BRASIL E MUNDO
Terremoto de magnitude 7,4 deixa 224 mortos e mais de 1.300 feridos na Colômbia
O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, teve o início do mandato marcado por uma grave emergência nacional. Três dias após assumir o cargo, o país foi atingido por um terremoto de magnitude 7,4, que deixou pelo menos 224 mortos e mais de 1.300 feridos, segundo um balanço provisório divulgado pelas autoridades.
O tremor ocorreu na manhã de segunda-feira (10), na região de Chocó, no oeste colombiano. O epicentro foi registrado próximo a San José del Palmar, no litoral do Pacífico, às 7h34, no horário local. Com o impacto, mais de 160 edifícios foram destruídos e milhares de residências sofreram danos.
Em Cali, terceira maior cidade do país, foram contabilizadas 35 mortes, cerca de 700 feridos e 188 pessoas desaparecidas. A cidade concentra parte dos esforços de resgate, que mobilizam bombeiros, militares, máquinas e voluntários na tentativa de encontrar sobreviventes entre os escombros.
O governo decretou estado de emergência e mobilizou as forças de segurança após o registro de saques em algumas áreas. Um toque de recolher foi adotado, enquanto seis aeroportos permaneceram fechados para facilitar a organização das operações de emergência. Até o momento, não houve emissão de alerta de tsunami.
Durante uma visita às áreas mais atingidas, o presidente esteve em Quibdó e Cali. De la Espriella anunciou medidas para auxiliar as famílias afetadas, incluindo um subsídio para aluguel, destinado a permitir que os moradores deixem temporariamente as casas danificadas. Segundo o governo, aproximadamente 1.400 moradias foram atingidas.
A saúde foi apontada como outra prioridade da administração. Com hospitais sobrecarregados e parte da estrutura comprometida, o governo informou que vítimas e pacientes de Chocó serão transferidos para Medellín, onde foi montada uma estrutura emergencial para ampliar o atendimento.
Para Pascal Drouhaud, presidente da associação Latfran e especialista em política latino-americana, a resposta à tragédia permitiu ao novo governo demonstrar capacidade de atuação e reforçar a presença do Estado.
“Seria impossível estar bem preparado para esta tragédia, levando-se em conta a intensidade do terremoto, mas é importante destacar que o governo marcou presença e reagiu imediatamente, diferentemente do que aconteceu durante o terremoto na Venezuela. O presidente colombiano fez um apelo à união nacional, como um Estado que age a serviço de todos, o que é coerente com a linha que ele definiu durante sua campanha”, avaliou.
O especialista também apontou diferenças entre o terremoto colombiano e o tremor que atingiu a Venezuela em junho. Apesar de apresentarem magnitudes semelhantes, o terremoto na Colômbia ocorreu a uma profundidade maior, de aproximadamente 100 quilômetros, enquanto o venezuelano foi registrado a cerca de 20 quilômetros. A profundidade contribuiu para reduzir parte dos impactos na superfície.
Em Cali, equipes de resgate formaram correntes humanas para remover os destroços com picaretas e outras ferramentas. Em determinados momentos, os socorristas pediam silêncio para tentar ouvir possíveis sinais de pessoas soterradas. A tragédia fez a população recordar o terremoto de 1999, que matou quase 1.200 pessoas na região.
Unidades de saúde também foram danificadas. A Organização Mundial da Saúde mencionou o colapso dos serviços de cardiologia e pediatria do Hospital Universitário del Valle. Como medida preventiva, as escolas públicas permaneceram fechadas na terça e na quarta-feira.
A tragédia provocou manifestações de solidariedade dentro e fora do país. O papa Leão XIV afirmou estar consternado e disse que rezava pelas vítimas. A cantora Shakira, natural de Barranquilla, publicou uma mensagem nas redes sociais em apoio às famílias afetadas.
México, Chile, Argentina e El Salvador estão entre os países que ofereceram ajuda à Colômbia. Os Estados Unidos anunciaram apoio de US$ 15,5 milhões, enquanto a União Europeia disponibilizou o sistema de satélites Copernicus para auxiliar as operações de resgate e avaliação dos danos.
O terremoto também foi sentido em áreas da Venezuela, em Quito, no Equador, e em províncias do Panamá. Os países atingidos estão localizados no Cinturão de Fogo do Pacífico, região de intensa atividade sísmica e vulcânica associada ao movimento das placas tectônicas de Nazca e do Caribe.
*Com Agências
BRASIL E MUNDO
Brasil celebra Nossa Senhora Aparecida; feriado nacional
O Brasil celebra nesta segunda-feira (12.10) o Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira oficial do país. O feriado nacional, que coincide com o Dia das Crianças, encerra o feriado prolongado iniciado na sexta-feira (9.10) e deve movimentar estradas, terminais rodoviários e templos em todo o território nacional.
A devoção à santa tem origem em outubro de 1717, às margens do rio Paraíba, em Guaratinguetá, no interior de São Paulo. Os pescadores Domingos Garcia, João Alves e José Alves haviam sido acionados para fornecer peixes ao banquete do conde de Assumar, então governador da capitania de São Paulo e Minas Gerais. Depois de horas de pesca sem resultado, João Alves retirou das águas o corpo de uma pequena imagem de barro e, em novo lançamento da rede, encontrou a cabeça da peça. Recolhida a imagem, a rede dos pescadores encheu de peixes.
A escultura de terracota, com cerca de 36 centímetros e coloração escura, representa Nossa Senhora da Conceição. Ficou conhecida como a santa que “apareceu” no rio — origem do nome Aparecida — e passou a atrair fiéis atraídos pelos relatos de graças e milagres atribuídos à imagem. Em 1904, ela foi coroada oficialmente, com uma coroa ofertada pela princesa Isabel.
A crescente romaria levou à construção, em 1745, de uma capela no Porto Itaguassú, local do achado. A devoção seguiu se espalhando pelo país e, em 1928, a então vila de Itaguassú passou a se chamar Aparecida. Em 1955 teve início a construção da Basílica Nacional, erguida para acolher o número cada vez maior de romeiros.
O reconhecimento oficial veio em etapas. Em 16 de maio de 1931, o presidente Getúlio Vargas declarou Nossa Senhora da Conceição Aparecida padroeira oficial do Brasil. Décadas depois, a Lei nº 6.802, de 1980, transformou o 12 de outubro em feriado nacional. No mesmo ano, o papa João Paulo II, em visita ao Brasil, consagrou a Basílica Nacional de Aparecida.
Hoje, o Santuário Nacional é o segundo maior templo católico do mundo, atrás apenas da Basílica de São Pedro, em Roma, com capacidade para cerca de 45 mil pessoas. O complexo recebe aproximadamente 12 milhões de romeiros por ano, e no dia da padroeira centenas de milhares de fiéis se deslocam até a cidade do Vale do Paraíba paulista para acompanhar as celebrações.
A programação inclui missas ao longo de todo o dia, além de romarias, caminhadas e motociatas que partem de diversas regiões do país. Paróquias de todos os estados também realizam celebrações próprias em honra à padroeira.
Com o feriado caindo na segunda-feira, o fim de semana prolongado deve intensificar a movimentação nas rodovias e nos terminais de passageiros, tanto de quem segue em peregrinação até o santuário quanto de quem aproveita a data para viajar.
-
AGRO & NEGÓCIO7 dias atrásEUA ampliam exportações de etanol e acirram concorrência com o Brasil
-
AGRO & NEGÓCIO7 dias atrásResultado das eleições no primeiro turno faz mercado comemorar e dólar recuar 4,12%
-
AGRO & NEGÓCIO6 dias atrásExpoAgro Capivari deve movimentar mais de R$ 6 milhões
-
AGRO & NEGÓCIO6 dias atrásProdutores negociam potássio para 2027/28 quase um ano antes do plantio
-
AGRO & NEGÓCIO6 dias atrásBanco Central: crédito rural para pessoas físicas teve inadimplência recorde de 9,7% em agosto
-
AGRO & NEGÓCIO6 dias atrásCúpula do agro liga inovação e rastreabilidade ao acesso a mercados
-
AGRO & NEGÓCIO5 dias atrásMercado externo absorve mais 6,3 milhões de toneladas de soja brasileira
-
AGRO & NEGÓCIO5 dias atrásNova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento



