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Prefeitura e Câmara Municipal realizam mutirão de atendimentos
Os atendimentos foram: psicológico, vacinação de rotina, vacinação anti-rábica, reunião do grupo anti tabagismo e a apresentação do médico para a população. Atendeu mais de 65 pessoas com vacinas diversas
Da Assessoria
São Felix do Araguaia realiza mutirão de atendimentos
A Prefeitura de São Félix do Araguaia com apoio da Câmara Municipal de Vereadores realizou no último sábado (27) no Distrito de Espigão do Leste um grande mutirão que contou com vários atendimentos, emissão de documentos e palestras.
A secretaria municipal de Saúde realizou atendimento psicológico, vacinação de rotina, vacinação anti-rábica, reunião do grupo anti tabagismo e a apresentação do médico para a população do distrito. Atendeu mais de 65 pessoas com vacinas contra paralisia infantil, tétano, febre amarela, e HPV.
A secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social através do CREAS juntamente com a secretaria de Saúde promoveram uma roda de conversa com o grupo de gestantes do distrito que teve como objetivo estabelecer com as gestantes linhas de cuidados com sua gestação e cuidados com o bebê, a roda de conversa teve a participação da prefeita Janailza e do médico Lázaro que já está atendendo a população do Distrito. Inclusão de novas famílias no CAD-ÚNICO, atualização do cadastro único para os idosos que recebem o beneficio de prestação continuada – BPC, confecção da carteira do idoso e carteirinha ID para jovens de 15 a 29 anos, confecção de mais de 50 carteiras de trabalho digital, alistamento militar entrega dos Certificado de Dispensa de Incorporação Militar (CDI), confecção de atestado de desobrigação e vários outros serviços que foram oferecidos pela Administração Municipal a população do Distrito.
O mutirão contou com a presença da prefeita Janailza Taveira Leite do Deputado Estadual Baiano Filho, Presidente da Câmara Municipal de Vereadores Antônio Augusto Miranda, Subprefeito Américo Alves Costa, Vereadores, Secretários e a participação de funcionários da prefeitura.
“Nem sempre as pessoas que moram longe têm condições de comparecer à cidade para regularizar sua situação por isso realizamos esse mutirão aqui em Espigão do Leste com a participação de várias secretarias que trouxeram os serviços a essa comunidade” afirmou a Prefeita Janailza Taveira Leite.
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Fazenda Jacobina guarda relíquias do Brasil Imperial e abrigou o médico da Sabinada
Por João Arruda | Cáceres (MT)
A Fazenda Jacobina, fundada por portugueses em 1769, no município de Cáceres — a 210 quilômetros a oeste de Cuiabá —, situada na rodovia federal 070, guarda verdadeiras relíquias do Brasil Imperial.
No terreiro à frente do imponente casarão colonial estão máquinas que saíram da Europa, principalmente da Inglaterra, cruzaram o Oceano Atlântico até adentrar pelo Estuário da Prata, entre Uruguai e Argentina, e dali percorreram uma longa jornada até atingir Cáceres, com distância de 3.412 quilômetros de navegação.
Partes desse maquinário, tomadas por ferrugem, ainda exibem inscrições como “Dave Paxma & Gold Engennier Gold Hester England”.
A Jacobina, quando implantada, foi estratégica: serviu para fornecer alimentos aos primeiros núcleos de povoação da então Província de Mato Grosso, que pertencia, à época, à Capitania de São Paulo.
Era dessa fazenda que saíam suprimentos para alimentar as cidades onde se extraía o ouro, como Cuiabá, Nossa Senhora do Livramento, Poconé e Vila Bela da Santíssima Trindade.
Os portugueses mantinham a fazenda sob sigilo para não despertar a cobiça dos vizinhos espanhóis.
A produção saía em canoas e batelões até atingir, pelo Córrego Jacobina, que desagua no Rio Paraguai, abaixo de Cáceres, 70 quilômetros.
Já no século 19, com a independência do Brasil, rebeliões eclodiram em várias partes do país, e em uma delas a Jacobina entra na história dessas insurgências.
É no estado da Bahia que emerge o médico Francisco Sabino Vieira. Idealista, promove um levante que ficou denominado “A Sabinada”, que durou cinco meses e foi debelado.
O Império não condenou Sabino Vieira à morte, pois, se assim fizesse, ele se tornaria mártir, aumentando a insatisfação da Bahia com o Império.
O Brasil era governado pelo período Regencial — Dom Pedro II tinha apenas a regência. Batalhas travavam-se no Rio Grande do Sul, em Pernambuco, no Maranhão e no Pará. Sentenciar Sabino Vieira, numa Bahia já pacificada, não seria a decisão mais sensata.
O Império o condenou à prisão no Forte Príncipe da Beira, à margem direita do Rio Guaporé (hoje município de Costa Marques, em Rondônia).
Então, a guarda imperial faz a escolta do médico Sabino Vieira em direção ao Príncipe da Beira. Em lombos de mulas, cortam o oeste da Bahia até varar Goiás e, de lá, meses nas estradas, atingem Mato Grosso pelo leste, seguindo rumo a Vila Real do Bom Jesus de Cuiabá (atual Cuiabá). Seguindo em frente, chegam à Fazenda Jacobina, onde os responsáveis pela escolta apresentam ao pai do Barão de Vila Maria, Padre Joaquim José Gomes da Silva, o decreto do Império. Aí ocorre um fato interessante: a esposa estava acometida de febre e Sabino, médico formado na França, fez o tratamento. Então, a família do Barão de Vila Maria, que era afamada em todo o Mato Grosso pela alta produção de alimentos, decide ordenar a volta das tropas que escoltavam Sabino, com a seguinte ordem: “O doutor Sabino não irá seguir para o Forte Príncipe da Beira; ficará sob nossos auspícios”. E o médico baiano ficou até seus derradeiros dias na fazenda.
Já no Brasil República, seus restos mortais foram trasladados para o Rio de Janeiro, e ele é considerado herói nacional. Em Cáceres, dá nome a uma das importantes vias públicas do Centro Histórico.
Hoje, a Fazenda Jacobina mantém atividades agropastoris e funciona também como restaurante, de segunda a segunda, com cardápio regional.
A professora Edir Antônia de Almeida, da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), ativista dos direitos humanos, toca projetos voltados ao fortalecimento da cultura mato-grossense e apresentará grupos de Cururu e de Siriri.
A fazenda recebe estudantes e professores de todo o país, inclusive da Bahia, e é tocada pelos herdeiros do empreendedor Vitório da Silva Lara: os irmãos Cristiano e Adriano — este apelidado de Imperador —, e sua mãe, Terezinha Lara.
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