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cultura

Poconé mantém a tradição da Cavalhada; veja vídeo

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Por João Arruda Cáceres MT.

Neste domingo (25.06), a cidade de Poconé (a 104 quilômetros de Cuiabá) terá a apresentação da tradicional Cavalhada. Uma encenação que revive no imaginário as seculares batalhas medievais. 

A Cavalhada chegou a Mato Grosso, no início do século XVIII, se desenrolando em três povoados antigos: Vila Maria do Paraguai, Porto Esperidião e São Pedro Del Rey;atuais Cáceres; Porto Esperidião e Poconé, desta apenas à última sustenta à tradição.

A festa arrasta centenas de visitantes à Poconé, movimenta toda rede hoteleira e demais setores do município.

Nesta edição, a Cavalhada poconeana, terá como rei Hércules Silva Gaíva, rainha Camilla Araújo Raffa.  E os festeiros Valmir Gonçalo Barros e Maria Amália Gayva. 

A prefeitura através do prefeito Tata Amaral (UB), têm disponibilizado a estrutura para realização, a programação segue desde manhã até à tarde com várias etapas.

A representação revive as batalhas com as Cruzadas Cristãs contra o Exército Mouro, os primeiros trajam o azul celeste, enquanto o segundo usam a indumentária na cor vermelha.

Os Mouros seriam os Otomanos (árabes), que tomaram a Península Ibérica, liderado por Saladino. 

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Na outra trincheira, o rei Carlos Magno, é desse rei francês que decorre a festa no Pantanal de Mato Grosso chamada de os 12 pares da França.

As montarias,  tropas seguem as mesmas cores desde o baixeiro, carona, sela,  rédeas, buçal, barrigueiras, pelego , baldranas,  laços, esporas e manhadô, ou seja os arreios dos cavalos. 

Os mouros exibem a bandeira da Turquia enquanto os adversários estampam a flâmula do cristianismo.

O professor universitário Lawrenberg Advincula ( Unemat) escolheu a Cavalhada como tese de doutorado. Advincula leciona na Faculdade de Jornalismo no Campus de Tangará da Serra.

João Arruda é repórter em Cáceres | Mato Grosso

 

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cultura

Museu do Morro da Caixa D’Água Velha reúne dois importantes nomes da poesia visual brasileira

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A capital mato-grossense receberá, entre os dias 7 e 21 de junho, uma rara oportunidade de imersão na poesia visual contemporânea. O Museu do Morro da Caixa D’Água Velha abre simultaneamente as exposições Convergências, de Tchello D’Barros, e Divergências – Cada leitor é o verdadeiro autor da poesia de cada poema, de Juliano Lobato, reunindo 60 obras de dois artistas reconhecidos por suas contribuições à arte experimental brasileira. Com entrada gratuita e classificação livre, a programação reforça o protagonismo histórico de Mato Grosso na poesia visual e transforma o público em participante ativo da criação artística.

Ao reunir 30 obras de cada artista, a iniciativa reafirma o papel do Museu do Morro da Caixa D’Água Velha como espaço de difusão cultural, reflexão e aproximação entre a produção artística contemporânea e a comunidade.

A exposição Convergências, de Tchello D’Barros, apresenta trabalhos que exploram as relações entre imagem, palavra e percepção visual. Reconhecido nacional e internacionalmente, o artista possui trajetória consolidada no campo da poesia visual, com participação em exposições, publicações e projetos culturais desenvolvidos em diversos países.

Já Divergências, de Juliano Lobato, propõe uma experiência baseada na liberdade interpretativa do observador. Artista visual, poeta experimental, curador e pesquisador da linguagem visual, Lobato desenvolve há mais de três décadas uma produção vinculada aos Poemas Sem Palavras, ao Intensivismo e aos desdobramentos contemporâneos do Poema-Processo.

Embora partam de influências estéticas distintas, as duas exposições compartilham uma mesma proposta: transformar o visitante em participante ativo da experiência artística. Sem títulos explicativos ou narrativas fechadas, as obras convidam o público a construir seus próprios significados, assumindo o papel de coautor da poesia presente em cada trabalho.

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Para Juliano Lobato, os Poemas Sem Palavras dialogam diretamente com os princípios do Poema-Processo, movimento que compreende a leitura como parte essencial da obra. “Cada leitor é o verdadeiro autor da poesia de cada poema. O artista cria a estrutura visual, mas a poesia se completa quando encontra o olhar, a memória e a experiência de quem observa”, afirma.

A proposta também evidencia a relevância histórica de Mato Grosso para os movimentos experimentais da poesia visual brasileira. O estado mantém forte ligação com artistas e pesquisadores que contribuíram para a consolidação de linguagens inovadoras no cenário nacional, entre eles Wlademir Dias-Pino, Rubens de Mendonça e Silva Freire, referências fundamentais para diferentes gerações de criadores.

A realização simultânea das exposições reforça o compromisso da Prefeitura de Cuiabá com a democratização do acesso à cultura e a valorização dos equipamentos públicos como espaços permanentes de formação, convivência e difusão artística.

Administrado pelo município, o Museu do Morro da Caixa D’Água Velha vem ampliando sua programação cultural e consolidando sua atuação como centro de preservação da memória e promoção das artes. Além de exposições de diferentes linguagens, o espaço desenvolve ações educativas voltadas a estudantes e visitantes de diversas regiões do estado.

Nos últimos meses, o museu recebeu iniciativas de destaque, como a exposição coletiva Unidos pela Arte, que reuniu mais de 20 artistas mato-grossenses, além de atividades vinculadas ao projeto Caminhos da Cultura, fortalecendo sua vocação de aproximar a população do patrimônio histórico, da produção artística contemporânea e das múltiplas manifestações culturais de Mato Grosso.

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Para Juliano Lobato, apresentar a exposição em Cuiabá tem significado especial. “Cuiabá ocupa um lugar importante na história da poesia visual brasileira, sendo berço de artistas e movimentos que influenciaram gerações. Expor essas obras ao público é uma forma de reconhecer essa herança cultural e fortalecer o diálogo entre a produção contemporânea e a comunidade.”

“Além de apresentar ao público a produção contemporânea de dois importantes nomes da poesia visual brasileira, as exposições também buscam aproximar os mato-grossenses do legado de Wlademir Dias-Pino, referência internacional da arte e da literatura experimental e um dos principais expoentes das vanguardas poéticas surgidas em Mato Grosso”, destaca Lobato.

E conclui: “A mostra contribui para valorizar um patrimônio cultural que nasceu no estado e continua influenciando artistas e pesquisadores em diversas partes do mundo.”

SERVIÇO

Exposição: CONVERGÊNCIAS
Artista: Tchello D’Barros

Exposição: DIVERGÊNCIAS – Cada leitor é o verdadeiro autor da poesia de cada poema
Artista: Juliano Lobato

Período: 7 a 21 de junho de 2026

Local: Museu do Morro da Caixa D’Água Velha, Cuiabá/MT

Entrada: Gratuita

Classificação: Livre

 

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