Mato Grosso
Raoni deixa hospital em Sinop e segue para tratamento em São Paulo
O cacique Raoni Metuktire, de 94 anos, foi transferido na manhã desta sexta-feira (19.06) de Sinop (480 km da capital, Cuiabá) em Mato Grosso, para São Paulo, onde dará continuidade ao tratamento médico no Hospital São Paulo, ligado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). A decisão foi tomada pela equipe responsável após a melhora do quadro clínico do líder indígena.
Raoni estava internado desde o último domingo (14) no Hospital e Maternidade Dois Pinheiros, em Sinop, para onde foi levado após apresentar um episódio de vômito em sua residência, na região de Peixoto de Azevedo, no norte de Mato Grosso. Antes da internação, ele recebia visitas de lideranças indígenas e pajés de seu povo.
Durante a permanência na unidade, o cacique passou por exames e foi submetido a uma endoscopia digestiva alta na terça-feira (17). Segundo os médicos, o procedimento ocorreu sem intercorrências e a evolução clínica permitiu a retirada do paciente da Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A transferência para a capital paulista foi realizada em uma aeronave disponibilizada pelo Governo de Mato Grosso, com suporte de equipes médicas e acompanhamento de familiares. No momento do embarque, Raoni encontrava-se consciente, orientado e respirando sem necessidade de ventilação mecânica.
No Hospital São Paulo, o líder indígena seguirá sendo acompanhado por especialistas da Unifesp, instituição que há décadas participa do monitoramento de sua saúde.
Reconhecido internacionalmente pela defesa dos povos indígenas e da preservação da floresta, Raoni é uma das principais lideranças indígenas do Brasil e uma referência histórica na luta pelos direitos dos povos originários.
Mato Grosso
Mato Grosso tem 145,7 mil analfabetos segundo o IBGE
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na manhã desta sexta-feira (19.06) os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua Educação), que mostram que o Brasil tinha 8,4 milhões de pessoas com 15 anos ou mais que não sabiam ler e escrever em 2025. A taxa de analfabetismo ficou em 4,9%, a menor da série histórica e, pela primeira vez, abaixo de 5%.
Em Mato Grosso, o levantamento indica 145,7 mil pessoas analfabetas nessa faixa etária, o equivalente a uma taxa de 3,8%. O resultado coloca o estado abaixo da média nacional, mas ainda acima do índice registrado no Centro-Oeste, de 3,3%, região que concentra os menores níveis de analfabetismo do país.
No Brasil, pessoas com 60 anos ou mais representam 58% de todos os analfabetos, somando 4,8 milhões de idosos. Nesse grupo, a taxa chega a 13,8%, mais de cinco vezes superior à registrada entre pessoas de 15 a 59 anos, de 2,6%.
As desigualdades também aparecem no recorte racial. Entre pessoas brancas com 15 anos ou mais, 2,8% eram analfabetas em 2025, enquanto entre pretos ou pardos o índice sobe para 6,5%. Entre os idosos, a diferença é ainda maior: 20,6% entre pretos ou pardos contra 7,3% entre brancos.
O levantamento mostra ainda uma mudança inédita nesse grupo etário: pela primeira vez, a taxa de analfabetismo entre mulheres com 60 anos ou mais ficou ligeiramente abaixo da registrada entre homens, com 13,7% e 14,1%, respectivamente.
Apesar das desigualdades, os dados apontam avanço no nível de escolaridade da população adulta. Mais da metade dos brasileiros pretos ou pardos com 25 anos ou mais concluiu pelo menos o ensino médio, índice que chegou a 51,3% em 2025. Entre brancos, o percentual é de 64,9%.
No total da população com 25 anos ou mais, 57,4% tinham ensino médio completo ou mais, contra 46% em 2016. O ensino superior também avançou e alcançou 21,4% dos adultos.
Entre jovens de 15 a 29 anos, 8,2 milhões não estudavam nem trabalhavam em 2025, o equivalente a 17,5% dessa faixa etária. Embora o número tenha recuado em relação a anos anteriores, a desigualdade persiste entre homens e mulheres e entre diferentes grupos raciais.
O estudo também reforça as diferenças regionais no país, com maior concentração de analfabetismo no Nordeste e as menores taxas no Sul e Sudeste. No Centro-Oeste, o índice médio de 3,3% reforça a posição da região entre as de menor analfabetismo do Brasil.
Apesar da melhora geral, o analfabetismo segue concentrado entre os mais velhos. Pessoas com 60 anos ou mais respondiam por 58% de todos os analfabetos do país, o equivalente a 4,8 milhões de idosos. Nesse grupo, a taxa chegou a 13,8%, mais de cinco vezes superior à registrada entre pessoas de 15 a 59 anos, de 2,6%.
A desigualdade regional também segue marcada. Mais da metade dos analfabetos está no Nordeste, onde vivem 4,8 milhões de pessoas nessa condição. A taxa da região é de 10,6%, mais que o dobro da média nacional. No Norte, o índice é de 5,7%, enquanto as menores taxas foram registradas no Sudeste (2,3%) e no Sul (2,4%). No Centro-Oeste, a taxa é de 3,3%.
Os dados mostram ainda diferenças por raça. Entre pessoas brancas com 15 anos ou mais, 2,8% eram analfabetas em 2025. Entre pretos ou pardos, o índice sobe para 6,5%. Entre idosos, a distância é ainda maior: 20,6% entre pretos ou pardos contra 7,3% entre brancos.
A pesquisa indica também uma mudança inédita entre os idosos: pela primeira vez, a taxa de analfabetismo entre mulheres com 60 anos ou mais ficou ligeiramente abaixo da registrada entre homens, com 13,7% e 14,1%, respectivamente.
Apesar das desigualdades, o levantamento aponta avanço no nível de escolaridade da população. Mais da metade das pessoas pretas ou pardas com 25 anos ou mais concluiu pelo menos o ensino médio, índice que chegou a 51,3% em 2025. Entre brancos, o percentual é de 64,9%.
No total da população adulta, 57,4% tinham ensino médio completo ou mais, ante 46% em 2016. O ensino superior também avançou e chegou a 21,4% dos adultos.
Entre crianças de 0 a 3 anos, 41,7% frequentavam creche ou escola, ainda abaixo da meta do Plano Nacional de Educação, que previa ao menos 50%. No ensino fundamental, a frequência chegou a 96,1% entre crianças de 6 a 14 anos, enquanto no ensino médio o índice ainda é menor entre meninos e entre jovens pretos ou pardos.
Os dados mostram ainda que 17,5% dos jovens de 15 a 29 anos não estudavam nem trabalhavam em 2025, o equivalente a 8,2 milhões de pessoas. Embora o número tenha caído em relação a anos anteriores, a desigualdade persiste: a condição atinge 22,8% das mulheres jovens, contra 12,4% dos homens.
No recorte por cor ou raça, 19,8% dos jovens pretos ou pardos estavam fora da escola e do mercado de trabalho, acima dos 14% registrados entre brancos.
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