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Os novos animais-símbolo da ameaça de extinção

Os cientistas acreditam que estes animais pouco conhecidos são fundamentais para arrecadar dinheiro para proteger ecossistemas vulneráveis

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O macaco-dourado de nariz arrebitado (à esquerda) e a cabra gnu, ou Takin (à direita), estão na lista.jpg

O macaco-dourado de nariz arrebitado (à esquerda) e a cabra gnu, ou Takin (à direita), estão na lista

Já ouviu falar da cabra gnu, do macaco de orelhas vermelhas ou do monstro de Gila? 

 

Eles podem ser os futuros ícones da conservação ambiental, de acordo com um estudo.

 

Os cientistas acreditam que estes animais pouco conhecidos são fundamentais para arrecadar dinheiro para proteger ecossistemas vulneráveis.

 

As imagens de tigres e elefantes, que têm grande apelo junto ao público, são frequentemente selecionadas para campanhas de arrecadação de fundos.

 

Mas essa abordagem tem sido criticada por negligenciar muitas outras espécies que precisam da nossa ajuda.

 

Mas essa abordagem tem sido criticada por negligenciar muitas outras espécies que precisam da nossa ajuda.

 

“É hora de colocarmos alguma ciência por trás das espécies que usamos para comercializar e arrecadar fundos para conservação — em vez de limitar nossa abordagem em torno do que é popular ou visto como ‘fofo’ pelo público”, argumenta Hugh Possingham, cientista chefe da ONG The Nature Conservancy.

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O urso andino, fotografado em um zoológico na Alemanha, é o único urso nativo da América do Sul.jpg

O urso andino, fotografado em um zoológico na Alemanha, é o único urso nativo da América do Sul 

Para testar se uma abordagem mais científica poderia trazer benefícios mais abrangentes para ecossistemas vulneráveis, os pesquisadores compilaram dados sobre áreas protegidas, impacto humano e variedade de espécies.

 

Eles identificaram lugares prioritários para conservação no mundo e “espécies emblemáticas” que seriam adequadas para angariar fundos para eles.

 

“Não podemos nos dar ao luxo de desperdiçar um único dólar em conservação”, diz Jennifer McGowan, da Universidade Macquarie, na Austrália.

 

“Dada a situação da crise da biodiversidade, precisamos ser estratégicos, eficazes e eficientes no trabalho de conservação que fazemos.”

 

As “espécies emblemáticas” são uma boa maneira de “tocar corações e mentes”, acrescenta ela, citando imagens dos recentes incêndios na Austrália que mostram coalas feridos.

 

“Milhões de dólares foram arrecadados — porque ninguém é capaz de olhar para essas fotos e não ficar com o coração partido”.

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Serpentário desfila em meio ao capim alto do deserto de Kalahari, na África.jpg

Serpentário desfila em meio ao capim alto do deserto de Kalahari, na África 

O estudo, publicado na revista científica Nature Communications, compilou uma lista de centenas de mamíferos, aves e répteis que podem atuar como novas “espécies emblemáticas”. Eles são carismáticos por si só, mas muitas vezes são deixados de lado em prol de alternativas mais icônicas.

 

Entre os animais da lista, estão:

 

– O urso-de-óculos, também conhecido como urso-andino, que habita as florestas montanhosas dos Andes, na América do Sul;

 

– A fossa, felino carnívoro encontrado em Madagascar;

 

– O calau-rinoceronte, pássaro do sudeste asiático;

 

– O secretário, ou serpentário, ave que vive nas savanas da África Oriental;

 

– O monstro de Gila, encontrado nos desertos do México e dos EUA.

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Monstro de Gila fotografado no sul do Arizona, nos EUA

Monstro de Gila fotografado no sul do Arizona, nos EUA 

O ano de 2020 é considerado crítico para a natureza e vai culminar com um encontro em Kunming, na China, em outubro, para definir uma nova estrutura global para a biodiversidade.

 

Nesta semana, representantes dos países da Convenção sobre a Diversidade Biológica (CDB) fazem sua primeira reunião em Roma, na Itália, para elaborar o tratado internacional, no estilo do “Acordo de Paris”, que deve ser assinado em outubro.

 

No ano passado, um painel intergovernamental de cientistas afirmou que um milhão de espécies animais e vegetais estão ameaçadas de extinção.

 

Estimativas recentes sugerem que o orçamento anual necessário para atender às metas globais de biodiversidade é de pelo menos US$ 100 bilhões por ano.

 

 

 

 

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Fotógrafo mexicano filma onça atacando jacaré no Pantanal de Mato Grosso; veja o vídeo

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O fotógrafo mexicano Diego Rodriguez filmou o ataque de uma onça-pintada a um jacaré durante uma expedição no Pantanal mato-grossense.

Veja vídeo:

Apesar de viajar o mundo registrando a vida selvagem, Rodriguez disse que foi a primeira vez que conseguiu gravar um ataque como esse.

Nas imagens, é possível ver a onça tentando levar o jacaré, ainda vivo, para a mata. O jacaré consegue escapar em determinado momento, mas é pego pelo felino novamente.

Segundo o fotógrafo, as imagens foram feitas nas margens do Rio Cuiabá, na região de Porto Jofre. A área é conhecida por ter a maior concentração de onças-pintadas do mundo. A reserva tem 108 mil hectares. Turistas do país e do exterior procuram o parque para ver as onças-pintadas, durante passeios de barco.

O melhor período para observar a onça é entre julho e final de setembro, período da seca. Nesses meses, as onças ficam mais próximas das margens dos rios em busca de água e caça, então, é mais fácil se deparar com o animal.

Em 2013 o fotógrafo americano Justin Black flagrou cena semelhante e publicou as seguintes fotos:

 

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