AGRO & NEGÓCIO
Beckhauser inaugura laboratório de PD&I com foco no futuro da pecuária
A Beckhauser inaugurou nesta terça-feira (04.08), em Maringá, o BeckLab, centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) criado para desenvolver soluções voltadas ao avanço da pecuária brasileira. O espaço terá atuação em novos produtos, inovação aberta e fortalecimento da cultura inovadora da empresa, com projetos alinhados aos princípios da pecuária regenerativa.
Com a inauguração, a Beckhauser também passou a ser a primeira empresa âncora do MaringaTech. A iniciativa amplia a participação da companhia no ecossistema regional de inovação e aproxima a indústria de universidades, startups e outros agentes envolvidos na criação de tecnologias para o agronegócio.
O laboratório recebeu um investimento inicial de R$ 1,5 milhão. A expectativa é que o aporte alcance R$ 3,5 milhões nos próximos dois anos, incluindo recursos para eventos, consultorias, capacitações e formação da equipe responsável pelas atividades do espaço.
Segundo a CEO da Beckhauser, Mariana Beckheuser, a criação do BeckLab representa uma nova etapa na trajetória da empresa e reforça a busca por modelos colaborativos de inovação.

“O laboratório nasceu do nosso desejo de dar um passo importante em direção ao futuro. Valorizamos profundamente tudo o que nos trouxe até aqui e entendemos que é hora de explorar novas formas de inovar, seguindo no caminho da transição do modelo fechado para o aberto, fortalecendo ainda mais a colaboração, que é um dos nossos valores”, afirmou.
A escolha do MaringaTech, de acordo com a executiva, foi estratégica. Além de estar localizado na cidade onde a empresa mantém sua sede, o parque reúne um ambiente de startups em expansão, a presença da Universidade Estadual de Maringá e uma vocação industrial voltada às áreas de agro, saúde e indústria limpa.
Novo modelo de inovação
Para Tiago Beckheuser, coordenador do projeto e da estratégia de inovação da empresa, o BeckLab modifica a forma como a companhia desenvolve novas ideias. Até então, os projetos eram conduzidos principalmente em conjunto com a engenharia e dentro da fábrica.
Com o novo centro, a empresa pretende criar um ambiente exclusivo para experimentação, reunindo profissionais de diferentes áreas, novos talentos, conhecimentos de campo, design e engenharia.
“É quase como inovar no próprio jeito de inovar. Até hoje, a inovação ocorria na Beckhauser integrada à engenharia, dentro da fábrica. Com o BeckLab, criamos um espaço exclusivo para pensar e experimentar o novo, unindo design, engenharia e conhecimento de campo a profissionais da empresa e a novos talentos”, explicou.
Ainda segundo Tiago, a participação no MaringaTech deve ampliar a colaboração e democratizar o acesso à inovação. A proposta é desenvolver soluções capazes de transformar a cadeia produtiva de maneira mais humana, inteligente e sustentável.
Projeto começou a ser estruturado em 2022
A instalação do BeckLab começou a ser planejada em 2022 e avançou oficialmente em 2025, quando a Beckhauser apresentou o projeto ao prefeito de Maringá, Silvio Barros. Na ocasião, a Prefeitura formalizou o endosso ao contrato para implantação do laboratório no MaringaTech.
O acordo consolidou a parceria entre a empresa e o parque tecnológico. Participaram do encontro o presidente do MaringaTech, Carlos Valter Martins Pedro; a gestora do parque, Ana Paula Freitas; o presidente do Conselho da Beckhauser, José Carlos Beckheuser; a CEO Mariana Beckheuser; e o coordenador do projeto, Tiago Beckheuser.
O anúncio público da iniciativa ocorreu durante o encerramento da Inovaweek Maringá 2025, quando o projeto foi apresentado à comunidade e aos representantes do ecossistema de inovação regional.
A inauguração também integra as comemorações pelos 56 anos de trajetória da Beckhauser, celebrados em 2025, e marca um novo ciclo na estratégia da companhia.
Atuação no setor pecuário
A Beckhauser desenvolve, industrializa e divulga tecnologias voltadas à pecuária sustentável. Seu portfólio inclui equipamentos tradicionais e automatizados para manejo e contenção bovina, utilizados desde as propriedades rurais até os frigoríficos.
A empresa também mantém parcerias voltadas a sistemas de controle e pesagem eletrônica, com soluções direcionadas ao aumento da produtividade, à qualidade dos processos e ao bem-estar de animais e profissionais.
AGRO & NEGÓCIO
Calor coloca rebanhos de quatro Estados em risco até domingo
O calor e a baixa umidade devem aumentar o risco de estresse térmico nos rebanhos de Mato Grosso, Rondônia, sul do Amazonas e oeste do Pará até domingo (09.08). A situação pode reduzir o ganho de peso, afetar a produção de leite e comprometer o desempenho reprodutivo dos animais.
O alerta foi divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), com base no módulo de Conforto Térmico Bovino (CTB) do Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (Sisdagro). A previsão aponta aumento gradual das áreas classificadas nas categorias de perigo e emergência.
Porto Velho, em Rondônia, deve enfrentar uma das situações mais críticas, com índices elevados durante praticamente todo o período. Lábrea, no Amazonas, deve oscilar entre alerta e perigo. Em Juara, em Mato Grosso, e São Félix do Xingu, no Pará, a condição pode passar de alerta para perigo no domingo.
O sistema utiliza o Índice de Temperatura e Umidade (ITU), que combina as duas variáveis para medir o nível de desconforto dos bovinos. Quanto maior o índice, mais dificuldade o animal encontra para eliminar o calor acumulado no organismo.
Vacas em lactação, bovinos de alta produtividade e animais mantidos em sistemas intensivos são os mais vulneráveis. Entre os sinais de estresse estão respiração ofegante, salivação excessiva, apatia e redução do consumo de água e alimento.
O Inmet recomenda manter água limpa e fresca disponível durante todo o dia, garantir sombra natural ou artificial e concentrar a alimentação nas primeiras horas da manhã ou no fim da tarde. Transporte, vacinação e outros manejos devem ser evitados nos horários de maior calor.
Em Corumbá, em Mato Grosso do Sul, o risco deve permanecer entre atenção e alerta. No Sul, em grande parte do Sudeste e no leste do Nordeste, as condições previstas são mais favoráveis ao conforto dos rebanhos.
Fonte: Pensar Agro
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