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Pivetta diz que reorganização das contas prepara Mato Grosso para ampliar investimentos e cuidar mais da população

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Governador de Mato Grosso, Pivetta diz que reorganização das contas prepara Mato Grosso para ampliar investimentos e cuidar mais da população
O governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou que Mato Grosso vive uma nova etapa após o processo de reorganização das contas públicas e retomada da capacidade de investimento do Estado. Em entrevista ao podcast Caximbocó, nesta terça-feira (19.8), ele avaliou os resultados dos últimos sete anos e meio e falou sobre os desafios que pretende enfrentar na continuidade da gestão.

“Em 2019, assumimos o estado. Ficamos 2 anos arrumando a casa, acertando as contas, organizando. A partir de 2021, começamos a fazer investimento e a devolver MT ao povo. Hoje é um estado em franco desenvolvimento, com muitas oportunidades, e se Deus e o povo permitir, queremos fazer mais e melhor do que fizemos. Quero replicar o que já fiz como prefeito, que é cuidar de gente. Sei fazer isso e quem me conhece sabe que sei cuidar das pessoas”, afirmou.

Pivetta destacou que o Estado passou por um processo de recuperação financeira antes de iniciar um novo ciclo de investimentos. A partir de 2021, a média de recursos destinados a investimentos passou de 5% a 6% das receitas correntes para cerca de 15% a 20%. O período também foi marcado pela expansão da infraestrutura e da rede estadual de ensino, com mais de 7 mil quilômetros de novas rodovias, cerca de 1,8 mil salas de aula reformadas e outras 1,5 mil construídas.

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“Nós demoramos dois anos até arrumar tudo e começar a trabalhar. Daí para frente, começamos a investir. A média histórica até então era de 5% a 6%. A nossa gestão deu esse salto e começou a transformar o Estado. Agora, nós queremos melhorar mais. Temos muito a fazer e estamos preparados para fazer muito mais e melhor”, declarou.

Na saúde, o candidato destacou o aumento da oferta de procedimentos de alta complexidade e a expansão da estrutura hospitalar do Estado. O Hospital Central, inaugurado neste ano e administrado pelo Hospital Israelita Albert Einstein, já está em funcionamento, enquanto novos hospitais estão em construção no interior.

“Nós aumentamos este ano, em relação ao ano passado, cinco vezes o número de atendimentos de alta complexidade. Estamos construindo outros quatro grandes hospitais e vamos abrir todos eles. E, se for necessário tirar o pé dos investimentos para atender o nosso povo, nós vamos fazer isso também”, afirmou.

O governador também defendeu uma mudança de prioridade na saúde, com mais atenção à prevenção e ao acompanhamento do cidadão antes que seja necessária uma internação.

“Precisamos atender a população onde a população está, cuidar da saúde do povo onde o povo vive e evitar hospitalização. Precisamos fazer com que o cidadão tenha seu histórico, seu prontuário, seja acompanhado e receba o atendimento necessário antes que o problema se agrave”, declarou.

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Entre as prioridades para um eventual novo mandato, Pivetta também citou a formação dos jovens, com a ampliação do ensino médio e técnico, o fortalecimento da segurança pública e a habitação. Sobre moradia, ele lembrou que 40 mil unidades foram viabilizadas nos últimos sete anos e defendeu a aceleração do programa que prevê mais 60 mil casas.

“Agora é hora de acelerar a moradia. A necessidade mais emergencial que temos para o desenvolvimento de Mato Grosso é o cidadão poder ter sua casa, sair do aluguel, melhorar sua renda e aumentar sua capacidade de consumo”, afirmou.

Ao falar sobre sua trajetória política, Pivetta reforçou que sua candidatura à reeleição está ligada à disposição de continuar servindo ao Estado e ampliar o trabalho realizado até aqui.

“Eu entrei para a vida pública para servir. Essa é uma diferença importante entre o político que quer servir e o político que quer se servir, que quer fazer negócios na política. A minha proposta é servir Mato Grosso sem nenhum compromisso comigo, fazendo o dinheiro público, os serviços e as obras que o povo precisa”, afirmou.

Durante a entrevista, Pivetta ainda falou sobre a participação da Assembleia Legislativa na reorganização do Estado, saúde mental, segurança pública e outros temas relacionados à política e administração pública.

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POLÍTICA MT

Margareth Buzetti rebate Galvan e defende endurecimento das leis contra a violência de gênero

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A ex-senadora Margareth Buzetti reagiu às declarações de Antônio Galvan, que criticou a pena de até 40 anos para feminicídio e afirmou que “a morte de uma mulher não é diferente da morte de um homem”. Ao comentar um caso recente de violência contra uma mulher em Mato Grosso, Galvan ainda questionou: “Vou fazer o quê?”.

“No mínimo, ele foi muito infeliz. Como assim, o que eu posso fazer? Lavar as mãos?”, rebateu Margareth.

A legislação criticada por Galvan nasceu justamente de projeto apresentado por Margareth no Senado. Sancionada em 2024, a Lei 14.994 tornou o feminicídio crime autônomo e estabeleceu pena de 20 a 40 anos.

Margareth citou os recentes episódios de violência registrados em Nova Mutum e Cuiabá e questionou a tentativa de equiparar as circunstâncias enfrentadas por homens e mulheres.

“Será que essas mulheres teriam a mesma força física para lutar com esses homens? Estamos falando de mulheres que são mortas porque homens não aceitam o fim de um relacionamento”, afirmou.

Além da lei do feminicídio, Margareth também atuou no avanço da tipificação do vicaricídio, quando filhos ou familiares são mortos como forma de provocar sofrimento à mulher.

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Para a ex-senadora, quem ocupa um cargo público não pode simplesmente dizer que nada pode fazer diante dessa realidade.

“Eu tive a oportunidade de estar no Senado e fiz. Endurecemos a lei e criamos instrumentos para proteger as mulheres. Não dá para lavar as mãos enquanto mulheres continuam morrendo.”

DO DISCURSO À LEI

A atuação de Margareth no enfrentamento à violência contra mulheres não ficou restrita ao endurecimento da pena para o feminicídio. No Senado, ela também relatou e apresentou o substitutivo que tipificou o vicaricídio, crime cometido quando filhos ou outros familiares são assassinados como forma de atingir e provocar sofrimento à mulher. O texto aprovado pelo Senado estabeleceu pena de 20 a 40 anos e classificou o crime como hediondo.

Para Margareth, o enfrentamento à violência exige prevenção, proteção, aplicação efetiva das leis e, principalmente, disposição de quem ocupa cargos públicos para agir.

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