artigos
O Ministério de Jesus
Por Francisney Liberato
Viva uma vida de abundância e completa ao lado dEle.
Jesus é Deus! Ele faz parte da trindade com Deus Pai e o Espírito Santo. Eles possuem atributos da onisciência, onipotência e onipresença.
Jesus conhece cada um dos seus filhos, sabe das necessidades reais, dos desejos e das perspectivas de cada um.
Os discípulos Pedro, Tiago e João conseguiram ver um lampejo da glória de Jesus no monte da Transfiguração (Mateus 17:1-9).
O Ministério de Jesus é algo também sobrenatural, pois em pouco tempo treinou doze homens que revolucionaram o mundo.
Jesus dedicou mais tempo do Seu ministério na Galileia, que era uma região agrícola localizada em um cruzamento de rotas comerciais. A base do Seu trabalho estava nesse lugar. Muitos pensam que Jesus ficou mais tempo do Seu ministério em Jerusalém, na Judeia, que era a capital política e religiosa de Israel, porém isso não é verdadeiro.
O livro “Atlas Bíblico Ilustrado”, de André Daniel Reinke, nos explica sobre esse local: “A região da Galileia era densamente habitada, com maioria judaica (com sotaque diferente da Judeia), mas também com muitos estrangeiros. Não consta nenhum profeta saído da Galileia no Antigo Testamento, mas ali foi o local principal do ministério de Jesus, palco da maioria de suas pregações e milagres. Jesus cresceu em Nazaré e depois estabeleceu o centro de seu ministério em Cafarnaum, um pequeno centro comercial e tributário romano ao lado de Betsaida. Todos os discípulos (exceto Judas Iscariotes) eram da Galileia. De um barquinho às margens do Lago de Genezaré Jesus pregou muitas vezes; nas encostas das montanhas, falou às multidões; foi ali que caminhou sobre as águas e acalmou a tempestade. A Pereia, por sua vez, era o local de pregações e batismos de João Batista e o local de evangelizações de Jesus no final do seu último ano de ministério”.
Qual era o Ministério de Jesus? São várias as atividades que Ele desempenhava, funções como professor, pregador, doutrinador das Escrituras, teologia, ensino sobre moral, amor, perdão, relacionamento interpessoal, dentre outras coisas.; discipulou os doze discípulos e os demais que estavam no meio da multidão; ensinou sobre humildade e serviço; instruiu a orar; deu esperança às pessoas ao seu redor falando sobre um Novo Reino; discursou sobre profecias; curou e ensinou a curar; expulsou demônios e realizou obras e prodígios extraordinários.
Com toda a gama de benefícios que Jesus transmitia para os seus seguidores, ainda assim os discípulos não confiavam plenamente nEle, já que após a crucificação de Jesus, eles desanimaram da obra, e voltaram a desempenhar duas atividades de ofício. Vejamos o relato de João 21:1-4, 14, momento em que Jesus aparece para sete dos Seus Discípulos: “Depois disso, Jesus apareceu outra vez aos seus discípulos, na beira do lago da Galileia. Foi assim que aconteceu: Estavam juntos Simão Pedro e Tomé, chamado “o Gêmeo”; Natanael, que era de Caná da Galileia; os filhos de Zebedeu e mais dois discípulos. Simão Pedro disse aos outros: — Eu vou pescar. — Nós também vamos pescar com você! — disseram eles. Então foram todos e subiram no barco, mas naquela noite não pescaram nada. De manhã, quando começava a clarear, Jesus estava na praia. Porém eles não sabiam que era ele. […] Foi esta a terceira vez que Jesus, depois de ter sido ressuscitado, apareceu aos seus discípulos”.
Entretanto, Jesus os coloca no eixo do Ministério e os encoraja as serem pescadores de homens outra vez.
Mesmo que você tenha deixado tudo para trás, a promessa dEle para os Seus Discípulos está garantida aqui nesta terra ou para a Nova Canaã Celestial (Lucas 18:28-30): “Aí Pedro disse: — Veja! Nós deixamos a nossa família e seguimos o senhor. Jesus respondeu: — Eu afirmo a vocês que isto é verdade: aquele que, por causa do Reino de Deus, deixar casa, esposa, irmãos, parentes ou filhos receberá ainda nesta vida muito mais e, no futuro, receberá a vida eterna”.
O Ministério de Jesus foi impecável e cumpriu a promessa de vir ao mundo para salvar homens caídos e pecadores, a fim de ressignificar a vida de cada um deles.
A salvação, após o seu pouco período neste mundo, foi transmitida pelos discípulos a todos os lugares do mundo da época, por isso que nós, até hoje temos os relatos contidos na Bíblia, como fonte primária de salvação. O Ministério de Jesus, foi confirmado pelo livro “Atos dos apóstolos”, de Ellen G. White: “Durante Seu ministério, Jesus tinha conservado constantemente perante os discípulos o fato de que eles deviam ser um com Ele em Sua obra de recuperação do mundo da escravidão do pecado. Quando Ele enviou os doze, e depois os setenta, para proclamarem o reino de Deus, estava-lhes ensinando o dever de repartir com outros o que lhes havia dado a conhecer. Em toda a Sua obra Ele os estava preparando para trabalho individual, que devia ser expandido à medida que seu número aumentasse, e finalmente alcançar os confins da Terra. A última lição que deu a Seus seguidores foi que lhes tinham sido confiadas as boas-novas de salvação para o mundo”.
Jesus dividiu o mundo em antes e depois dEle. Não há como ter outro entendimento senão a de que Cristo salva e de que Ele resgatou aquele povo do aprisco, como ovelhas perdidas, e, ainda faz o mesmo por cada um de nós hoje!
O livro de João 10:10-11 nos dá esta certeza: “O ladrão só vem para roubar, matar e destruir; mas eu vim para que as ovelhas tenham vida, a vida completa. — Eu sou o bom pastor; o bom pastor dá a vida pelas ovelhas”.
Que bênção é saber de um Deus que nos ama profundamente e que foi capaz de enviar o seu único filho, Jesus, para morrer por seres humanos indignos e falhos como eu e você!
Deus deu de tudo por nós, e você, o que tem entregado e feito por Ele?
Francisney Liberato é Auditor do Tribunal de Contas de Mato Grosso. Escritor. Palestrante e Professor há mais de 25 anos. Coach e Mentor. Mestre em Educação. Doutor Honoris Causa. Graduado em Administração, Ciências Contábeis (CRC-MT), Direito (OAB-MT) e Economia. Membro da Academia Mundial de Letras.
artigos
A luta contra os crimes cibernéticos e as “Big Techs”
Por Juacy da Silva
“Todos os dias, ataques cibernéticos fraudam famílias, interrompem serviços essenciais, drenam economias e disseminam materiais horríveis de abuso infantil.
A Convenção das Nações Unidas sobre os Crimes Cibernéticos oferece aos países uma nova ferramenta poderosa para prevenir e combater o crime cibernético — ao mesmo tempo em que protege os direitos humanos online. Que nenhum país — independentemente do tamanho ou nível de desenvolvimento — fique indefeso contra o crime cibernético. Que a privacidade, a dignidade e a segurança sejam respeitadas tanto offline quanto online. E que o multilateralismo ainda possa oferecer soluções, mesmo para os desafios mais complexos.”
Parte do pronunciamento do Secretário-Geral da ONU, António Guterres, em Hanói, por ocasião da assinatura da Convenção das Nações Unidas sobre o Crime Cibernético, em 25 de outubro de 2025.
As questões relacionadas com o mundo virtual, o mundo digital, o avanço da inteligência artificial e o poder das grandes corporações da área da tecnologia têm despertado a atenção tanto de governantes nacionais, universidades e centros de pesquisas quanto de autoridades civis, militares e eclesiásticas mundiais, além da opinião pública em geral.
O Papa Leão XIV, por exemplo, tem tornado a regulação das grandes empresas de tecnologia (big techs) e o impacto da inteligência artificial (IA) uma questão central do seu pontificado. Ele enxerga a tecnologia atual não apenas como ferramenta, mas como uma potência ética que pode ameaçar a dignidade humana se não for controlada.
Para o líder máximo da Igreja Católica, com mais de 1,422 bilhão de fiéis ao redor do mundo — sendo 182 milhões no Brasil — e que, corajosamente, não tem se furtado ao debate de vários temas importantes e sensíveis, como a estupidez das guerras, a fome, a degradação ecológica, as migrações e a violência, entre outros, a tecnologia deve ser moldada para promover a dignidade humana, a paz e a segurança, não para substituir o ser humano ou gerar exclusão.
A falta de controle e regulamentação do mundo digital e as ações do crime organizado em dimensão global — onde os Estados nacionais (países soberanos) estão limitados em seus territórios — tornam a cooperação e os tratados internacionais as únicas ferramentas tanto para combater a criminalidade cibernética, potencializada ainda mais com o advento da inteligência artificial, quanto para enfrentar o poder e a influência dessas gigantes da tecnologia.
Sabemos como agem as chamadas “Big Techs”, grandes empresas de tecnologia cujos patrimônios, lucros e poder são maiores do que o PIB (Produto Interno Bruto) de diversos países.
Conforme dados recentes (2026), o valor do patrimônio das big techs em 2025 era de US$ 21,1 trilhões (18,9% do PIB mundial), valor superior ao PIB da China — o segundo maior do mundo em 2025 (US$ 20,8 trilhões) — e várias vezes maior que o PIB de países de renda média ou baixa.
Só para termos ideia: o PIB do Brasil em 2025, classificado como a 11ª maior economia do mundo, foi de apenas US$ 2,7 trilhões; ou seja, representa somente 12,8% do patrimônio dessas grandes companhias de tecnologia, conforme dados oficiais do FMI em relatório recente.
O poder — e muitas vezes a prepotência — com que essas gigantes da tecnologia atuam, frequentemente também a serviço dos países onde estão sediadas, extrapola os limites meramente comerciais, colocando em risco não apenas os direitos dos consumidores no mundo, mas também a própria soberania nacional, principalmente em momentos críticos, de conflitos e guerras.
A vulnerabilidade tecnológica é um dos, ou talvez o maior, fatores de risco para a soberania e a defesa nacional em qualquer país, sobretudo os dependentes dessas tecnologias, representando, na verdade, uma nova face da dependência do colonialismo moderno e da hegemonia das grandes potências.
De pouco adianta o ufanismo que às vezes é demonstrado por determinados setores em nosso país — de que o Brasil é uma “potência alimentar”, o maior produtor de commodities do mundo, possui grandes reservas de minérios, imenso potencial de petróleo e gás natural, vasto território e a maior floresta tropical do planeta (vítima de décadas de desmatamento desenfreado) — quando, na prática, exportamos produtos in natura, matéria-prima barata que não agrega valor nem gera empregos, enquanto no “verso da moeda” somos grandes importadores de tecnologia. Pouco diferimos do período colonial.
Somos um dos maiores importadores e usuários de tecnologia e ocupamos a 52ª posição entre as 139 economias analisadas na edição 2025 do Índice Global de Inovação (IGI), lançado recentemente pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI).
O Brasil, por exemplo, é extremamente dependente do suporte tecnológico e do uso dessas plataformas e corre grande risco de colapso nacional em caso de embates ou conflitos com países onde essas big techs estão sediadas — como Estados Unidos, Europa, China ou outras nações asiáticas — podendo entrar em colapso em vários setores, como telecomunicações, energia, trânsito e transportes, sistema econômico e gestão pública e privada.
Diariamente, as pessoas se deparam com notícias sobre embates e conflitos de interesses entre países soberanos e essas gigantes da tecnologia, como no caso ocorrido em 2024/2025 entre o governo brasileiro e Elon Musk, magnata proprietário de empresas de tecnologia.
O referido magnata é dono da SpaceX, que opera a Starlink — maior constelação de satélites do mundo — e atua também no ramo da inteligência artificial e em plataformas digitais, com destaque para a X (antigo Twitter).
Conforme matéria publicada pela Agenda Estado de Derecho em 13 de novembro de 2024,
“O embate recente entre Elon Musk e o Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil evidencia a urgência de regulamentar redes sociais, ressaltando a tensão entre a soberania nacional e o poder das grandes empresas de tecnologia. Este artigo aborda a legislação brasileira sobre internet, seus pontos cegos e os impactos políticos envolvidos.”
A celeuma, um verdadeiro conflito de interesses que extrapola a esfera comercial e alcança a política externa e internacional, envolveu uma empresa transnacional — uma das gigantes big techs — que inicialmente se recusou a cumprir uma decisão da mais alta Corte do Brasil. O caso tornou-se público e durou meses.
A Agência Estado de Derecho sintetiza a disputa, conforme Caio Machado:
“A disputa teve início em resposta da empresa de Musk às ordens que o STF expediu em relação aos ataques de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes em Brasília. Sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, o STF intensificou investigações sobre a disseminação de desinformação e o possível financiamento de grupos extremistas nas redes sociais. No âmbito dos Inquéritos 4781 (fake news) e 4874 (atos antidemocráticos), Moraes determinou o bloqueio de perfis nas redes sociais, incluindo contas no Twitter, com base na Lei 12.965 (Marco Civil da Internet). A big tech recusou-se, inicialmente, a cumprir a decisão, criando um precedente perigoso para a soberania nacional.”
Diante dos constantes conflitos envolvendo usuários das plataformas e o poder regulatório dos países, surgem iniciativas privadas voltadas à defesa dos consumidores.
Este é o caso de uma ONG recém-criada no Brasil com o propósito de apoiar e defender consumidores diante dos abusos que surgem diariamente nesse setor. Seu lema é significativo: “Sua voz importa. Seus direitos também.”
Em matéria publicada no portal G1 (Rede Globo) nesta segunda-feira, 5 de maio — Dia das Comunicações e aniversário do Marechal Rondon, figura histórica e de enorme relevância para as Forças Armadas, Mato Grosso e a causa indígena —, uma ex-servidora de uma dessas big techs no Brasil lançou uma ONG para oferecer apoio gratuito a usuários que tenham seus direitos violados pelas plataformas dessas gigantes. As denúncias podem ser feitas de forma sigilosa e gratuita.
Segundo a fundadora, a razão de existir da ONG demonstra a importância dessa luta:
“A CTRL+Z é uma organização social brasileira que enfrenta o modelo de operação das big techs. Nossas estratégias incluem investigar e expor abusos, mover ações judiciais estratégicas e mobilizar pessoas — transformando indignação em ação organizada e efetiva pela responsabilização das gigantes de tecnologia e pela transformação do setor visando ao bem-estar coletivo.”
O site da ONG é: https://ctrlz.org.br/add/
Os serviços são totalmente gratuitos e contam com parcerias com escritórios de advocacia especializados.
Vale a pena conferir.
Esta também é uma forma de defendermos a democracia, o estado de direito, a soberania nacional e os direitos humanos em sua plenitude!
Juacy da Silva é professor fundador, titular aposentado da Universidade Federal de Mato Grosso; sociólogo; mestre em sociologia; ativista social e ambientalista; articulador da Pastoral da Ecologia Integral – Região Centro-Oeste – E-mail: [email protected] – Instagram: @profjuacy – WhatsApp: 65 9 9272-0052
-
tce mt6 dias atrásTribunal de Contas cobra cumprimento de prazos e medidas após decreto de emergência ambiental de 2026
-
tce mt6 dias atrásSérgio Ricardo defende planejamento e vontade política durante apresentação da proposta de Plano Diretor de Cuiabá
-
Educação7 dias atrásSenado aprova criação da Universidade Federal do Norte de Mato Grosso
-
artigos6 dias atrásO espelho que evitamos
-
Saúde6 dias atrásHospital Central celebra 100 dias de funcionamento e marca “revolução” na saúde pública de Mato Grosso
-
artigos6 dias atrásMenopausa e hipertensão
-
Educação6 dias atrásPivetta convoca mais 370 professores para rede estadual de ensino
-
Saúde7 dias atrásSES monitora casos de meningite e reforça importância da vacinação



