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Prefeitura de Sinop suspende aulas após morte de criança por meningite bacteriana
As atividades em uma escola da rede municipal de Sinop (a 481 km de Cuiabá), foram interrompidas nesta segunda-feira (20) depois da confirmação da morte de uma menina de 5 anos em decorrência de meningite bacteriana. A medida, segundo a prefeitura, foi adotada de forma imediata para permitir uma higienização completa do prédio escolar.
A unidade ficará sem aulas por três dias. Paralelamente, equipes da Secretaria Municipal de Educação passaram a manter contato direto com pais e responsáveis para prestar orientações e reforçar cuidados preventivos.
Além do caso fatal, outro diagnóstico de meningite foi confirmado no município. A criança infectada segue internada no Hospital Regional, sob observação. Já o paciente que estava em monitoramento em Nova Mutum teve o quadro descartado pelas equipes médicas.
A prefeitura informou que profissionais da saúde estão acompanhando alunos, servidores e familiares que tiveram contato próximo com a vítima. A Vigilância Epidemiológica entrou em ação logo após a notificação e mantém protocolos de investigação e controle da doença.
Atendimentos e medidas preventivas
Como forma de prevenir novas infecções, a Secretaria Municipal de Saúde estruturou atendimentos específicos para pessoas que possam ter tido contato com a criança. Uma unidade básica de saúde foi designada para os atendimentos, com reforço de equipe e apoio de um médico infectologista.
Em nota, o município prestou solidariedade à família e afirmou que continuará atualizando a população conforme novas informações surgirem durante a investigação do caso.
As famílias foram orientadas a ficar atentas, nas próximas horas e nos próximos dias, ao surgimento de sintomas como:
- febre alta repentina
- dor de cabeça intensa
- vômitos
- rigidez ou dor no pescoço
- sonolência excessiva
- irritabilidade fora do comum
- confusão ou mudança brusca de comportamento
- sensibilidade à luz
- manchas avermelhadas ou arroxeadas na pele
- convulsões
Caso algum desses sinais apareça, a orientação é que a criança seja levada imediatamente a uma unidade de saúde.
O que é a meningite?
A meningite é uma inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Pode ser causada por bactérias, vírus, fungos ou parasitas, segundo o Ministério da Saúde. As variações viral e bacteriana são as mais frequentes e também as de maior preocupação para a saúde pública por apresentarem risco de surtos.
No Brasil, a doença é considerada endêmica, com registros ao longo de todo o ano. As meningites bacterianas costumam ocorrer com maior frequência no outono e inverno, enquanto as virais aparecem predominantemente na primavera e no verão.
Em 2025, Mato Grosso registrou 89 casos da doença, de acordo com o Painel Epidemiológico estadual.
Por ser grave e contagiosa, a meningite pode deixar sequelas ou até levar à morte. A vacinação, reforça o Ministério da Saúde, é a principal forma de prevenção.
Vacinas disponíveis pelo SUS
Para proteger especialmente crianças e grupos vulneráveis, o Sistema Único de Saúde oferece sete vacinas relacionadas à prevenção de meningites:
- BCG: dose única ao nascer; protege contra meningite tuberculosa.
- Meningocócica C (conjugada): doses aos 3 e 5 meses, com reforço aos 12 meses.
- Meningocócica ACWY (conjugada): dose única para adolescentes de 11 e 12 anos.
- Pneumocócica 10-valente: doses aos 2 e 4 meses, com reforço aos 12 meses.
- Pneumocócica 23-valente: indicada para indígenas acima de 5 anos e idosos institucionalizados, com revacinação após 5 anos.
- Pneumocócica 13-valente: destinada a grupos especiais atendidos nos CRIEs, como pessoas com HIV, pacientes oncológicos e transplantados.
- Pentavalente: aplicada aos 2, 4 e 6 meses; protege contra infecções pelo Haemophilus influenzae do sorotipo B.
A Secretaria de Saúde reforça que manter o calendário vacinal atualizado é essencial para reduzir casos graves e evitar novos surtos da doença no estado.
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Vigilância Epidemiológica descarta risco de surto e mantém monitoramento de casos de meningite em Sinop
A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Saúde — setor de Vigilância Epidemiológica —, informa que os casos de meningite bacteriana registrados no município estão sob monitoramento contínuo e não há risco de surto. As ações de contenção foram adotadas ainda nas primeiras horas após a notificação dos casos suspeitos e seguem sendo eficazes.
O município realiza busca ativa de pessoas que tiveram contato direto com as pacientes positivadas, além de adotar medidas sanitárias para combater a bactéria causadora da doença, como a higienização da unidade escolar onde estudava a paciente que evoluiu a óbito e a suspensão temporária das aulas como forma de prevenção.
Ao longo desta terça-feira (21), uma equipe composta por médica infectologista, médicos clínicos gerais, enfermeiros e técnicos de enfermagem realizou atendimentos a familiares e alunos da Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Tempo de Infância, localizada no Residencial Daury Riva, que tiveram contato direto com uma das pacientes. Nenhum novo caso suspeito foi identificado.
O diretor de Vigilância em Saúde, Jorge Beviláqua, destaca que todas as medidas adotadas têm caráter preventivo e visam interromper qualquer possibilidade de transmissão. “Desde a notificação, na sexta-feira à noite (17), nossa equipe foi mobilizada imediatamente. Estabelecemos contato com as famílias, com a direção da escola e implantamos o protocolo de contenção. Até o momento, permanecem apenas os dois casos já confirmados, o que demonstra a efetividade das ações e reforça que não há cenário de surto”, afirmou.
Beviláqua esclarece que os atendimentos realizados na Unidade Básica de Saúde (UBS) José Ramos Pereira são direcionados exclusivamente às famílias e pessoas que tiveram contato direto com as pacientes, tanto da unidade escolar municipal quanto da estadual envolvida.
“Não há motivo para pânico. Trata-se de uma infecção com tratamento eficaz, que, após o início da medicação, reduz significativamente a cadeia de transmissão. O microrganismo não sobrevive fora do corpo humano por longos períodos — no máximo cerca de duas horas. Além disso, é importante destacar que não houve contaminação no ambiente escolar, sendo um contexto de transmissão familiar. O contágio ocorre por contato direto com gotículas de saliva”, explicou.
O diretor reforça que, mesmo com os casos confirmados, o trabalho de investigação epidemiológica continuará. “A conclusão do caso é de responsabilidade da vigilância em saúde. Mesmo após a confirmação laboratorial, seguimos investigando o histórico dos pacientes, contatos próximos e possíveis locais de exposição. Isso não significa que há contaminação em bairros ou escolas. Assim como outras doenças respiratórias, a transmissão pode ocorrer em diferentes ambientes. Nosso papel é rastrear e encerrar corretamente o caso, com envio das informações aos órgãos estaduais e ao Ministério da Saúde”, concluiu.
Casos de meningite em Sinop estão associados a caramujo?
Apesar de haver informações que buscam associar os casos de meningite bacteriana em Sinop a caramujos africanos, Beviláqua esclarece que não há evidências de que esses animais sejam os causadores dos casos registrados no município.
“Ele pode, sim, estar carregando alguma bactéria, alguma virulência. Pode, porque é um ser vivo, mas não é um veículo de transmissão. Pode ser um vetor? Pode. Assim como o cão pode ser vetor de algumas doenças, assim como o gato também pode ser. Mas ‘pode’ não quer dizer que é. Então, podemos afirmar que a paciente teve contato com um caramujo? Não, não podemos”, esclareceu.
No momento, Sinop contabiliza dois casos confirmados de meningite bacteriana pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), sendo um com evolução para óbito.
Veja também: Prefeitura de Sinop reforça protocolo de saúde após confirmação de casos de meningite bacteriana
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