POLÍTICA MT
ALMT e TRE lançam campanha para combater desinformação nas eleições de 2026
Em um período marcado pela rápida circulação de conteúdos nas redes sociais e aplicativos de mensagens, identificar informações falsas, manipuladas ou retiradas de contexto se tornou um dos desafios enfrentados pelos eleitores. Para ajudá-los a reconhecer esse tipo de conteúdo e verificar as informações antes de compartilhá-las, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) desenvolveram uma campanha de educação midiática e combate à desinformação para as eleições gerais de 2026.
A iniciativa integra Acordo de Cooperação Técnica firmado entre as duas instituições. O documento prevê ações educativas, informativas e de utilidade pública para o enfrentamento da desinformação, a orientação do eleitorado e a divulgação de informações sobre o processo eleitoral.
A campanha, lançada nesta semana, corresponde à segunda etapa do projeto Comunicação Cidadã – Eleições Gerais 2026 e reúne VT de 60 segundos, spots de rádio, anúncios para jornal e revista, banners, carrosséis e vídeos para redes sociais. Na primeira etapa, realizada em abril, o objetivo foi alertar os eleitores sobre o fim do prazo para emissão, transferência ou regularização do título de eleitor.
Construção da mensagem – Noemia Almeida, gerente de Marketing da ALMT, explica que a ação foi construída a partir de situações comuns no ambiente digital, como uma fala verdadeira retirada de contexto, uma imagem antiga apresentada como atual, um título exagerado ou um conteúdo manipulado por inteligência artificial.
“A partir dessas situações, foi desenvolvido o conceito ‘A verdade recortada’, que busca mostrar como uma informação pode perder o sentido original quando apresentada de forma parcial”, conta.
Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
Segundo a gerente, um dos principais desafios foi transformar um tema complexo em uma comunicação simples e próxima da realidade das pessoas.
“A estratégia busca orientar sem responsabilizar ou acusar o cidadão, estimulando o pensamento crítico e a checagem das informações antes do compartilhamento”, acrescenta.
Do celular à urna – Entre os temas abordados nas peças estão pesquisas eleitorais, informações falsas sobre a urna e o local de votação, além de conteúdos antigos ou manipulados apresentados como atuais.
A inteligência artificial também ocupa espaço importante. Um dos materiais trata das deepfakes e de outras formas de manipulação digital capazes de reproduzir rostos e vozes com grande semelhança. Nesses casos, a orientação é desconfiar de conteúdos que provoquem reação imediata e verificar sua origem antes de compartilhar.
Para Daniel Dino, assessor de Comunicação Social do TRE-MT, “mais importante do que transformar o cidadão em especialista em tecnologia é estimular o hábito da checagem”. Segundo ele, a campanha orienta o público a observar quem produziu o conteúdo, verificar se há uma fonte identificada, procurar a mesma informação em veículos confiáveis e recorrer aos canais oficiais quando o assunto envolver a Justiça Eleitoral.
Dino explica que a campanha também leva em conta a forma como a desinformação circula nas redes sociais e nos grupos de mensagens, onde conteúdos podem alcançar muitas pessoas rapidamente. Segundo ele, uma das abordagens adotadas é o chamado prebunking, que busca mostrar antecipadamente ao público algumas das técnicas usadas para produzir e disseminar desinformação.
Atuação conjunta – A presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, afirma que o combate à desinformação está diretamente relacionado à liberdade de escolha do eleitor. Para ela, o voto livre pressupõe que cada pessoa possa formar sua convicção com base em informações corretas e confiáveis.
“O combate à desinformação não é apenas uma questão de comunicação, mas também de proteção da própria democracia”, diz.
Na avaliação da presidente, a parceria amplia a capacidade de diálogo com a população ao unir a informação técnica da Justiça Eleitoral à estrutura de comunicação da Assembleia, que conta com televisão, rádio, redes sociais e outros canais de alcance estadual.
O secretário de Comunicação Social da ALMT, coronel Henrique Santos, destaca a importância da parceria institucional entre a Assembleia Legislativa e o TRE-MT no período eleitoral.
“Essa parceria que foi feita entre a Assembleia e o TRE é uma forma que o Parlamento encontra de fazer parte desse processo democrático de direito, que é a eleição”, frisa.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA MT
Chapa de Margareth Buzetti ao Senado é formada integralmente por mulheres
Com Jucélia Ferro como primeira suplente e Coronel Grasi como segunda suplente, composição exclusivamente feminina volta a disputar o Senado pelo estado após 24 anos
A candidatura de Margareth Buzetti ao Senado apresenta a única chapa de Mato Grosso atualmente formada integralmente por mulheres. Com Jucélia Ferro como primeira suplente e Coronel Grasi como segunda suplente, a composição retoma uma configuração que não era registrada no estado havia 24 anos.
Jucélia foi secretária de Assistência Social e primeira-dama de Sorriso, além de ter presidido por dois mandatos o Colegiado Estadual de Gestores Municipais de Assistência Social de Mato Grosso (Coegemas-MT). Coronel Grasi tem quase três décadas de experiência na Polícia Militar, foi a primeira mulher a ocupar a Subchefia do Estado-Maior-Geral da PMMT e exerceu o cargo de secretária de Estado de Assistência Social e Cidadania.
Mais do que um marco de representatividade, a composição reúne trajetórias complementares e nasce para dar continuidade e ampliar um trabalho que já produziu resultados concretos no Senado Federal.
ATUAÇÃO LEGISLATIVA E EXPERIÊNCIA EMPRESARIAL
Margareth possui atuação reconhecida na proteção das mulheres, das crianças e das pessoas em situação de vulnerabilidade, com quatro projetos de sua autoria transformados em leis.
Entre eles está a Lei nº 14.994/2024, originada no Pacote Antifeminicídio, que tornou o feminicídio um crime autônomo, elevou sua pena para até 40 anos de prisão e endureceu a punição para outros crimes praticados contra a mulher.
Também é de sua autoria a Lei nº 15.035/2024, que criou o Cadastro Nacional de Pedófilos e Predadores Sexuais e permitiu a consulta pública de informações sobre condenados por crimes contra a dignidade sexual.
A Lei nº 15.171/2025 ampliou o acesso à cirurgia plástica reparadora da mama pelo SUS e pelos planos de saúde, garantindo o procedimento às mulheres que sofreram mutilação total ou parcial por diferentes causas, e não somente em decorrência do tratamento de câncer.
Já a Lei nº 15.280/2025 reforçou o combate aos crimes sexuais praticados contra crianças, adolescentes, pessoas com deficiência e outras vítimas vulneráveis. A norma aumentou penas, criou medidas protetivas de urgência, estabeleceu a monitoração eletrônica de condenados e assegurou assistência psicológica e social às vítimas e suas famílias.
Margareth também participou da aprovação da Lei nº 14.443/2022, que retirou a exigência de autorização do marido ou companheiro para a realização da laqueadura, reduziu de 25 para 21 anos a idade mínima para o procedimento e permitiu que ele seja feito durante o parto, observadas as condições previstas na legislação.
Sua atuação política é acompanhada por uma trajetória de mais de três décadas no setor produtivo. Filha de mecânico e casada com um recapador de pneus, Margareth construiu sua carreira em um segmento industrial historicamente masculino. Tornou-se liderança nacional no setor de reforma de pneus e chegou à presidência da Associação Brasileira da Reforma de Pneus.
Essa experiência orienta sua defesa da liberdade econômica, da redução da burocracia, da valorização da indústria e da geração de emprego e renda. Para Margareth, a proteção social precisa estar associada à qualificação profissional e à criação de oportunidades que permitam às pessoas conquistar autonomia.
ASSISTÊNCIA SOCIAL E DEFESA DOS MUNICÍPIOS
Primeira suplente, Jucélia Ferro reúne experiência na execução e na articulação de políticas de assistência social. Durante aproximadamente oito anos à frente da área em Sorriso, atuou na proteção às mulheres, crianças, adolescentes e idosos, além de desenvolver ações de segurança alimentar, habitação social, qualificação profissional e preparação para o mercado de trabalho.
Nesse período, participou da implantação da Rede Unificada de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso. A iniciativa integrou Prefeitura, Poder Judiciário, Ministério Público, polícias, saúde, educação, assistência social e conselhos de direitos para organizar o atendimento às vítimas.
Na presidência do Coegemas-MT, Jucélia representou os gestores da assistência social dos 141 municípios e trabalhou pelo fortalecimento do Sistema Único de Assistência Social, pela regularidade dos repasses, pela capacitação das equipes e pela ampliação do diálogo entre os municípios, o Estado e a União.
SEGURANÇA PÚBLICA E GESTÃO ESTADUAL
Segunda suplente, a Coronel Grasi soma quase três décadas de atuação na Polícia Militar de Mato Grosso. Ao longo da carreira, comandou unidades operacionais, participou da formação de policiais e exerceu funções estratégicas na estrutura de segurança do Estado.
Sua experiência abrange o planejamento de operações, o combate à criminalidade, a gestão de equipes e a integração das forças de segurança.
Como secretária de Estado de Assistência Social e Cidadania, Coronel Grasi também trabalhou na proteção às mulheres vítimas de violência, na qualificação profissional, na inclusão socioprodutiva e no atendimento às famílias vulneráveis. Sua trajetória une o conhecimento da segurança pública à experiência em políticas de acolhimento, cidadania e autonomia.
UM PROJETO PARA TODO O MANDATO
A proposta prevê a participação efetiva das três integrantes ao longo do mandato, com a possibilidade de Jucélia Ferro e Coronel Grasi assumirem a senatoria em períodos planejados. A intenção é preservar a continuidade do trabalho e incorporar diretamente ao mandato as experiências acumuladas por cada uma.
A atuação será organizada em cinco eixos:
1. Proteção às mulheres e às crianças: aperfeiçoamento das leis, fortalecimento das redes de atendimento, responsabilização dos agressores e apoio à autonomia das vítimas.
2. Segurança pública: valorização e integração das forças de segurança, combate ao crime organizado e prevenção à violência.
3. Trabalho, renda e liberdade econômica: redução da burocracia, incentivo ao empreendedorismo e apoio à qualificação profissional e aos setores produtivos.
4. Cuidado com os mais vulneráveis: fortalecimento da assistência social e das políticas destinadas às crianças, aos idosos, às pessoas com deficiência e às famílias em situação de vulnerabilidade.
5. Defesa dos municípios: diálogo permanente com gestores e lideranças locais para atender às necessidades das diferentes regiões de Mato Grosso.
“Estamos construindo um mandato que reunirá três mulheres com experiências diferentes e complementares. Eu conheço o setor produtivo e o processo legislativo; Jucélia conhece profundamente a assistência social e a realidade dos municípios; e Coronel Grasi conhece a segurança pública e a gestão estadual. Essa união nos dará condições de proteger, amparar, capacitar e criar oportunidades para transformar a vida das pessoas”, afirma Margareth Buzetti.
A única chapa integralmente feminina ao Senado atualmente apresentada em Mato Grosso reúne, portanto, três mulheres com trabalho prestado e experiências complementares. Após 24 anos, essa configuração volta à disputa com um projeto que une proteção social, segurança pública, desenvolvimento econômico e defesa dos municípios.
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