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Tribunal de Contas realiza Painel de Referência sobre auditoria do Fundo Nacional de Segurança Pública

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O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), por meio do Núcleo de Políticas Públicas (NPP), debateu com as forças de segurança do Estado as análises preliminares da auditoria operacional sobre a governança das transferências legais do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP).

A auditoria, que integra a estratégia da gestão do presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, avalia a governança dos recursos transferidos pelo FNSP em Mato Grosso, considerando desde o planejamento e a aplicação dos valores até o monitoramento, a avaliação dos resultados e a prestação de contas. As contribuições apresentadas no Painel de Referência vão subsidiar os próximos passos da equipe técnica.

“Nosso objetivo é contribuir para que os recursos sejam utilizados da forma mais eficiente possível e se traduzam em melhores serviços para a população. Por isso, esse diálogo com os órgãos que estão na ponta é fundamental”, destacou o presidente da Comissão Permanente de Segurança Pública do TCE-MT, conselheiro Waldir Teis.

Segundo a secretária de Controle Externo do NPP, Karisia Goda Cardoso, no Painel de Referência, as análises da equipe técnica são apresentadas a gestores e profissionais que atuam diretamente na política pública avaliada, permitindo confrontar as evidências levantadas com a realidade dos órgãos responsáveis pela execução.

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“O painel qualifica a auditoria e dá mais segurança ao trabalho técnico. Estamos tratando de recursos destinados à segurança pública, e é fundamental avaliar como esses valores estão sendo planejados, aplicados e acompanhados”, explicou.

Na metodologia de auditoria operacional, o painel funciona como controle de qualidade do trabalho. A etapa avalia a qualidade e a suficiência das evidências, a caracterização dos achados e a coerência entre as situações identificadas, suas causas, efeitos e possíveis encaminhamentos.

Participaram do encontro representantes da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), Polícia Militar (PM), Corpo de Bombeiros Militar (CBM), Polícia Judiciária Civil (PJC), Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), além da Comissão Permanente de Segurança Pública do TCE-MT e da equipe responsável pela auditoria.

Durante a reunião, os representantes apresentaram esclarecimentos, contextualizações, críticas e contribuições às análises da equipe técnica.

Auditoria 

O trabalho faz parte de uma ação coordenada nacional concebida pelo Comitê Técnico de Segurança Pública do Instituto Rui Barbosa (IRB), com apoio institucional da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) e participação dos Tribunais de Contas.

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Vale destacar que as análises discutidas no painel ainda são preliminares. Após a avaliação das contribuições e a etapa de manifestação e defesa dos responsáveis, a equipe técnica analisará os argumentos e as evidências apresentados para elaborar o relatório final da auditoria.

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Tribunal de Contas recomenda aprovação das contas de três municípios, com ressalvas para Barra do Garças

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O Plenário do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) emitiu pareceres prévios favoráveis à aprovação das contas anuais de governo dos municípios de Mirassol D’Oeste e Reserva do Cabaçal, relatadas pelo conselheiro Antonio Joaquim, e parecer prévio favorável à aprovação, com ressalvas, às contas de Barra do Garças, relatadas pelo conselheiro Waldir Teis. Com índices de boa gestão e equilíbrio orçamentário e financeiro, os balanços foram apreciados durante sessão ordinária da última terça-feira (15).

Conselheiro Waldir Teis.

Sobre Barra do Garças, as receitas realizadas pelo município totalizaram R$ 538,3 milhões, enquanto as despesas empenhadas somaram R$ 491,3 milhões, resultando em superávit de execução orçamentária de R$ 47 milhões. O município também demonstrou equilíbrio financeiro ao garantir recursos suficientes para a quitação das obrigações financeiras, encerrando o exercício com disponibilidade financeira de R$ 40,3 milhões.

A gestão também cumpriu com todos os limites e percentuais constitucionais e legais, com aplicação de 27,27% da receita na Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (MDE), acima do mínimo de 25%; de 71,07% dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), acima do mínimo de 70%; destinação de 25,43% das receitas de impostos em ações e serviços de saúde (mínimo de 15%); e gastos com o pessoal correspondentes a 44,49% da Receita Corrente Líquida, abaixo do limite de 54%.   Entre os destaques positivos alcançados pelo município estão o elevado índice de transparência, que alcançou nota 0,83, e o Índice de Gestão Fiscal dos Municípios (IGF-M) de 0,64, situando o município no Conceito B de Boa Gestão. Para contribuir para o aperfeiçoamento da gestão municipal, Teis recomendou à prefeitura a adesão ao Programa de Certificação Institucional e Modernização da Gestão dos Regimes Próprios de Previdência Social (Pró-Gestão RPPS), com a busca pela respectiva certificação, e a adoção de medidas urgentes para ampliar a oferta de vagas em creches e pré-escolas e zerar a fila de espera.

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Mirassol D’Oeste e Reserva do Cabaçal

13ª Sessão Ordinária do Pleno Presencial (20).jpg
Conselheiro Antonio Joaquim. 

O mesmo desempenho satisfatório foi constatado nas contas de Reserva do Cabaçal e Mirassol D’Oeste, relatadas pelo conselheiro Antonio Joaquim, que também obtiveram Conceito B de boa gestão. As receitas líquidas arrecadadas foram de R$ 42,3 milhões e R$ 172 milhões, com despesas executadas de R$ 37 milhões e R$ 165,7 milhões, além de superávit financeiro de R$ 7,3 milhões e R$ 16,5 milhões, respectivamente.

Ambos os municípios cumpriram os limites e percentuais constitucionais e legais. Houve aplicação de 25,63% (Reserva do Cabaçal) e 26,10% (Mirassol d’Oeste) da receita de impostos e transferências destinadas à Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (MDE), acima do mínimo de 25%. A valorização do magistério ultrapassou o mínimo de 70%, atingindo 81,89% em Reserva do Cabaçal e 91,43% em Mirassol D’Oeste, assim como as ações e serviços de saúde, que alcançaram 15,35% e 26,33%, respectivamente. O comprometimento da Receita Corrente Líquida (RCL) com despesas de pessoal também foi respeitado pelas duas prefeituras, registrando 31,05% em Reserva do Cabaçal e 46,55% em Mirassol D’Oeste.

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Em Reserva do Cabaçal, outros destaques apontados pelo relator foram a educação infantil e as políticas públicas sociais. “Na educação, verificou-se que, no exercício de 2025, não houve registro de crianças em fila de espera por vagas em creche. Já as ações voltadas à prevenção da violência contra as mulheres foram todas realizadas pelo município”, observou o conselheiro.

No município de Mirassol D’Oeste, o ponto positivo foi a gestão do saneamento básico. “Foi identificada a adimplência com relação a todos os módulos do Sinisa em 2025 e a designação da Ager Pantanal como entidade responsável pela regulação e fiscalização dos serviços públicos de saneamento”, destacou o relator.

No voto, o conselheiro Antonio Joaquim acolheu parcialmente o parecer do Ministério Público de Contas (MPC) em relação aos dois municípios, emitindo pareceres prévios favoráveis à aprovação das contas, com recomendações para o aperfeiçoamento da gestão.

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