ecossistemas
Há quase um mês incêndio destrói o Parque Encontro das Águas sem controle
Um incêndio está destruindo o Parque Encontro das Águas, localizado no Pantanal entre Poconé e Barão de Melgaço, há mais de 20 dias e já consumiu 20,8% da área do parque, o que equivale a 21.825 hectares de vegetação. Nem mesmo a chuva forte da semana passada conseguiu conter as chamas.
De acordo com uma nota emitida no sábado (28.10), cerca de 30 bombeiros estão posicionados ao longo dos rios Canabu, Cuiabá e São Lourenço para combater o incêndio que atinge o Parque. As equipes de bombeiros também contam com a ajuda de aeronaves dos Bombeiros e da Defesa Civil, que lançam água para reduzir a intensidade das chamas e aumentar a umidade na região.
O Parque Estadual Encontro das Águas está situado na confluência dos rios Cuiabá e Piquiri e abrange uma área de 108 mil hectares. A localidade é conhecida por ter a maior concentração de onças-pintadas do mundo, tornando sua preservação uma preocupação importante para as autoridades. A população local está apreensiva com o avanço das chamas na área, temendo impactos na fauna e flora da região.
amazonia
Seca na Amazônia pode ser a mais rigorosa da história
A Amazônia, conhecida por sua exuberante floresta tropical e rica biodiversidade, enfrenta atualmente uma crise preocupante com a seca, que está se desenhando como uma das mais rigorosas já registradas na história.
As consequências dessa estiagem vão além da escassez de chuvas, afetando tanto as comunidades locais quanto o ecossistema delicado da região.
Os níveis dos rios estão baixando dramaticamente, resultando em dificuldades para a navegação fluvial, desabastecimento de água potável e, até mesmo, a exposição de vastas áreas de terra que antes estavam submersas. Além disso, a seca contribui para um aumento nos incêndios florestais, que já são uma ameaça recorrente na Amazônia.
Diante dessa situação crítica, a preservação da maior floresta tropical do mundo e das comunidades que dela dependem se torna ainda mais urgente e desafiadora.
O que costumava ser uma vasta extensão de água agora se reduz amplos banco de terra. A seca na região Norte está forçando os habitantes das comunidades ribeirinhas de Manaus a escavar poços em busca de água potável. Casas flutuantes e até pequenas embarcações estão encalhadas. Onde outrora existia um rio, agora há terra seca.
EXEMPLO – A Comunidade do Tumbira, localizada dentro da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Negro, a uma hora e meia de Manaus, é um exemplo. Seus cerca de 140 moradores estão praticamente isolados, privados de seu principal meio de locomoção.
De acordo com a Fundação Amazônia Sustentável (FAS), responsável por diversas iniciativas voltadas para o desenvolvimento ambiental da comunidade, o rio é a principal fonte de locomoção e subsistência das famílias que vivem no local.
Com a escassez de água, os moradores enfrentam uma crise de abastecimento de alimentos, água potável e itens básicos de sobrevivência.
O acesso à Comunidade do Tumbira costumava ser realizado por meio de uma viagem de barco a partir de Manaus, com duração de cerca de 1h30. Como os moradores não conseguem mais se deslocar, a FAS está arrecadando contribuições financeiras e doações de alimentos e água potável para ajudar as famílias afetadas.
Com informações do g1
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