Educação
Seduc busca identificar por que estudantes têm dificuldade em aprender Matemática
Trabalho com 3 mil professores analisa obstáculos enfrentados em sala de aula e desenvolve estratégias para melhorar a aprendizagem na Rede Estadual
Por que alguns estudantes conseguem realizar operações, mas encontram dificuldades para interpretar um problema? O que impede parte da turma de avançar de um conteúdo básico para outro mais complexo? E como o professor pode identificar se a dificuldade está no raciocínio, na compreensão da linguagem matemática ou na forma como o conteúdo foi apresentado?
A busca por respostas para essas questões mobiliza cerca de 3 mil professores de Matemática da Rede Estadual entre os dias 3 e 7 de agosto, em Cuiabá. O trabalho é desenvolvido pela Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT), por meio da formação Matemática é uma Boa Temática, que reúne profissionais de todas as Diretorias Regionais de Educação (DREs).
Mais do que apresentar novas metodologias, a proposta é analisar situações reais encontradas nas escolas e ajudar os educadores a identificar as causas das dificuldades de aprendizagem. A partir desse diagnóstico, serão construídas estratégias que possam ser aplicadas no cotidiano das salas de aula.
A programação foi organizada com palestras, oficinas, atividades práticas, debates e compartilhamento de experiências. Divididos em três grupos, os professores participam de estações de aprendizagem estruturadas conforme as demandas observadas nas diferentes regiões do Estado.
Durante a abertura, a secretária de Estado de Educação, Flávia Emanuelle Soares, explicou que a formação integra uma política voltada ao enfrentamento de um dos principais desafios da educação básica: garantir que todos os estudantes desenvolvam as habilidades matemáticas esperadas para cada etapa de ensino.
Segundo ela, o trabalho foi elaborado com a participação de professores da própria rede, formadores e especialistas, considerando dificuldades que aparecem diariamente nas escolas.
“Buscamos entender por que alguns estudantes têm dificuldade para aprender Matemática e, para isso, estamos construindo, junto com os professores, estratégias para mudar essa realidade”, afirmou.
A análise não se limita às notas das avaliações. Os professores são orientados a observar como o estudante organiza o raciocínio, interpreta os enunciados, utiliza conhecimentos anteriores e procura soluções para cada situação apresentada.
Professor de Matemática e secretário adjunto de Gestão de Pessoas da Seduc, Geonir Schnorr explicou que compreender o caminho percorrido pelo aluno até chegar a uma resposta é essencial para identificar onde está a dificuldade e definir a intervenção pedagógica mais adequada.
Segundo ele, o objetivo é permitir que o professor diferencie, por exemplo, uma dificuldade de cálculo de um problema de interpretação ou de uma lacuna em conteúdos que deveriam ter sido aprendidos em anos anteriores. “Com essa identificação, a escola pode planejar atividades mais direcionadas e acompanhar de maneira mais precisa o desenvolvimento de cada estudante”, completou.
A diretora da DRE de Sinop, Cristiane Signor, destacou que o trabalho também propõe uma aproximação entre a Matemática e situações vivenciadas pelos alunos. A intenção é mostrar como a disciplina está presente em decisões financeiras, medições, organização do tempo, tecnologia, construção civil, produção agrícola e em outras atividades cotidianas.
Entre os especialistas convidados está o professor Jorge Lira, da Universidade Federal do Ceará (UFC), pesquisador da área de educação matemática. Ele defendeu que a melhoria da aprendizagem depende da união entre o domínio do conteúdo e a capacidade pedagógica de ensiná-lo.
“Não basta fortalecer apenas o conteúdo ou apenas a metodologia. O desafio é articular os dois aspectos, sempre olhando para o que acontece dentro da sala de aula”, afirmou.
Ao longo da semana, os professores também compartilham experiências que já produziram resultados nas escolas, analisam diferentes formas de apresentar um mesmo conteúdo e discutem maneiras de acompanhar os avanços dos estudantes.
As estratégias desenvolvidas durante a formação serão levadas às unidades escolares. A expectativa é contribuir para aulas mais claras, contextualizadas e adequadas às necessidades das turmas, permitindo que as dificuldades sejam identificadas mais cedo e trabalhadas antes que comprometam a aprendizagem dos conteúdos seguintes.
Educação
UNIVAG abre mais de 1,5 mil vagas presenciais em Cuiabá
-
esportes7 dias atrásCuiabá busca empate com o Sport e sobe para a 14ª posição na Série B
-
AGRO & NEGÓCIO6 dias atrásSafra 26/27 deve começar sob excesso de chuva no Sul e seca no Centro-Oeste
-
AGRO & NEGÓCIO6 dias atrásBrasil pode unificar rastreabilidade para blindar soja e carne à China e à União Europeia
-
AGRO & NEGÓCIO6 dias atrásChuva atrasa colheita no Brasil e faz café subir mais de 3% em Nova York
-
AGRO & NEGÓCIO5 dias atrásColheita do algodão avança em Mato Grosso com alta produtividade
-
tce mt6 dias atrásTribunal de Contas busca solução para garantir repasses e manter atendimentos do Instituto Lions da Visão
-
Mato Grosso7 dias atrásTCE-MT e TRT-MT assinam acordo de cooperação técnica para otimizar recursos e qualificar agentes públicos
-
esportes5 dias atrásFluminense empata com o Bahia e chega ao quinto jogo sem vencer no Brasileirão




