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MBA do TCE-MT aborda controle externo, governança e accountability no 16º módulo

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Escola Superior de Contas do TCE-MT | Foto: Thiago Bergamasco

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) realiza, a partir das 8h30 desta sexta-feira (28), o 16º módulo do MBA em Gestão de Cidades, com o tema “Controle Externo, Governança e Accountability”. A aula será ministrada pela auditora pública Simony Jin, no auditório da Escola Superior de Contas, com transmissão ao vivo pela TV Contas (canal 30.2) e pelo canal do TCE-MT no YouTube.

O conteúdo propõe uma abordagem contemporânea sobre o papel dos tribunais de contas e as diferentes formas de fiscalização, com discussões sobre auditorias, inspeções, monitoramentos e consultas. A proposta é ampliar a compreensão sobre como o controle público pode acompanhar as transformações na administração pública e contribuir para uma gestão mais eficiente e responsiva.

Entre os temas abordados estão governança pública, accountability, transparência, controle social, Termo de Ajustamento de Gestão (TAG), dados abertos e participação cidadã. A aula também tratará da aplicação de inteligência artificial, análise de dados e automação nas atividades de fiscalização.

A programação inclui ainda uma reflexão sobre os novos desafios do controle externo diante do avanço das cidades inteligentes, destacando a integração entre Direito, tecnologia e gestão pública na construção de mecanismos de controle mais modernos e efetivos.

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Auditora de controle externo do TCE-MT desde 2012, Simony Jin é graduada em Filosofia pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e em Direito pela Universidade de Cuiabá (Unic). Possui mestrado em Educação pela UFMT, pós-graduação em Direito e Controle Externo pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e especializações em Liderança Feminina pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) e em Modelagem Econômico-Financeira pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE). É doutoranda em Função Social do Direito, com ênfase em Políticas Públicas, e atualmente ocupa o cargo de consultora técnica-jurídica da Presidência do TCE-MT. Voltada à formação continuada de mais de 1,5 mil prefeitos, vereadores, gestores municipais e servidores do Tribunal de Contas com ensino superior, a pós-graduação lato sensu integra a estratégia de gestão do presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, para ampliar a capacidade técnica na formulação, implementação e avaliação de políticas públicas no estado.

Sob coordenação pedagógica do conselheiro Alisson Alencar, o MBA é promovido em parceria com a Faculdade Autônoma de Direito e possui carga horária de 360 horas, distribuídas em 24 módulos organizados em sete blocos temáticos.

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Sérgio Ricardo propõe isenção de ICMS para baratear cimento e ampliar obras de estradas e habitação em Mato Grosso

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Presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso, conselheiro Sérgio Ricardo

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, defendeu, nesta terça-feira (25), a criação de incentivo fiscal para a indústria de cimento no estado, com isenção de ICMS sobre o produto fornecido às obras públicas de estradas e de habitação. A proposta será incorporada ao Plano de Metas Mato Grosso 2050, desenvolvido pelo Tribunal.

De acordo com Sérgio Ricardo, a desoneração alcançaria todos os insumos necessários para fabricação do concreto, como cimento, brita e areia, fornecido para construção de rodovias e de casas populares pelo Governo do Estado, o que reduziria o custo do insumo e permitiria ao Estado ampliar o volume de obras executadas com o mesmo recurso.

“O preço do concreto, do cimento, vai lá para baixo, e o Estado vai conseguir fazer estradas mais baratas e vai poder fazer estradas com concreto”, afirmou o presidente. “Assim, o Estado vai poder comprar muito mais cimento, vai poder fazer as estradas de concreto e ainda dá um incentivo para as empresas de cimento”, completou.

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Só em 2024, Mato Grosso renunciou R$ 10,6 bilhões em receita com incentivos fiscais, segundo levantamento do TCE-MT. Mas o valor está concentrado entre poucas empresas. “Hoje, temos incentivos fiscais para várias empresas, e são valores muito altos. Vamos repartir também com as empresas que produzem cimento, que vão fornecer para as estradas e para as casas do governo.”

O concreto usado em pavimentação é uma mistura de cimento, areia, brita e água, com aditivos e armadura de aço nas placas rodoviárias. O cimento é o componente de maior valor agregado e o principal responsável pela resistência da mistura, o que faz dele o item de maior peso no custo final da obra.

Estradas de concreto

A proposta está associada a outra diretriz que o Tribunal vai encaminhar ao Estado: a de que as novas rodovias passem a ser construídas em concreto, e não em asfalto. O modelo já é adotado no Paraná e aparece em trechos mato-grossenses, como a Serra de São Vicente e o segmento em direção a Rondonópolis.

“O concreto dura 30 anos e não custa mais caro que o asfalto”, disse Sérgio Ricardo ao adiantar que visitará o Paraná com auditores do Tribunal para conhecer as obras executadas nesse padrão.

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Padrão técnico e Exército

O presidente afirmou ainda que o Tribunal passará a exigir o cumprimento do padrão do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) nas obras rodoviárias do Estado.

Outra proposta apresentada é o retorno do Exército Brasileiro à construção de rodovias em Mato Grosso, por meio do 9º Batalhão de Engenharia de Construção, responsável pelas obras da BR-163 e da BR-070 há cerca de 50 anos. Segundo o presidente, a contratação da unidade é feita por convênio, sem necessidade de licitação.

“São sugestões que o Tribunal de Contas vai dar para a gestão atual e para as gestões futuras, e que estão todas no nosso plano de metas Mato Grosso 2050”, concluiu.

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