Educação
Programa Finanças na Mochila forma educadores e já impacta mais de 200 mil pessoas na rede estadual
Parceria entre Sicredi e Seduc-MT começou este ano com objetivo de incluir o conteúdo nas escolas de forma mais próxima à realidade dos estudantes e suas famílias
Professores formadores de matemática, pontos focais da Coordenadoria Pedagógica da Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) e assessores do Sicredi participam, entre os dias 7 e 9 de julho, de uma nova etapa da implementação do Programa Finanças na Mochila, iniciativa que prepara educadores para trabalhar a educação financeira nas escolas estaduais a partir de situações do dia a dia dos estudantes. A atividade reúne 90 pessoas, na sede da Central Sicredi Centro Norte, em Cuiabá.
A implementação do Programa Finanças na Mochila na rede estadual de Mato Grosso já impacta mais de 200 mil pessoas diretamente. O alcance inclui 16 assessoras pedagógicas, 50 formadores das Diretorias Regionais de Educação e da Seduc, 4.563 professores de Matemática dos 4º ao 9º ano do Ensino Fundamental e 196.740 estudantes da rede estadual. Além disso, 13.866 pessoas da comunidade escolar já participaram das oficinas realizadas dentro da proposta do programa.
A formação dá continuidade ao trabalho iniciado no começo do ano. Segundo a gerente de Sustentabilidade e Cooperativismo do Sicredi, Daniela Lepinsk Romio, o encontro tem como foco fortalecer a rede de formadores e apoiar a integração da educação financeira ao cotidiano escolar de forma prática e permanente.
“A educação financeira vai muito além de aprender a lidar com dinheiro. No Sicredi, entendemos que a prosperidade é construída quando as pessoas têm conhecimento para tomar decisões mais equilibradas e sustentáveis. Falamos de desenvolver competências para a vida, ajudando crianças e jovens a refletirem sobre escolhas, motivações, prioridades, planejamento, consumo consciente e impactos das suas decisões no presente e no futuro. Formar cidadãos financeiramente conscientes contribui para ampliar a autonomia, fortalecer o senso de responsabilidade e promover uma participação mais ativa na sociedade”, destaca.
Segundo ela, a formação busca preparar os profissionais que vão multiplicar o conteúdo entre os professores da rede estadual e apoiar a inserção da educação financeira na grade curricular. “Nós esperamos ver professores utilizando situações reais vividas pelos estudantes para estimular reflexões, diálogos e aprendizados que façam sentido para a sua própria realidade, conectando o tema ao currículo e às experiências do dia a dia. A educação financeira é um dos temas contemporâneos transversais da BNCC (Base Nacional Comum Curricular) e, por isso, nosso grande objetivo com o Finanças na Mochila é que ela deixe de ser trabalhada em ações pontuais se torne uma prática permanente, algo que leva para sempre na bagagem”, ressalta.
Programação
A programação da Formação Continuada foi estruturada para aprofundar, de forma progressiva, os principais eixos do Programa Finanças na Mochila. No dia 7, os participantes discutiram os temas de educação financeira e suas conexões com o cotidiano, considerando também o desenvolvimento biopsicossocial das crianças.
No dia 8, o trabalho é voltado à apresentação e exploração dos novos recursos pedagógicos do programa, incluindo os Mapas da Educação Financeira e a Coletânea de Inspirações Pedagógicas. A proposta é aproximar os educadores dos materiais que irão apoiar o planejamento e a aplicação das atividades nas escolas.
No dia 9, último dia da formação, a programação é dedicada à consolidação das discussões realizadas ao longo do encontro, com foco nas bases das construções coletivas, nos desafios identificados e nas possibilidades de aplicação do programa na rede estadual.
Luiz Henrique Cabral Generoso, professor de Matemática e assessor técnico pedagógico da Seduc-MT, destaca que a formação tem importância sem precedentes para professores e estudantes. “Hoje, temos a maior formação na área de educação financeira do Estado, contemplando mais de 590 unidades escolares. Aproximadamente 196 mil estudantes serão impactados pela ação, que também prevê a formação de cerca de 3,5 mil profissionais da educação”, afirma.
Segundo ele, a formação envolve professores de Matemática, professores da unidocência e profissionais de apoio especializado. “O objetivo é levar a educação financeira aos estudantes e professores, promovendo o letramento financeiro. A partir da formação, eles passam a compreender a necessidade do planejamento, da poupança e do conhecimento sobre tomada de crédito. Mais importante ainda é perceber que a educação financeira vai além da matemática financeira, pois as ideias de planejamento e organização pessoal fazem parte do desenvolvimento completo do ser humano”, completa.
Além das atividades formativas, a imersão inclui momentos de troca e construção coletiva entre os participantes. Para organizar as contribuições e registrar as atividades desenvolvidas pelo grupo, a formação conta com o apoio da plataforma interativa Padlet, utilizada ao longo dos três dias.
Para a secretária de Estado de Educação, Flávia Soares, quando a educação financeira chega à escola de forma planejada deixa de ser apenas um conteúdo e passa a fazer parte da formação integral dos estudantes. “O Programa Finanças na Mochila aproxima o tema da realidade das crianças, dialoga com o cotidiano das famílias e fortalece o trabalho pedagógico dos professores”.
Ela acrescenta que esta segunda formação, em parceria com a Fundação Sicredi, é mais um passo para que professores formadores, assessores e equipes pedagógicas levem esse conhecimento às salas de aula com intencionalidade, sensibilidade e impacto na vida dos estudantes.
Educação
Estudantes de Cuiabá assumem papel de diplomatas, parlamentares e jornalistas em simulação da ONU
Em sua 7ª edição, iniciativa do Colégio Maxi estimula alunos a debater questões nacionais e internacionais e desenvolver habilidades como argumentação, negociação, comunicação e pensamento crítico
Entender conflitos mundiais, defender os interesses de uma nação, negociar soluções, discutir os desafios do Brasil e acompanhar os acontecimentos como jornalistas. Alunos do Colégio Maxi, em Cuiabá, vivenciam essas experiências na 7ª edição do Maxi-Múndi, projeto que aproxima os estudantes de grandes debates da agenda nacional e internacional.
A iniciativa é dividida em três frentes: Modelo ONU, Modelo Legislativo e Imprensa Estudantil. Em cada uma delas, os alunos assumem diferentes responsabilidades e são desafiados a pesquisar, argumentar, negociar, produzir conteúdo e compreender diferentes pontos de vista.
No Modelo ONU, os estudantes representam países e defendem seus interesses em discussões internacionais, após pesquisarem aspectos históricos, políticos, econômicos e sociais de cada nação.
No Modelo Legislativo, vivenciam a dinâmica do Congresso Nacional, representando parlamentares da Câmara dos Deputados e do Senado Federal em debates sobre temas atuais do Brasil. A experiência permite compreender, na prática, o funcionamento das instituições e a construção de decisões políticas.
Já na Imprensa Estudantil, os alunos atuam como jornalistas, acompanhando os debates, realizando entrevistas e produzindo matérias sobre os principais acontecimentos. O exercício desenvolve escrita, interpretação, comunicação, capacidade de síntese e análise crítica das informações.
Mais do que uma atividade acadêmica, o Maxi-Múndi busca ampliar o repertório dos jovens e colocá-los diante de perspectivas diferentes das suas. A experiência estimula competências como oratória, liderança, negociação, trabalho em equipe e respeito ao contraditório.
Para Júlia Fernandes, que participa pela segunda vez e nesta edição atua como diretora, esse é um dos principais diferenciais do projeto.
“Quando assumimos o papel de um país, precisamos deixar de lado apenas aquilo que pensamos e compreender aquela realidade, seus interesses e seu ponto de vista. Isso amplia nossa visão de mundo e nos ensina a argumentar, ouvir e negociar”, destaca.
SENSO CRÍTICO
O projeto integra a proposta educacional do Colégio Maxi, instituição do Grupo Salta Educação, de associar o conhecimento acadêmico ao desenvolvimento de habilidades importantes para a formação dos estudantes.
Antes das simulações, os participantes pesquisam os temas em debate, estudam o posicionamento dos países, analisam as pautas legislativas e se preparam para a cobertura jornalística.
A proposta reproduz desafios encontrados em ambientes diplomáticos, políticos e jornalísticos: interpretar informações, construir argumentos, ouvir posições divergentes, fazer perguntas e buscar soluções diante de diferentes interesses.
Em sua 7ª edição, o Maxi-Múndi reforça o protagonismo juvenil e contribui para formar estudantes mais preparados para compreender, questionar, comunicar e participar dos grandes debates do Brasil e do mundo.
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