganização financeira de famílias, estudantes e pequenos empreendedores. O programa terá duração inicial de 90 dias, com possibilidade de uso do FGTS para abatimento de débitos.

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A estratégia foi formalizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por meio de Medida Provisória, e prevê descontos de até 90% em outros tipos de dívida, além de condições facilitadas de parcelamento.

Com a ampliação do Desenrola, o governo espera aumentar o número de brasileiros aptos a limpar o nome, recuperar crédito e reingressar no mercado financeiro em condições mais favoráveis.

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BRASIL E MUNDO

FGC ainda tem R$ 1,83 bilhão parado para credores do grupo Master e alerta para perda de valor sem correção

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O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ainda tem um montante de R$ 1,83 bilhão reservado para investidores e correntistas de instituições ligadas ao grupo Master que ainda não pediram o reembolso. Segundo balanço divulgado nesta terça-feira (14), os recursos ainda podem ser resgatados pelo aplicativo do FGC.

O FGC ressalta que o valor parado no fundo permanece sem nenhuma correção pela inflação desde a liquidação dos bancos. Na prática, quanto mais tempo o beneficiário demora para solicitar o pagamento, menor será o poder de compra do valor recebido.

Como resgatar

As pessoas físicas podem solicitar o reembolso diretamente pelo aplicativo oficial do FGC.

O fundo orienta os beneficiários a manterem as notificações do aplicativo ativadas, pois o sistema pode solicitar informações adicionais para concluir o pagamento.

Quanto falta

O maior volume de pagamentos já foi realizado, mas ainda há recursos disponíveis para milhares de beneficiários.

Nos bancos Master, Master de Investimento e Letsbank, o FGC já desembolsou R$ 40,03 bilhões, o equivalente a 98,54% do total previsto. Ainda restam cerca de R$ 590 milhões para serem retirados.

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Mais de 718 mil credores já receberam os valores, o que representa 93,72% do público estimado.

No caso do banco Pleno, antigo Voiter, foram pagos R$ 4,5 bilhões, correspondentes a 93,93% do total esperado. Permanecem disponíveis cerca de R$ 290 milhões, enquanto aproximadamente 135 mil beneficiários já fizeram o resgate.

Já no Will Bank, o FGC desembolsou R$ 5,75 bilhões, ou 94,69% do montante previsto. Ainda há cerca de R$ 950 milhões à espera dos clientes. Mais de 276 mil beneficiários já receberam os recursos.

O que é

O Fundo Garantidor de Créditos é uma entidade privada, sem fins lucrativos, criada para proteger clientes de instituições financeiras em caso de intervenção ou liquidação.

Quando um banco quebra, o FGC reembolsa depósitos e determinados investimentos até o limite de R$ 250 mil por Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), por instituição ou conglomerado financeiro. Existe ainda um teto global de R$ 1 milhão em indenizações por CPF ou CNPJ em um período de quatro anos.

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O objetivo é aumentar a segurança dos investidores e preservar a confiança no sistema financeiro.

O que é protegido

A garantia do FGC cobre diversos produtos financeiros, entre eles:

  • conta-corrente;
  • conta-poupança;
  • CDB e RDB;
  • Letras de Crédito Imobiliário (LCI);
  • Letras de Crédito do Agronegócio (LCA);
  • Letras de Câmbio (LC);
  • Letras Hipotecárias (LH);
  • Letras de Crédito do Desenvolvimento (LCD);
  • operações compromissadas com títulos emitidos por instituições financeiras.

Investimentos como ações, fundos de investimento, debêntures, Tesouro Direto e certificados de operações estruturadas (COEs) não são protegidos pelo FGC.

Patrimônio do fundo

O FGC também divulgou um retrato da cobertura do sistema financeiro brasileiro.

Em abril, os depósitos e investimentos elegíveis à garantia somavam R$ 5,58 trilhões. Considerando o limite máximo de cobertura por cliente, o valor efetivamente protegido era de R$ 2,684 trilhões.

Ao fim de 2025, o patrimônio líquido do fundo estava em R$ 123,2 bilhões, uma queda de 12,25% em relação ao ano anterior, reflexo dos pagamentos realizados após a liquidação de instituições financeiras ligadas ao grupo Master.

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