Saúde
Prefeito pede medidas urgentes do Estado para desafogar Rede de Saúde
O prefeito de Sinop, Roberto Dorner, realizou na tarde desta terça-feira (24.02), uma reunião crucial com o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo, para apresentar um panorama detalhado das crescentes demandas da saúde em Sinop e em toda a região. O encontro, que contou com a participação de vereadores e secretários municipais, teve como objetivo principal aproveitar a agenda do gestor estadual na cidade para buscar soluções para as dificuldades enfrentadas pela rede de atendimento, que funciona como referência regional.
Durante a reunião, as manifestações verbais dos representantes do Executivo e Legislativo Municipal foram complementadas pela protocolização do Ofício nº 0080/GAB/2026, assinado pelo prefeito Roberto Dorner. O documento formaliza o pedido de apoio do Governo do Estado para ampliar a capacidade de atendimento, especialmente para pacientes que necessitam de internação e procedimentos de média e alta complexidade.
Rede municipal sob pressão e pedidos de ampliação
No ofício, o Município de Sinop detalha que, nos últimos meses, a rede municipal de saúde tem operado sob intensa pressão assistencial. Essa sobrecarga tem resultado em longos tempos de espera por internações, dificuldades na condução de casos graves e atrasos na realização de cirurgias essenciais. A situação é agravada pelo papel de Sinop como polo regional, atendendo pacientes de diversas cidades vizinhas, o que eleva consideravelmente a demanda sobre sua estrutura de saúde.
Entre as solicitações específicas, a Prefeitura pede a ampliação da vazão de leitos de UTI, tanto na retaguarda quanto na rotatividade de pacientes, além do aumento da oferta de procedimentos cirúrgicos. O documento também clama por medidas que elevem o número de atendimentos de média e alta complexidade, visando a redução do tempo de espera, a diminuição dos custos operacionais e de transporte, e a garantia de maior agilidade no acesso dos pacientes aos serviços necessários.
Outro ponto de destaque no documento é a urgência de um alinhamento com a equipe de regulação estadual, buscando maior celeridade nos encaminhamentos e uma organização mais eficiente dos fluxos assistenciais. “Entendemos que a resposta mais efetiva à população é a construção de uma solução conjunta e prática, com medidas emergenciais e de organização assistencial, visando reduzir filas, acelerar fluxos e garantir acesso à Média e Alta Complexidade”, frisa um trecho do ofício.
Vozes do Executivo e Legislativo
O prefeito Roberto Dorner, ao comentar o encontro, reforçou a gravidade do cenário. “As demandas da saúde são muito grandes. Pedimos providências para solucionar esse problema na questão da média e alta complexidade. Foi uma conversa muito séria, colocamos nossos pontos de vista e eles levaram essas demandas. Sinop tem feito a sua parte e seguiremos avançando com responsabilidade, mas também continuaremos cobrando do Estado o que é de sua competência, buscando a melhoria dos atendimentos”, afirmou Dorner.
O secretário municipal de Saúde, Érico Gonçalves, sublinhou a importância da cooperação entre os diferentes níveis de governo. “Essa busca por mais investimentos e mais vagas é fruto do diálogo entre Município, Câmara e Governo do Estado. Essa humanização da saúde que o prefeito visa tem sido possibilitada, por exemplo, pelo Programa Fila Zero, do Estado em parceria com o Município, onde, no ano de 2025, aplicamos mais de R$ 20 milhões. A discussão sobre regulação e atendimentos precisa acontecer na mesa, debatendo ideias em prol da sociedade sinopense”, declarou Gonçalves.
Representando o Poder Legislativo, o vereador Célio Garcia enfatizou que as reivindicações apresentadas espelham as preocupações levadas pela população aos parlamentares. “A maioria dos vereadores abordou a questão da regulação de pacientes da UPA para o Hospital Regional e nada melhor do que dialogarmos e fazermos esses apontamentos diretamente ao secretário de Estado. Nós fazemos as nossas cobranças para que, de fato, tenhamos avanços da saúde de Sinop e do Estado de Mato Grosso”, pontuou Garcia.
Desafios no Hospital Regional
Durante as discussões, foi explicitada a dificuldade enfrentada pelo Hospital Regional de Sinop, que lida com um déficit estimado em 80 colaboradores. Essa carência de profissionais reflete diretamente no fechamento de 20 leitos, que permanecem em “stand-by”, sem poder atender à população.
Estiveram presentes na reunião diversas autoridades, incluindo o prefeito Roberto Dorner, o vice-prefeito Paulinho Abreu, os secretários municipais Érico Gonçalves (Saúde) e Faira Strapazzon (Governo), além dos vereadores Célio Garcia, Dilmair Callegaro, Ênio da Brígida, Ademir Debortoli, Sandra Donato e Juventino Silva. O diretor-geral do Hospital Regional de Sinop, Jean Alencar, e o médico regulador, Vitor Gobbi, também marcaram presença.
Ao final do encontro, o secretário de Estado Gilberto Figueiredo recebeu o ofício e a Prefeitura de Sinop informou que dará continuidade aos ritos protocolares. Figueiredo também aproveitou a oportunidade para recordar as autoridades municipais sobre o prazo máximo para solicitação e disponibilização de recursos, em vista do período eleitoral que se aproxima.
A reunião reforça o compromisso da gestão municipal em buscar alternativas e fortalecer a rede pública de saúde, visando garantir um atendimento digno e ágil para os moradores de Sinop e de toda a região norte de Mato Grosso.
Saúde
Cardiologista alerta: controle precoce de hipertensão e diabetes pode evitar internações por insuficiência cardíaca
A insuficiência cardíaca está entre as principais causas de internação por doenças cardiovasculares e continua sendo um dos maiores desafios para a saúde pública. Apesar dos avanços no tratamento, muitos pacientes chegam aos hospitais com a doença em estágio avançado, após conviver por anos com fatores de risco sem o controle adequado.
No Dia Nacional de Alerta contra a Insuficiência Cardíaca, celebrado em 9 de julho, a atenção se volta para uma condição que ainda é pouco reconhecida pela população, mas que pode comprometer progressivamente o funcionamento do coração e, em muitos casos, levar à hospitalização.
Para o cardiologista intensivista e responsável pelas UTIs do Hospital São Mateus, Sandro Andrey Nogueira Franco, grande parte desses casos poderia ter uma evolução diferente se doenças como hipertensão, diabetes e colesterol elevado fossem identificadas e tratadas precocemente.
“A insuficiência cardíaca é uma das principais causas de internação e mortalidade. Em muitos pacientes, esse quadro poderia ser evitado com o controle adequado dos fatores de risco e o acompanhamento médico regular. Quanto mais cedo identificamos essas alterações, maiores são as chances de preservar a função do coração e evitar complicações”, destaca.
O coração costuma dar sinais antes da descompensação
Falta de ar aos esforços, cansaço persistente, inchaço nas pernas, tornozelos e pés, ganho rápido de peso provocado pelo acúmulo de líquidos, palpitações e tosse persistente estão entre os sintomas mais frequentes. Como costumam surgir de forma gradual, muitas pessoas acabam associando essas manifestações ao envelhecimento ou ao sedentarismo.
Além da avaliação clínica, exames laboratoriais e métodos de imagem, como o ecocardiograma, são fundamentais para confirmar o diagnóstico e definir a melhor estratégia de tratamento.
Segundo o médico, procurar assistência logo nos primeiros sinais pode impedir que a doença evolua para quadros mais graves.
“Quando o paciente chega antes da descompensação, conseguimos iniciar o tratamento de forma mais precoce, controlar os sintomas e reduzir significativamente o risco de internações. Esse tempo faz diferença na evolução da doença e na qualidade de vida”, explica.
A prevenção continua sendo a melhor estratégia
Embora seja uma doença crônica, a insuficiência cardíaca pode ter seu risco reduzido por meio do controle da pressão arterial, da glicemia e do colesterol, além da prática regular de atividade física, alimentação equilibrada, abandono do tabagismo e acompanhamento médico periódico.
Na avaliação de Sandro Andrey Nogueira Franco, cuidar da saúde cardiovascular é uma atitude que produz resultados ao longo da vida.
“O acompanhamento contínuo permite identificar alterações antes que elas provoquem um comprometimento importante do coração. Prevenir continua sendo o melhor caminho para reduzir internações, preservar a qualidade de vida e garantir mais segurança aos pacientes”, reforça.
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