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Vorcaro deixa sala especial na PF e é levado para cela comum em Brasília

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O banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, foi transferido nesta segunda-feira (18) para uma cela comum na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. A mudança foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, responsável pela relatoria das apurações que envolvem suspeitas de fraudes ligadas à instituição financeira.

Desde março, Vorcaro estava custodiado em uma sala de estado-maior na sede da PF, o mesmo espaço que chegou a abrigar o ex-presidente Jair Bolsonaro antes da concessão de prisão domiciliar. Nesse período, ele tinha acesso facilitado a advogados que conduziram a proposta de acordo de delação apresentada neste mês à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República.

Com a formalização da proposta, o banqueiro retorna agora à carceragem da corporação, onde passa a cumprir regras mais rígidas para contato com a defesa. A alteração no local de custódia ocorre em meio ao avanço das investigações sobre o caso Banco Master.

Vorcaro voltou a ser preso no dia 4 de março, durante a terceira etapa da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. A investigação apura supostas fraudes financeiras no Master e também suspeitas relacionadas à tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília, o BRB, banco público vinculado ao Governo do Distrito Federal.

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A movimentação em torno do acordo de colaboração e a decisão de transferi-lo para uma cela comum marcam um novo desdobramento de uma investigação que segue sob acompanhamento do STF, da PF e da PGR.

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Desmatamento na Amazônia tem menor área em junho dos últimos 20 anos

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Os alertas de desmatamento na Amazônia registraram queda de 35% em junho de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), gerido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). No mês passado, foram identificados 1.233 alertas, que somaram uma área de 297,26 km² — o menor índice para o período em duas décadas.

Em junho de 2025, o número de alertas foi ligeiramente maior, 1.238, mas a área atingida chegou a 457,61 km², bem acima dos números atuais. A trajetória de queda se mantém desde 2023, quando os alertas alcançaram 663 km², contra 1.120,2 km² registrados em 2022.

Junho marca o 11º mês do calendário de monitoramento 2025/2026, que já acumula 11.554 alertas em uma área de 2.485,9 km². O total representa redução de 37,2% frente ao mesmo período do ciclo anterior (2024/2025), quando o desmatamento atingiu 3.959,98 km².

Cerrado também apresenta recuo, mas nuvens dificultaram monitoramento

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No Cerrado, os alertas de desmatamento em junho somaram 2.880 ocorrências, distribuídas em 481,52 km². Embora o número de alertas tenha sido maior do que em junho de 2025, quando foram registrados 1.444, a área desmatada foi menor — na época, o total chegou a 508,69 km², o que representa uma redução de 5,3%.

O INPE informou, em nota técnica, que o mês de junho foi marcado por intensa cobertura de nuvens sobre o Cerrado, o que pode ter prejudicado o mapeamento em algumas regiões.

No acumulado de agosto de 2025 a junho de 2026, os avisos no bioma totalizaram 22.256, abrangendo uma área de 4.689,40 km². O número representa uma queda de 7,9% em relação ao calendário anterior, quando os alertas de desmatamento somaram 5.091 km².

Os dados reforçam a tendência de redução da supressão vegetal nos dois biomas, ainda que desafios como a cobertura de nuvens no Cerrado apontem limitações no monitoramento por satélite em períodos específicos.

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