livre pensar
O propósito nos faz vencer
Arquivo pessoal
Claiton Cavalcante
De uns meses para cá houve uma explosão no uso de substantivos tais como quarentena, reclusão, aquartelamento, confinamento, cárcere, dentre outros. Tudo isso para dizer que devemos permanecer dentro de nossos lares – isso para aqueles que podem ou possuem.
Na antiguidade o encarceramento, se apresentava como emprego do ato de aprisionar não como caráter da pena, e sim como garantia de manter o indivíduo – e nos dias atuais também o cidadão – sob o domínio dos que tinham o poder de tutela.
E por coincidência, ou não, foi em Roma, na Itália que foi construído o Hospício de São Miguel, a primeira instituição destinada a reclusão de menores desobedientes. Desobediência. Nos faz lembrar de algo?
Em razão de uma doença, estamos vivendo a pandemia da sopa de letrinhas: da Covid-19, do Sar-CoV-2 e do coronavírus. Segundo a Biblioteca Virtual de Saúde, o correto é utilizar o nome Covid-19, pois Covid-19 é a doença, Sar-CoV-2 é o vírus e coronavírus é a família de vírus a que ele pertence.
Para combatermos tantas letras devemos desenvolver a obediência, a paciência, a coragem para enfrentar o novo e a resiliência. Resiliência, inclusive, para praticar o lockdown, que é a proibição das pessoas de saírem às ruas
A Covid-19 chegou e com ela trouxe-nos o dever de refletirmos sobre uma série de situações que antes dizíamos não ter tempo para tal. Agora estamos tendo tempo de sobra. Aqueles que podem, adotam o home office e assim tem mais tempo para refletir junto à família; os que não adotaram o trabalho em casa, também estão tendo tempo para reflexões, pois de certa maneira a rotina de trabalho foi modificada.
Nessa altura do campeonato se pararmos para verdadeiramente pensar, que diferença faz sermos, financeiramente, rico ou pobre, termos o carro do ano ou a bicicleta ou até mesmo nenhum dos dois veículos? A doença pode chegar para qualquer um.
São em momentos como esse que temos a certeza de que somos filhos de um mesmo pai e que estamos nesse planeta somente de passagem. A preocupação com a doença é tamanha que até as igrejas e templos estão fechando as portas, ou seja, estão sendo obedientes e destemidas, tudo isso com o objetivo de neutralizar a pandemia.
Mesmo sem quer, ao enclausurarmos em nossos lares estamos praticando a espiritualidade, pois estudos tem demostrado que a espiritualidade impacta sobremaneira na imunidade das pessoas. Atualmente o que mais precisamos é de imunidade.
A espiritualidade a que me refiro não é em relação a religiões e doutrinas, mas sim, no sentido do perdão, do bom humor, da alegria, da leveza de pensamentos, da autoestima, do trabalho em equipe e de se preocupar com o próximo. Para com isso, ao praticarmos a espiritualidade nós possamos compreender as nossas limitações e as do próximo, sem jamais perder a fé e a esperança.
Sabemos que o novo as vezes nos assusta, neste caso, o novo é a Covid-19, é o home office, é a reaproximação com a família. Não devemos ter medo de encarar os projetos e missões que nos é imposto. Sempre tendo em mente que coragem não é a ausência do medo, mas sim a capacidade de seguir em frente.
Caso contrário, nos enquadraríamos na fábula do rato onde diz que um rato vivia angustiado com medo do gato, por isso um mágico o transformou em gato. Mas aí ele ficou com medo de cachorro, assim o mágico o transformou em pantera. Então ele começou a ter medo dos caçadores. Por fim, o mágico transformou-o em rato novamente e disse: – Nada que eu faça por você vai ajudá-lo, porque você tem apenas a coragem de um rato.
Enfim, que possamos manter a coragem, a fé e a esperança e assim como o personagem bíblico Jó, que mesmo após perder tudo o que mais gostava, inclusive, bem materiais em momento algum deixou-se abater pela desesperança e ao final foi recompensado por Deus que lhe devolveu em dobro tudo que tinha perdido.
Claiton Cavalcante – Contador, mestrando em Contabilidade Pública pela FUCAPE Business School, Conselheiro do CRC/MT.
artigos
Série Governantes: Faça a sua parte
Por Francisney Liberato
“Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país.” John F. Kennedy
Uma das características mais marcantes do brasileiro é a sua criatividade. Ele consegue desenvolver e pôr em prática várias habilidades como: ideias, pensamentos, empreendedorismo, visando o seu bem-estar e o seu conforto, como também o de sua família.
Segundo o site “Terra”, em 30/09/2019, é apresentada uma pesquisa a qual conclui: “A pesquisa Amway Global Entrepreneurship Report (AGER) revela que 56% dos brasileiros desejam ser donos do seu próprio negócio. Destes, 74% são jovens entre 18 e 35 anos. O índice do Brasil é maior que a média global, que está em 47%”.
Vejam que no Brasil os jovens desejam criar e empreender, eles querem ter o seu próprio negócio. Isso é muito positivo para nossa nação. Infelizmente, uma coisa é desejar e querer ser um empresário, outra, bem diferente, é efetivar esse desejo.
Não podemos permitir que o conceito autocrático, isto é, esperar que as ideias, iniciativas e as respostas sejam exclusivamente do chefe, do líder, do diretor escolar, do pai e da mãe, do governante, do presidente, uma vez que, se agirmos dessa maneira, veremos falecer a nossa liberdade de criar.
É fundamental para todos que tenham uma mentalidade aberta e moderna que as pessoas criem e empreendam mais, pois é por intermédio disso que é gerada riqueza para o nosso país.
Você deve olhar para dentro de si e se perguntar: Qual é a sua vocação para melhorar a sua vida, a vida da sua família, dos seus entes queridos e do país onde reside? Essa reflexão é de extrema importância.
A responsabilidade é única e exclusivamente sua. Aqui existe um conceito fundamental que devemos ter como prisma em nossas vidas, que é chamado de Autorresponsabilidade. Em síntese, é necessário trazer para si a responsabilidade, e não a de colocar sobre o encargo do outro, como: os seus pais, seus familiares, seus empregadores e seus governantes. Em outras palavras, o sucesso ou fracasso da sua vida está em sua alçada.
Se pensarmos a vida dessa forma, saiba que teremos uma nação moderna e próspera, com índices de desenvolvimento econômico e humano semelhantes aos de países do primeiro mundo.
Entretanto, muitos indivíduos têm dificuldades de entender o seu propósito para esta vida. Muitos estudantes que estão cursando uma faculdade já pensam em desistir, por entender que não é bem isso o que sonham para sua vida. Enquanto existem muitos indivíduos desejando crescer evoluir, por outro lado, têm, infelizmente, os que esperam “a comida, o emprego, o dinheiro caírem do céu”.
John Fitzgerald Kenedy ou JFK foi um político norte-americano que governou os Estados Unidos (1961-1963), o seu nome está registrado como o 35° presidente daquela nação. Ele é considerado uma das grandes personalidades do século XX.
Kennedy se tornou o segundo presidente mais jovem do seu país, depois de Theodore Roosevelt. Infelizmente, não conseguiu terminar o seu mandato, uma vez que foi assassinado em 1963.
O presidente John Kennedy proferiu uma célebre frase que ainda tem uma enorme relevância para os nossos dias: “Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país”.
Podemos parafrasear essa afirmação do ex-presidente americano para o nosso contexto: o que nós brasileiros podemos fazer pelo Brasil? O que estamos fazendo para melhorar o nosso país? Qual tem sido a minha e sua contrapartida para desenvolver e aperfeiçoar esta nação? Como podemos abandonar determinadas atitudes paternalistas e viver de forma mais racional, visando o bem comum? O Estado pertence a todos nós. Devemos fazer a nossa parte, e não exigir que Estado seja o responsável e provedor por tudo.
Nosso país é formado pela diversidade cultural, étnica e social de milhares de brasileiros, que nem sempre concordam com as decisões dos nossos governantes, mas todos fazemos parte da nação, e devemos caminhar em um mesmo sentido. A nossa Constituição de 1988 dispõe que todo poder se origina do povo. O poder está nas mãos de cada ser habitante deste país. Nós podemos e devemos fazer o melhor pelo Estado, independentemente de questões políticas e partidárias.
Não diga o que o país deve fazer por você, use a sua criatividade, empreendedorismo, e faça o seu melhor na medida de suas condições, e de acordo com as suas circunstâncias. Seja presente e deixe o seu legado para esta nação. A responsabilidade pelo sucesso ou fracasso do Brasil está em nossas mãos. Está disposto a tomar uma iniciativa para contribuir com a República Federativa do Brasil?
Francisney Liberato Batista Siqueira é Auditor Público Externo do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Chefe de gabinete de Conselheiro do TCE-MT, Palestrante Nacional, Professor, Coach, Mentor, Advogado e Contador, Autor dos Livros “Mude sua vida em 50 dias”, “Como falar em público com eficiência” e “A arte de ser feliz”.
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