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Mato Grosso

Fórum Interestadual debate estratégias para fortalecer a regularidade fiscal dos Estados

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A Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz-MT) abriu, nesta quinta-feira (02.07), o XIX Fórum Interestadual de Regularidade, em Cuiabá, reunindo representantes dos estados, da União e de órgãos federais para discutir estratégias voltadas ao fortalecimento da regularidade fiscal e os desafios impostos pela Reforma Tributária. A programação segue até sexta-feira (3), com palestras técnicas e intercâmbio de experiências entre gestores públicos de todo o país.

Na abertura do encontro, a secretária adjunta do Tesouro Estadual, Luciana Rosa, ressaltou que a regularidade fiscal é condição essencial para que os estados tenham acesso a recursos federais, possam firmar convênios, contratar operações de crédito e ampliar investimentos em áreas estratégicas.

“A regularidade fiscal é muito mais do que cumprir obrigações perante o Governo Federal. Ela garante que o Estado possa acessar recursos e transformá-los em investimentos para a população, seja na construção de escolas, hospitais, obras de infraestrutura ou na ampliação dos serviços públicos. Basta uma única pendência para comprometer toda essa capacidade, por isso esse trabalho exige atuação integrada entre todos os órgãos e poderes”, afirmou.

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Segundo Luciana Rosa, esse acompanhamento exige monitoramento permanente, já que envolve centenas de unidades administrativas e órgãos dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além do Ministério Público e da Defensoria Pública.

Coordenador do Fórum Interestadual de Regularidade, Luis Antônio Medina Gomez destacou que o evento fortalece o diálogo entre os estados e os órgãos federais responsáveis pelo acompanhamento da regularidade fiscal, contribuindo para o aperfeiçoamento dos processos e para a solução de demandas comuns.

“Este fórum permite que os estados dialoguem diretamente com a Receita Federal e outros órgãos da União sobre suas demandas, ao mesmo tempo em que recebem orientações sobre mudanças e novos procedimentos. Isso contribui para que permaneçam regulares por mais tempo e possam acessar operações de crédito, celebrar convênios e captar recursos. Mato Grosso está de parabéns pela organização e por valorizar um tema tão importante para a administração pública”, destacou.

Ao longo do primeiro dia, a programação abordou temas como gestão estratégica da regularidade fiscal, monitoramento contínuo, inovação e os impactos da Reforma Tributária, além de painéis conduzidos por representantes da Receita Federal, da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

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O fórum será encerrado nesta sexta-feira (3) com debates sobre transferências intergovernamentais, Receita Federal, implantação do eSocial nos estados e a apresentação do Sistema de Regularidade Fiscal e Institucional de Mato Grosso (SIFI), desenvolvido pela Sefaz-MT para apoiar o acompanhamento das pendências fiscais dos órgãos estaduais.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Oposição questiona empréstimo de R$ 1,5 bilhão pedido pelo governo e diz que deveria usar em habitação popular

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O governo de Mato Grosso enfrenta um teste de força na Assembleia Legislativa com o Projeto de Lei nº 795/2026, que autoriza a contratação de um empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal (CEF). O pedido, formalizado na reta final do mandato e em pleno ano eleitoral, gerou questionamentos técnicos sobre a sustentabilidade da dívida e a real necessidade da operação.

A resistência é liderada pelo deputado Lúdio Cabral (PT), que apresentou uma emenda condicionando a autorização do empréstimo a um compromisso paralelo: o Estado deveria aplicar um montante equivalente em casas população para pessoas de baixa renda.

A ideia é utilizar recursos do Fethab — Fundo Estadual de Transporte e Habitação —, que é alimentado por contribuições de produtores rurais e empresas do setor de combustíveis, voltado originalmente a obras de infraestrutura e habitação.

Para o parlamentar, é um contrassenso endividar o Estado enquanto fontes como o Fethab, que poderiam financiar políticas habitacionais, não são plenamente utilizadas para esse fim.

O ponto mais sensível do projeto é a modelagem financeira. A proposta prevê taxas atreladas ao CDI — que operam em patamares elevados — e um prazo de pagamento de 10 anos. Lúdio Cabral classifica a modalidade como ineficiente.

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“Estamos buscando um empréstimo a juros de mercado, quando o Estado já contratou, em outras ocasiões, linhas com carência de cinco anos, taxas fixas de 3,6% e prazo de pagamento de 25 anos”, comparou.

O parlamentar também questiona o timing: “Não tem sentido o Estado contrair uma dívida dessa magnitude a seis meses do fim do mandato. O novo governador que assumir em 2027 deveria ser o responsável por decidir sobre a pertinência desse endividamento”.

Em defesa da proposta, o governo argumenta que o crédito é necessário para suprir a lacuna de fontes de receita que serão descontinuadas no próximo ano. O projeto, porém, carece de detalhamento sobre essa estratégia, o que amplia as dúvidas sobre a capacidade de alavancagem em obras de infraestrutura e saúde.

A votação do projeto coloca o governo em uma posição delicada: a necessidade de garantir recursos antes da eleição esbarra na cautela fiscal de parlamentares que temem os impactos de uma dívida atrelada à volatilidade dos juros.

Crise habitacional na capital

Enquanto o debate sobre o financiamento bilionário de infraestrutura domina a Assembleia, a política habitacional também é alvo de disputa em Cuiabá. O PSD recorreu ao Tribunal de Justiça contra um decreto do prefeito Abílio Brunini (PL) que impôs restrições ao tamanho de terrenos destinados a habitação social.

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A medida, tomada à revelia da Câmara Municipal, ignora a Lei Complementar nº 389/2015, que permitia metragens menores para viabilizar projetos como o Minha Casa, Minha Vida.

Segundo especialistas e parlamentares, ao fixar o mínimo de 200 m² por decreto, a prefeitura cria um entrave burocrático que inviabiliza novos projetos populares na capital, gerando um novo flanco de desgaste para a gestão municipal.

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