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Saúde mental no centro da cultura organizacional

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 Por Manayra Lemes Rosa
 

Cada 1 dólar investido no tratamento da saúde mental nas empresas gera um retorno de 4 dólares, por meio de melhorias no bem-estar e na capacidade de trabalho do colaborador, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Isso significa que cuidar da saúde mental não é apenas uma obrigação ética e humanizada, mas uma estratégia de sustentabilidade do negócio no século 21.

Nesse sentido, a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), do Ministério do Trabalho e Emprego, surgiu como um convite às empresas para reavaliar sua cultura organizacional e construir ambientes emocionalmente seguros, com mais diálogo e engajamento. Mas, para isso acontecer, é essencial fortalecer inúmeras ações e criar canais de escuta e acolhimento.

Como psicóloga e implementadora da NR-1, atendo empresas que desejam sair do piloto automático, se adequar à norma e construir um ambiente verdadeiramente saudável, produtivo e seguro. Isso significa olhar com profundidade para fatores como sobrecarga, assédio, insegurança emocional, conflitos interpessoais e esgotamento, que muitas vezes estão silenciados nos bastidores e geram afastamentos, queda de produtividade e alto turnover.

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Afinal, como transformar essa diretriz em prática real? Meu trabalho é dividido em duas grandes fases: mapear os riscos psicossociais que impactam diretamente o clima organizacional e propor ações contínuas e estratégicas para a promoção da saúde mental, com iniciativas educativas, acolhimento psicológico, escuta ativa e desenvolvimento de lideranças e colaboradores emocionalmente conscientes.

Tudo isso, claro, observando fatores que influenciam o clima organizacional, os padrões de relacionamento e o reconhecimento de sinais de adoecimento emocional, com base em sintomas e comportamentos recorrentes. A efetividade desse processo depende do treinamento das lideranças, para que atuem com escuta qualificada, empatia e responsabilidade, além da criação de espaços seguros e sigilosos.

Outro ponto essencial é construir a autonomia da empresa, para que as ações de saúde mental sejam sustentáveis mesmo sem a presença constante de um profissional da psicologia. Com um método estratégico, é possível sair da lógica de apagar incêndios e migrar para uma gestão preventiva, humana e orientada por dados. Os resultados são claros: menos afastamentos, mais produtividade e um ambiente que favorece a criatividade, a boa comunicação e a tomada de decisões conscientes.

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Os números confirmam a urgência: o Brasil lidera o ranking global de transtornos de ansiedade, segundo a OMS, e os distúrbios mentais já são a principal causa de afastamento do trabalho no país. O custo médio por afastamento emocional ultrapassa os R$ 11,5 mil por colaborador.

Portanto, cuidar da mente é cuidar do negócio. Nessa perspectiva, a NR-1 deixa de ser uma “obrigação burocrática” para ser uma oportunidade estratégica de valorização das pessoas e fortalecimento da organização, fortalecimento de uma cultura organizacional que atrai e retém talentos e gera resultados sustentáveis em longo prazo. O momento de cuidar é agora, com método, com intenção e com prioridade, vamos juntos viver essa jornada!

Manayra Lemes Rosa é psicóloga clínica, implementadora da NR-1 em empresas e organizações.
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Pets na escola: estratégia pode contribuir para autorregulação e aprendizagem

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Por Luciana Brites

Autorregulação é a capacidade de regular emoções, atenção e comportamento. Esse tema tem ganhado mais espaço nas discussões sobre estratégias educacionais. Com isso, a educação assistida por animais (EAA) surge como uma possibilidade de apoio ao desenvolvimento acadêmico e socioemocional de crianças e adolescentes.

A presença de um animal em ambiente escolar pode oferecer companhia, afeto e estímulos que tornam o processo de aprendizagem mais prazeroso e motivador. Quando selecionados e treinados adequadamente, eles contribuem para a criação de um ambiente seguro, favorecendo a redução da ansiedade, aumento da empolgação e melhor adaptação diante de desafios acadêmicos e comportamentais.

Os pets devem ser selecionados e preparados para o ambiente educacional. O uso deles em sala de aula requer seleção baseada em temperamento, saúde e treinamento para garantir segurança e diminuir risco de doenças.

Esse tipo de recurso pode auxiliar no ensino ao proporcionar experiências lúdicas que estimulam interação e comunicação verbal. A convivência com o animal tende a facilitar a realização de tarefas, incentivar a linguagem e a expressão de significados.

Conforme estudos da Psicologia e Educação, práticas de Intervenção Assistida por Animais (IAA) estão associadas a benefícios psicológicos que incluem diminuição do estresse, sensação de afeto e maior bem-estar; melhora na atenção, diminuição de comportamentos disruptivos e aumento da motivação dos alunos. O educador pode usar a presença do pet como meio positivo para reforçar aprendizagens, propor tarefas que envolvam cuidado e observação, além de valorizar o prazeroso vínculo entre criança e animal.

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As atividades que promovem ludicidade costumam ser eficazes, como, por exemplo, leitura para pets, cuidados rotineiros, observação científica e jogos de linguagem. Essas ações estimulam comunicação verbal, linguagem, estabelecimento de significados e permitem que os alunos interajam de forma positiva, tornando o aprendizado mais concreto e significativo.

As escolas devem consultar regulamentações locais, institutos especializados, exigir vacinação, exames de saúde e registros para prevenir doenças. Também devem obter consentimento de pais e responsáveis, avaliar alergias e ainda definir protocolos de higiene e manejo para tornar o uso dos animais seguro no ambiente educacional.

Quando integrada de forma planejada e segura, a presença de animais no ambiente escolar pode atuar diretamente na autorregulação, atenção, comportamento e aprendizagem, ampliando possibilidades de desenvolvimento emocional, social e acadêmico dos estudantes.

 Luciana Brites é CEO do Instituto NeuroSaber, psicopedagoga, psicomotricista, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestre em Distúrbios do Desenvolvimento pelo Mackenzie, palestrante e autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem. Instituto NeuroSaber https://institutoneurosaber.com.br

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