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BRASIL E MUNDO

Trégua em xeque: ataques e contra-ataques ameaçam frágil cessar-fogo entre Irã e Israel

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A recém-anunciada trégua entre Irã e Estados Unidos, mediada pelo Paquistão, encontra-se à beira do colapso. Apesar da suspensão dos bombardeios, as tensões regionais escalaram rapidamente com novos ataques e ameaças mútuas, gerando preocupação sobre a sustentabilidade do acordo. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, apelou à “contenção” após flagrantes violações do cessar-fogo por ambas as partes.

O cenário de instabilidade foi acentuado por ataques aéreos de Israel no Líbano, que resultaram na morte de 112 pessoas e deixaram 837 feridos, principalmente em áreas residenciais de Beirute. O Exército israelense classificou a ofensiva como sua “maior operação coordenada” contra o Hezbollah desde o início do conflito de 39 dias, afirmando ter atingido centenas de combatentes pró-iranianos, incluindo um comandante. Em resposta, o Hezbollah declarou ter “o direito de responder”, enquanto os Guardiões da Revolução iranianos ameaçaram retaliação pelo “massacre brutal”.

Enquanto isso, o Irã continuou com ofensivas contra países do Golfo, como Kuwait e Emirados Árabes Unidos, alegando retaliação por ataques aéreos contra suas próprias instalações petrolíferas, mesmo após a trégua. Um relatório do Financial Times indicou que um oleoduto crucial na Arábia Saudita foi alvo de um ataque de drone.

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Diplomacia conturbada e discordâncias

Em meio à escalada, representantes das duas partes têm encontro marcado para sábado em Islamabad, com o objetivo de negociar uma solução duradoura para o conflito. A delegação americana será liderada pelo vice-presidente JD Vance, acompanhado pelo enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner, genro do presidente Donald Trump.

Contudo, a base das negociações já apresenta divergências. Um alto funcionário da Casa Branca revelou que um plano de dez pontos divulgado publicamente pelo Irã não corresponde ao documento que serve de fundamento para as conversas. A lista iraniana inclui demandas como a manutenção do controle do Estreito de Ormuz, a aceitação do enriquecimento de urânio e a retirada das forças americanas do Oriente Médio, além do levantamento de sanções e a liberação de ativos congelados. Donald Trump demonstrou abertura para “discutir” o levantamento de sanções, mas foi enfático ao afirmar que “não haverá nenhum enriquecimento de urânio”.

Além disso, a interpretação da extensão do cessar-fogo diverge. Enquanto o primeiro-ministro paquistanês havia afirmado que a trégua era “aplicável em toda parte”, incluindo o Líbano, Trump desmentiu essa abrangência.

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Incerteza e reações internacionais

O clima de tensão é palpável. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que o cessar-fogo “não é o fim da campanha” e que Israel está “pronto para retomar o combate a qualquer momento”. Seu ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar, expressou ceticismo sobre a possibilidade de aproximar as posições de EUA e Irã.

Ainda em meio à turbulência, o anúncio de uma reabertura gradual do Estreito de Ormuz trouxe um breve alívio aos mercados globais. Os preços do petróleo registraram queda e as bolsas de valores se recuperaram, após dois navios conseguirem atravessar o estreito. No entanto, mais de 800 embarcações permanecem imobilizadas no Golfo, indicando que muitos operadores marítimos ainda preferem não arriscar.

No Iraque, a embaixada dos EUA emitiu um alerta aos seus cidadãos após “numerosos ataques de drones”, atribuídos a “milícias pró-iranianas”, contra instalações diplomáticas e o aeroporto internacional de Bagdá.

Apesar da suspensão dos bombardeios diretos entre Irã e a coalizão EUA-Israel, o cenário permanece frágil e a paz na região ainda parece distante, com as recentes hostilidades minando a confiança no processo diplomático.

*Com Agências

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FGC ainda tem R$ 1,83 bilhão parado para credores do grupo Master e alerta para perda de valor sem correção

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O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ainda tem um montante de R$ 1,83 bilhão reservado para investidores e correntistas de instituições ligadas ao grupo Master que ainda não pediram o reembolso. Segundo balanço divulgado nesta terça-feira (14), os recursos ainda podem ser resgatados pelo aplicativo do FGC.

O FGC ressalta que o valor parado no fundo permanece sem nenhuma correção pela inflação desde a liquidação dos bancos. Na prática, quanto mais tempo o beneficiário demora para solicitar o pagamento, menor será o poder de compra do valor recebido.

Como resgatar

As pessoas físicas podem solicitar o reembolso diretamente pelo aplicativo oficial do FGC.

O fundo orienta os beneficiários a manterem as notificações do aplicativo ativadas, pois o sistema pode solicitar informações adicionais para concluir o pagamento.

Quanto falta

O maior volume de pagamentos já foi realizado, mas ainda há recursos disponíveis para milhares de beneficiários.

Nos bancos Master, Master de Investimento e Letsbank, o FGC já desembolsou R$ 40,03 bilhões, o equivalente a 98,54% do total previsto. Ainda restam cerca de R$ 590 milhões para serem retirados.

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Mais de 718 mil credores já receberam os valores, o que representa 93,72% do público estimado.

No caso do banco Pleno, antigo Voiter, foram pagos R$ 4,5 bilhões, correspondentes a 93,93% do total esperado. Permanecem disponíveis cerca de R$ 290 milhões, enquanto aproximadamente 135 mil beneficiários já fizeram o resgate.

Já no Will Bank, o FGC desembolsou R$ 5,75 bilhões, ou 94,69% do montante previsto. Ainda há cerca de R$ 950 milhões à espera dos clientes. Mais de 276 mil beneficiários já receberam os recursos.

O que é

O Fundo Garantidor de Créditos é uma entidade privada, sem fins lucrativos, criada para proteger clientes de instituições financeiras em caso de intervenção ou liquidação.

Quando um banco quebra, o FGC reembolsa depósitos e determinados investimentos até o limite de R$ 250 mil por Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), por instituição ou conglomerado financeiro. Existe ainda um teto global de R$ 1 milhão em indenizações por CPF ou CNPJ em um período de quatro anos.

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O objetivo é aumentar a segurança dos investidores e preservar a confiança no sistema financeiro.

O que é protegido

A garantia do FGC cobre diversos produtos financeiros, entre eles:

  • conta-corrente;
  • conta-poupança;
  • CDB e RDB;
  • Letras de Crédito Imobiliário (LCI);
  • Letras de Crédito do Agronegócio (LCA);
  • Letras de Câmbio (LC);
  • Letras Hipotecárias (LH);
  • Letras de Crédito do Desenvolvimento (LCD);
  • operações compromissadas com títulos emitidos por instituições financeiras.

Investimentos como ações, fundos de investimento, debêntures, Tesouro Direto e certificados de operações estruturadas (COEs) não são protegidos pelo FGC.

Patrimônio do fundo

O FGC também divulgou um retrato da cobertura do sistema financeiro brasileiro.

Em abril, os depósitos e investimentos elegíveis à garantia somavam R$ 5,58 trilhões. Considerando o limite máximo de cobertura por cliente, o valor efetivamente protegido era de R$ 2,684 trilhões.

Ao fim de 2025, o patrimônio líquido do fundo estava em R$ 123,2 bilhões, uma queda de 12,25% em relação ao ano anterior, reflexo dos pagamentos realizados após a liquidação de instituições financeiras ligadas ao grupo Master.

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