Mato Grosso
Mauro Mendes defende continuidade da gestão e promete “12 anos de prosperidade” em Mato Grosso
Em discurso no primeiro ato da campanha eleitoral, o candidato ao Senado Mauro Mendes (União Brasil) defendeu a continuidade do modelo de gestão adotado nos últimos sete anos e afirmou que Mato Grosso deve buscar 12 anos de prosperidade.
A largada oficial neste domingo (16.08) foi em Lucas do Rio Verde, base política de Otaviano Pivetta (Republicanos), candidato ao Governo do Estado e ex-prefeito do município por três mandatos.
“Não é sobre Mauro Mendes, não é sobre Pivetta, não é sobre qualquer um desses candidatos que aqui estão. Essas eleições são para o futuro que nós queremos nesse Mato Grosso. Vamos lutar a boa luta, vamos falar a verdade, vamos conquistar mentes e corações, e fazer desta batalha, uma batalha não por nós, mas acima de tudo, pelo nosso Mato Grosso”, discursou.
O ex-governador lembrou a parceria com Pivetta, que começou na eleição de 2010, quando os dois disputaram o Governo do Estado, e foi retomada em 2018. Para Mauro, a eleição deste ano representa a possibilidade de dar continuidade aos resultados alcançados nos últimos anos e evitar o retorno da velha política, marcada por promessas sem entregas.
“E nós queremos a gente séria que cuide bem desse dinheiro e que nos dê a sensação real e verdadeira que a nossa vida em Mato Grosso está melhorando, em nome de Jesus”.
Mauro também citou obras e resultados da gestão, como a recuperação da BR-163, os mais de 7 mil quilômetros de rodovias asfaltadas e os investimentos realizados em parceria com os municípios.
“Vamos encontrar escolas públicas melhores do que as escolas privadas, vamos encontrar lá em Cuiabá e em Alta Floresta, hospitais públicos melhores do que os hospitais privados”, afirmou.
Por sua vez, o governador Otaviano Pivetta destacou o simbolismo de iniciar a campanha em Lucas do Rio Verde, cidade onde construiu sua trajetória política. Ele lembrou a parceria com Mauro Mendes e citou como exemplo a atuação dos dois na solução para a concessão da BR-163.
“Uma coisa que jamais seria pensada, que é o Estado de Mato Grosso comprar uma concessionária privada por um real, mas um real, e fazer uma engenharia técnica e financeira, assumir o compromisso que na época nós não tínhamos muita segurança.”
Velha política
No discurso, Pivetta fez uma crítica contundente em relação à situação de Várzea Grande. Morador de Cuiabá, o governador disse que toda a semana ela vai a Várzea Grande e ficou incomodado com um problema de décadas da cidade: a falta de água aos moradores. Ele criticou a sucessão de administrações que, segundo ele, não conseguiu melhorar as condições de vida da população.
“Eu toda vez que eu vou a Várzea Grande eu me emociono, porque não é possível, não é possível que os sucessores, a sucessão de gestores dos últimos sei lá, 100 anos, deixaram uma cidade tão ruim para o povo viver, que maltrata tanto aquele povo. Isso dói no meu coração, Mauro”.
Para mudar essa realidade, ele defendeu uma intervenção para resolver o problema do abastecimento de água em Várzea Grande.
“Quando eu falei que nós íamos entrar em Várzea Grande com a aliança da água, não é brincadeira, não é por causa da campanha política, é porque foi o momento em que eu senti isso como governante, eu fui tocado e fui obrigado a fazer aquilo, porque se eu não fizesse eu seria um covarde.”
O ato em Lucas do Rio Verde também reuniu ainda a candidata à vice-governadora Gisela Simona (União Brasil), a candidata ao Senado, Margareth Buzetti, o também candidato ao Senado Antonio Galvan (Avante), além de deputados, prefeitos, lideranças políticas e candidatos.
Mato Grosso
Hospital Central de MT é o primeiro do país a operar dois equipamentos coração-pulmão de nova geração
O centro cirúrgico do Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso, em Cuiabá, passou a contar com dois equipamentos de circulação extracorpórea com tecnologia inédita no Brasil. A unidade é a primeira do país a colocar em funcionamento máquinas desse modelo, que monitoram parâmetros do paciente em tempo real e realizam exames sanguíneos durante as cirurgias cardíacas.
Conhecido como aparelho coração-pulmão, o equipamento substitui temporariamente as funções do coração e dos pulmões enquanto o paciente é submetido a determinados procedimentos. A tecnologia pode ser utilizada em cirurgias de pacientes com insuficiência coronariana, vítimas de infarto, crianças com cardiopatias congênitas, entre outros casos de alta complexidade.
Ao todo, existem cinco máquinas desse tipo no Brasil. As duas instaladas no Hospital Central foram as primeiras a entrar em operação no país.
Segundo o coordenador do centro cirúrgico da unidade, Iuri Tamasauskas, os aparelhos possuem sensores de segurança que acompanham o fluxo sanguíneo e outros parâmetros durante todo o procedimento.
“Esse equipamento é atualmente a mais moderna tecnologia para circulação extracorpórea no mundo. Ele tem vários sensores de segurança, que monitoram fluxo e diversos outros parâmetros durante a cirurgia. Essa máquina tem, inclusive, análise laboratorial e gasométrica em tempo real durante a cirurgia”, explicou.
A gasometria verifica os níveis de oxigênio, gás carbônico e a acidez do sangue. Em equipamentos convencionais, a equipe precisa retirar amostras de sangue periodicamente e encaminhá-las para análise. Com a nova tecnologia, o procedimento é realizado de forma automática durante a perfusão, etapa em que o sangue circula pelo organismo enquanto o coração e os pulmões têm suas funções temporariamente substituídas.
A tecnologia instalada no Hospital Central é reconhecida pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular e pela Sociedade Brasileira de Circulação Extracorpórea por atender às diretrizes de segurança estabelecidas pelas entidades.
O centro cirúrgico do hospital possui 11 salas. Uma delas é destinada a cirurgias robóticas e outra a procedimentos minimamente invasivos realizados com o auxílio de um aparelho de hemodinâmica.
Para a diretora do Hospital Central, Alessandra Bokor, a incorporação de equipamentos avançados é fundamental para uma unidade voltada à realização de procedimentos de alta complexidade.
“A vocação de um hospital de alta complexidade é realizar cirurgias que requerem procedimentos minuciosos, muito especializados, e poder contar com o que há de mais moderno torna a assistência ainda mais qualificada para a população de Mato Grosso”, afirmou.
O Hospital Central de Alta Complexidade é uma unidade pública estadual administrada pelo Hospital Israelita Albert Einstein. O atendimento é realizado integralmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e os pacientes são encaminhados pela Central Estadual de Regulação.
Sobre o Einstein
O Einstein Hospital Israelita é considerado o 16º melhor hospital do mundo e o 1º da América Latina, segundo o ranking The World’s Best Hospitals 2026, elaborado pela revista Newsweek em parceria com a empresa de dados Statista Inc. Com sede em São Paulo, a organização, fundada em 1955, é referência em assistência, pesquisa, inovação e ensino, com base na responsabilidade social. Há 25 anos, atua no Sistema Único de Saúde (SUS) por meio da gestão de unidades públicas — que contemplam, hoje, além de hospitais, unidades de atenção primária, Centros de Atenção Psicossocial, Serviços de Residência Terapêutica, unidades de atenção ambulatorial especializada e serviços de urgência e emergência — e da execução de projetos por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS).
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