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O momento de suplicar

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Por Francisney Liberato

Não somos autossuficientes. Antes de qualquer coisa, devemos pedir a Deus o auxílio necessário para alcançar o autocontrole.

Durante todo instante de nossas vidas, temos tentado ser pessoas boas, qualificadas, ajudadoras, amigas, abertas ao aprendizado, educadas, inteligentes etc. Por mais que façamos o que entendemos que é bom para o nosso desenvolvimento, ainda assim a vida é cheia de surpresas.

Infelizmente, nem sempre o bem que praticamos será convertido em reações similares. Às vezes, o bem resulta em ações e reações negativas, males que estorvam a nossa vida.

Estamos tentando a todo instante gerenciar as nossas emoções, sobretudo exercendo o autocontrole, porém, por mais que lutemos e batalhemos, nem sempre conseguimos êxito nessa governança.

Nem sempre conseguiremos suportar as dificuldades e os males desta vida que recaem sobre nós. Haverá tentações, desapontamentos, fracassos, descontroles emocionais, atitudes impensadas, dificuldades ao nos relacionarmos, dentre outros.

Porém, se em algum dia desta vida nós nos encontrarmos no “fundo do poço” e sem esperança, sem vontade de sair da cama, sem vontade de caminhar, sem vontade de persistir, sem vontade de viver, ainda assim, o meu apelo para você é: continue firme, marche, viva e não desista!

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Quem sabe você já pensou que não há mais soluções para controlar e gerenciar as suas emoções, fez tudo o que foi possível para ser uma pessoa que detém o autocontrole, de forma permanente na sua vida, mas infelizmente não conseguiu adquirir esse hábito. Você acaba cometendo muitos erros e falhas, e isso gera muitas discussões e brigas, devido aos seus impulsos emocionais.

É preciso continuar. É preciso persistir. É preciso conquistar. É preciso suplicar.

Quando as nossas forças se dissipam e a nossa emoção se torna um nada, nós podemos, caso queiramos, suplicar a um Ser celestial, poderoso, que pode nos ajudar nas circunstâncias mais difíceis que vivemos.

Deus estará de braços abertos para te socorrer, te acalmar, cuidar de você, e ainda te conceder forças para resistir ao fracasso, revigorar as suas forças para que tenha autocontrole e equilíbrio de suas emoções.

Que possamos refletir sobre as palavras do livro “Fundamentos do lar cristão”, as quais dispõem: “Que se apodere da Minha força e faça paz comigo; sim, que faça paz comigo (Isaías 27:5). Olhe para Jesus em todas as ocasiões e em todos os lugares, oferecendo humildemente uma oração silenciosa, pedindo para saber como fazer a Sua vontade. Assim, vindo o inimigo de forma inesperada, o Espírito do Senhor erguerá contra ele o Seu escudo para proteger você. Quando estiveres quase no limite, a ponto de perder a paciência e o autocontrole, ser duro e acusador, crítico e denunciador, eis o momento para enviar ao Céu a oração: Ajuda-me, ó Deus, a resistir à tentação, a expulsar do coração todo amargor, e ira e maledicência. Dá-me a Tua mansidão, Tua humildade, Tua longanimidade e Teu amor. Não me deixes desonrar a meu Redentor, falsear as palavras e os motivos de minha esposa, de meus filhos e de meus irmãos e irmãs de fé. Ajuda-me para que eu possa ser bondoso, misericordioso, brando e perdoador como és”.

Peça a Deus a capacidade de controlar e dominar as suas emoções!

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Francisney Liberato é Auditor do Tribunal de Contas de Mato Grosso. Escritor. Palestrante e Professor há mais de 25 anos. Coach e Mentor. Mestre em Educação. Doutor Honoris Causa. Graduado em Administração, Ciências Contábeis (CRC-MT), Direito (OAB-MT) e Economia. Membro da Academia Mundial de Letras.

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LBI: um marco para a cidadania e a dignidade

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Por Maysa Leão

No dia 6 de julho celebramos a Lei Brasileira de Inclusão (LBI), um marco na garantia dos direitos das pessoas com deficiência. Mais do que uma legislação, a LBI representa uma mudança de olhar, reafirmando que a deficiência não pode ser tratada como limitação para o exercício da cidadania, mas como um compromisso coletivo de eliminar barreiras e construir oportunidades.

É justamente essa compreensão que orienta a minha atuação na Câmara Municipal de Cuiabá. A inclusão não acontece apenas quando reconhecemos direitos no papel. Ela se concretiza quando transformamos esses direitos em políticas públicas, em informação acessível, em atendimento humanizado e em respeito à diversidade humana.

Foi com esse propósito que apresentei leis voltadas para fortalecer a autonomia e a dignidade das pessoas com deficiência e de suas famílias. A publicização da jornada do autista, por exemplo, garante que a população saiba onde buscar diagnóstico, terapias e medicamentos na rede municipal. Informação também é acessibilidade. Também aprovamos a criação da Semana Municipal de Conscientização e Responsabilidade Parental de Crianças e Adolescentes com Deficiência, reforçando que o cuidado, a inclusão e o desenvolvimento dessas crianças exigem uma rede de apoio fortalecida e uma sociedade mais consciente.

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Outro avanço importante foi assegurar às mulheres surdas o direito de contar com intérprete de Libras durante todo o processo de pré-parto, parto e pós-parto imediato. Humanizar o atendimento também significa garantir comunicação, autonomia e segurança em um dos momentos mais importantes da vida. Da mesma forma, a proposta de incluir o símbolo do Cordão de Girassol e outras identificações de deficiências ocultas nas sinalizações de prioridade amplia o reconhecimento de pessoas cujas necessidades nem sempre são visíveis, mas que merecem o mesmo respeito e acolhimento.

A LBI nos ensina que inclusão não é favor, nem privilégio. É um direito. E direitos só existem plenamente quando são conhecidos, respeitados e efetivamente garantidos. Ainda temos muitos desafios pela frente, desde a oferta de serviços públicos até a eliminação de preconceitos que continuam limitando vidas. Mas cada avanço demonstra que é possível construir uma cidade mais justa quando escolhemos ouvir quem historicamente foi invisibilizado.

Celebrar a Lei Brasileira de Inclusão é reconhecer as conquistas alcançadas, mas, acima de tudo, lembrar que uma sociedade verdadeiramente inclusiva é construída todos os dias, por meio de decisões, atitudes e políticas públicas que coloquem a dignidade humana acima de qualquer barreira.

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Maysa Leão é vereadora em Cuiabá

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