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Fluminense reage no segundo tempo, empata com o Botafogo, mas amplia jejum no Brasileirão
Fluminense e Botafogo empataram por 1 a 1 neste sábado, no Estádio Nilton Santos, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro. O time alvinegro saiu na frente com Alex Telles, ainda no primeiro tempo, mas o Tricolor conseguiu igualar o placar na etapa final, com Ignácio.
Apesar de evitar a derrota no clássico, o Fluminense chegou ao sexto jogo consecutivo sem vencer no Brasileirão. Considerando também as demais competições, a sequência negativa passou a ser de sete partidas.
Com o empate, o Fluminense alcançou 35 pontos e permanece na quarta colocação, mas corre o risco de deixar o G4 ao fim da rodada. O Bahia, que soma 32 pontos, pode ultrapassar o Tricolor caso vença o Vasco por pelo menos dois gols de diferença.
O Botafogo continua na sétima posição, com 30 pontos, mas ainda pode perder posições dependendo dos outros resultados da rodada.
O jogo
O Botafogo começou o clássico ocupando mais o campo de ataque, mas encontrou dificuldades diante da marcação tricolor. A primeira boa chance apareceu aos 19 minutos, quando Arthur Cabral recebeu na entrada da área, passou pela marcação e finalizou rasteiro. Fábio defendeu.
O Fluminense respondeu com chutes de longa distância. Otávio arriscou de fora da área e mandou perto da trave. Pouco depois, Soteldo também levou perigo em uma finalização forte.
O time alvinegro voltou a ameaçar aos 29 minutos. Medina tabelou com Arthur Cabral, invadiu a área e bateu para fora. Em seguida, o volante completou cruzamento de Villalba, mas acertou apenas a parte externa da rede.
O Botafogo abriu o placar aos 43 minutos. Em cobrança de falta próxima à área, Alex Telles bateu com precisão. A bola tocou no travessão antes de entrar no ângulo de Fábio, em um belo gol para colocar a equipe da casa em vantagem antes do intervalo.
Segundo tempo
O Fluminense retornou para o segundo tempo mais ofensivo e quase empatou logo aos dois minutos. Samuel Xavier cruzou para Serna, que cabeceou sem força e facilitou a defesa de Warleson.
Com maior participação de Soteldo pelo lado direito, o Tricolor passou a encontrar mais espaços na defesa adversária. A pressão surtiu efeito aos 12 minutos.
Serna recebeu pela esquerda, cortou para o meio e fez o cruzamento na direção da segunda trave. Ignácio apareceu livre e cabeceou no canto. A bola ainda bateu na trave antes de entrar, deixando o placar igualado.
O Botafogo teve uma boa oportunidade de retomar a vantagem pouco depois. Montoro encontrou Villalba com um passe de trivela, mas o atacante finalizou fraco, facilitando a defesa de Fábio.
O Fluminense também ficou perto da virada aos 21 minutos. Nonato recebeu livre dentro da área e bateu forte, mas Warleson fez uma defesa inusitada com a cabeça e evitou o segundo gol tricolor.
Na reta final, os dois goleiros voltaram a trabalhar. Aos 25 minutos, Barrera passou pela marcação e finalizou com força da entrada da área, obrigando Fábio a fazer uma grande defesa. Na sequência, Matheus Martins chutou rasteiro e Montoro tentou de fora da área, mas o goleiro do Fluminense apareceu novamente.
Sem novas mudanças no placar, o clássico terminou empatado em 1 a 1.
Próximos jogos
Cianciano x Botafogo
Competição: Copa Sul-Americana – oitavas de final (ida)
Data e horário: 13.08 (quinta-feira), às 21h30 (de Brasília)
Local: Estádio Inca Garcilaso de la Vega
Fluminense x Independiente Rivadavia
Competição: Copa Libertadores – oitavas de final (ida)
Data e horário: 11.08 (terça-feira), às 19h (de Brasília)
Local: Estádio do Maracanã
| FICHA TÉCNICA | |
|---|---|
| Resultado | Botafogo 1 x 1 Fluminense |
| Competição | Campeonato Brasileiro — Série A, 22ª rodada |
| Data e horário | Sábado, 8 de agosto de 2026, às 21h, de Brasília |
| Local | Estádio Nilton Santos, Rio de Janeiro (RJ) |
| Cartões amarelos — Botafogo | Ferraresi |
| Cartões amarelos — Fluminense | Zubeldía, Ignácio, Nonato e Samuel Xavier |
| Cartões vermelhos | Nenhum |
| Gols | Alex Telles, aos 44 minutos do 1º tempo — Botafogo | Ignácio, aos 13 minutos do 2º tempo — Fluminense |
| Árbitro | Bruno Arleu de Araujo (RJ) |
| Assistentes | Rodrigo Figueiredo Henrique Correa e Luiz Claudio Regazone (RJ) |
| VAR | Rodolpho Toski Marques (PR) |
| Botafogo | Warleson; Vitinho, Gabriel Justino, Ferraresi e Alex Telles (Paulinho); Danilo, Medina e Montoro (Danilo); Villalba (Matheus Martins), Kauan Toledo (Jordan Barrera/Lucas Emanuel) e Arthur Cabral.Técnico: Franclim Carvalho |
| Fluminense | Fábio; Samuel Xavier, Ignácio, Jemmes e Renê; Otávio, Nonato (Savarino), Ganso (Hércules); Kevin Serna (Canobbio), Soteldo (Luciano Acosta) e Rodrigo Castillo (Hulk).Técnico: Luis Zubeldía |
Fonte: Esportes
esportes
Pan-Americano de Beach Tennis em Cuiabá termina com recorde de medalhas para o Brasil
O Brasil brilhou no encerramento do inédito Pan-Americano de Beach Tennis, realizado no CT Pantanal, no estacionamento do Shopping Pantanal, em Cuiabá (MT). Esta foi a 13ª edição da competição continental, a sexta em território brasileiro.
Ao todo, foram 43 medalhas das 45 disputadas nas 15 categorias, desde o Profissional, passando pelos juvenis Sub 18, 16, 14 e 12 anos, em dupla masculina, feminina e duplas mistas. O número de medalhas iguala o recorde do ano passado. O Brasil foi campeão em 14 das 15 categorias disputadas.
Entre as profissionais, as líderes do ranking, a paranaense Vitória Marchezini e a paulistana Sophia Chow, campeãs de 2023, voltaram a ganhar juntas após três anos e, desta vez, pela primeira vez no Brasil. Elas bateram as campeãs de 2025, as brasileiras Júlia Nogueira e Marcela Vita, por 6/1 6/4. A terceira colocação também ficou com o Brasil, com Ana Preisner e Mariana Peracini.
“Com certeza, ano passado era nosso objetivo sair com a vitória do Pan, acabou não dando certo. Feliz do modo que entramos em quadra, fomos muito agressivas nos momentos que precisamos, reagimos bem. Feliz do modo que performamos bem. Tem um gostinho especial vencer com a camisa do Brasil”, disse Chow.
“Feliz com o nosso título, o Brasil domina muito nas outras categorias também, sempre é Brasil e Venezuela, é muito legal jogar o Pan, Copa do Mundo ganhamos cinco vezes, sempre na final ou na semi”, vibrou Marchezini, que comentou sobre o momento de pressão no final do jogo: “A gente sabia que seria difícil no saque da Júlia, pois ela tava impecável, não conseguia ver onde ela ia sacar, então sabia que iria sobrar pra mim sacar no 5 a 4, só respirei, pois era um momento de pressão, e mostramos que estamos preparadas”, finalizou a paranaense, que ergue sua terceira conquista de Pan. Ela foi campeã também em 2024, ao lado de Rafaella Miiller.
No masculino, o troféu ficou, de forma inédita, com o gaúcho Felipe Loch e o paulista Leonardo Branco, que superaram os campeões de 2025 e dupla com dois jogadores top 5 do mundo, Giovanni Cariani e Daniel Mola, marcando 7/5 6/2. Este foi o primeiro Pan-Americano disputado por Branco.
“Estou muito feliz, eu merecia demais esse título. As outras convocações em que não estive presente, eu fiquei triste mesmo. Mas sempre acreditei em mim e as pessoas ao meu lado sempre acreditaram em mim, e isso é o mais importante. Não levei nenhuma raiva, somente motivação, falando pra mim mesmo que teria a oportunidade e agarraria ela com unhas e dentes. Quando cheguei aqui, falei que iria aproveitar mesmo, ficava até alguns momentos fora do quarto para vivenciar com o time. Óbvio que joguei contra dois amigos de coração, foi muito gratificante. Obrigado, CBT, obrigado, time”, vibrou Léo.
Loch adicionou: “Fiquei ansioso para defender o Brasil, não fiquei engasgado com o ano passado, mas sim motivado, usamos muito as frustrações como motivações para os próximos”, celebrou Loch, que ergue seu primeiro título defendendo as cores do Brasil como profissional.
A medalha de bronze ficou com a Venezuela, com Eduardo Garay e Carlos Jesus, a única medalha de um país estrangeiro nas categorias profissionais.
O torneio finalizou com as duplas mistas e o Brasil no alto do pódio novamente, com o título de duplas mistas na parceria de Vitória Marchezini e Giovanni Cariani, que levaram a decisão por 7/5 3/6 10/8 contra Sophia Chow e Felipe Loch. O bronze ficou com Daniel Mola e Júlia Nogueira.
Show de medalhas no juvenil para o Brasil
Nas categorias juvenis, o Brasil também brilhou e venceu 11 das 12 categorias, conquistando 35 das 36 medalhas disputadas. Apenas na categoria Sub 14 feminina o país não ganhou o ouro, com título da Venezuela: Amanda Franco e Loisanna Monzon passaram pelas brasileiras Marcela Leme e Maria Nunes por 4/2 5/3, em final emocionante.
No Sub 18, o título ficou com Augusto Neto e Vinicius Schurtz, terceira melhor dupla do torneio, que bateu os principais favoritos, Leonardo Neiva e Miguel Mazzaro, na semi, e triunfou sobre o atleta da casa, João Godoy, de Cuiabá, e o campineiro Giovanni Nomelini na final, por 7/6 (7/5) 3/6 10/1, em mais uma decisão emocionante. Entre as mulheres, título para Ana Merola e Laura Amorim, com triunfo por um duplo 7/5 sobre Valentina Silva e Kauany Oliveira.
No Sub 16, Giovana Batista foi campeã em dupla feminina com Antonella Pazzotti e nas mistas com Guilherme Bernal. Entre os meninos, título para Edgar Calixtro e Gabriel Leite. No Sub 14 masculino, o troféu ficou com Daniel Bunn e Matheus Petita, em pódio totalmente nacional, com Caio Fernandes e Lucas Mendonça na segunda colocação e Leonardo Godoy e Henry Koffke na terceira posição.
No Sub 12, o Brasil brilhou com pódio repleto no masculino e no feminino, com o título para Flávio Brasileiro e Miguel Lourenço, vice-campeonato para Bernardo Birle e João Serrano e terceiro lugar para Guilherme Castelo e Renato Frugoni. Entre as meninas, caneco para Thais Calçada e Carolina Marcon, segundo lugar para Maria Barroso e Maria Cordeiro e terceira posição para Isa Branco e Eduarda Skaf.
Os jovens brasileiros foram 100% do pódio em todas as categorias de duplas mistas.
Torneio inédito termina com saldo positivo
Com 284 atletas de 16 países de todo o continente e público lotando o CT Pantanal, com entrada gratuita, o inédito Pan-Americano terminou com saldo positivo. O vice-presidente da Confederação Brasileira de Tênis, Eduardo Catharino Gordilho, destacou: “A Federação de Mato Grosso está de parabéns, toda organização, toda equipe montaram uma estrutura de torneio grande e logística muito atenciosa, e a delegação brasileira está muito feliz de poder estar em uma estrutura como essa”, disse.
“Nosso foco da CBT é ter uma atenção desde o início à criançada, aos clubes, pois entendemos que é o futuro do esporte. A CBT tenta montar uma programação e planejamento interno o mais profissional possível, com equipe de fisioterapia, comunicação, alimentação e comissão técnica. Precisamos estar muito atentos às crianças e estamos muito felizes, pois o Brasil é protagonista não só aqui nas Américas. Fico muito feliz de ver o comportamento dos nossos atletas”.
Isoldino Neto, organizador do evento, celebrou a realização inédita do Pan-Americano em Cuiabá e no Mato Grosso: “Muito legal, foi uma experiência diferente, a atmosfera. Foi um desafio, pois chegou de última hora, e muita gente quis de coração trazer, não só eu, mas o Jurandir Lima, presidente da Federação de Mato Grosso, o Ricardo Cintra, também da Federação. Agradecimento mais do que especial à SECEL do Mato Grosso, o secretário David Moura, que não mede esforços para incentivar o esporte no estado”.
“O trabalho é duro, é cansativo. Fazer o que você gosta, com amor e dedicação, a gente consegue entregar. Não fazemos nada por obrigação, fizemos porque queríamos e, junto com a Confederação Brasileira de Tênis e o Governo do Mato Grosso, público maravilhoso, com tanta gente, 16 delegações, conseguimos entregar isso aqui. Estamos muito felizes, coração cheio de alegria, que realizamos um Pan-Americano de Beach Tennis”, destacou Ricardo Cintra, um dos organizadores e da Federação de Tênis de Mato Grosso.
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