livre pensar
O maçom ontem e hoje
O Brasil comemora nesta terça-feira o Dia do Maçom. Estou aqui pensando sobre o quanto a Ordem avançou no quesito visibilidade ao longo das últimas décadas. Se foi uma instituição secreta, foi há muito tempo atrás. O 20 de agosto, por exemplo, remota 1822 quando um grupo de maçons, entre eles Joaquim Gonçalves Ledo e José Bonifácio de Andrada e Silva, se mobilizou para concretizar a independência do Brasil da corte portuguesa. Desde aquela época a Maçonaria já ganhava reconhecimento por sua contribuição à liberdade de expressão, direitos humanos e garantias individuais e coletivas em nosso país. Mesmo com as limitações de comunicação da época, boa parte da sociedade sabia que a Maçonaria agia pelo bem comum.
Assim como hoje, a Maçonaria naquela época dava exemplos de tolerância. José Bonifácio era monarquista reconhecido. Já Gonçalves Ledo era adepto da independência republicana. No entanto, os interesses maiores da sociedade prevaleceram e a Ordem foi fundamental para que a sociedade da época obtivesse as suas conquistas. Recentemente, iniciamos um movimento denominado Maçonaria Executiva, pelo qual a Ordem deu um novo salto de abertura para que a instituição possa contribuir de forma mais efetiva com os avanços sociais, políticos e econômicos de forma direta pela ação de seus membros nos mais diversos campos profissionais e no terceiro setor, só para citar alguns.
A intenção deste artigo é estimular o pensar, entre maçons ou não. Participando ou não de uma Ordem ou Instituição, precisamos pensar para nos conhecer melhor para depois buscarmos o diferencial em prol do bem comum
Durante uma reunião maçônica não se discute política partidária ou tendência religiosa, mas, tão somente a liberdade de pensamento para que cada maçom seja autônomo e livre para falar e assumir posições, sem nos distanciarmos da filosofia e dos princípios que buscamos para sermos pessoas melhores a cada dia. Nas últimas eleições, por exemplo, a Grande Loja Maçônica de Mato Grosso (Glemt) e a Grande Inspetoria Litúrgica da Região de Mato Grosso abriu as suas portas para que candidatos de todos os partidos apresentassem as suas propostas e também fossem questionados a respeito das suas intenções. O momento lembrou o período vivido por Ledo e Bonifácio. Maçons simpatizantes de diferentes partidos e candidatos também buscaram o melhor para o momento político atual.
Desde 2015 a Maçonaria Brasileira (GLEMT, GOB e GOE) trabalhou sem alarde para coletar 1,6 milhão de assinaturas dentro do Movimento Eleições Limpas para apoiar o Projeto de Reforma Política no Congresso Nacional. Enquanto maçons, lutamos para que certos temas só possam ser decididos pelo povo por meio de plesbicito ou referendo. A Maçonaria pediu para que haja menos exigências para os projetos de iniciativa popular, com rito próprio no Congresso. Hoje vemos que a luta deu resultado. Já existe um movimento nacional pelo fim dos privilégios para membros de todos os poderes, do Ministério Público e dos Tribunais de Contas. Agora, também, pelo fim do abuso de poder na esfera governamental em todos os poderes.
A intenção deste artigo é estimular o pensar, entre maçons ou não. Participando ou não de uma Ordem ou Instituição, precisamos pensar para nos conhecer melhor para depois buscarmos o diferencial em prol do bem comum. Assim pensa e age a Maçonaria. Pensar e produzir transformações é, aliás, a essência da primeira instrução da iniciação maçônica. Só assim teremos condições de avançar, interpretar e promover trocas entre irmãos e com a sociedade. No passado tivemos maçons como Voltaire, Goethe, Beethoven, Mozart, Napoleão, Garibaldi, Deodoro da Fonseca, entre tantos outros famosos. Atualmente, temos José, Antônio, Francisco, Manoel e tantos outros anônimos que continuam lutando individualmente nas suas atuações profissionais ou em grupos organizados pelo bem comum. Enfim, o dia hoje é de parabéns aos maçons do passado, presente e, sobretudo, do futuro. Estaremos sempre em evolução!
Ronan Jackson é Grande Inspetor Litúrgico da Região de Mato Grosso – Rito Escocês, Antigo e Aceito da Maçonaria para a República do Brasil
artigos
Série Governantes: Faça a sua parte
Por Francisney Liberato
“Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país.” John F. Kennedy
Uma das características mais marcantes do brasileiro é a sua criatividade. Ele consegue desenvolver e pôr em prática várias habilidades como: ideias, pensamentos, empreendedorismo, visando o seu bem-estar e o seu conforto, como também o de sua família.
Segundo o site “Terra”, em 30/09/2019, é apresentada uma pesquisa a qual conclui: “A pesquisa Amway Global Entrepreneurship Report (AGER) revela que 56% dos brasileiros desejam ser donos do seu próprio negócio. Destes, 74% são jovens entre 18 e 35 anos. O índice do Brasil é maior que a média global, que está em 47%”.
Vejam que no Brasil os jovens desejam criar e empreender, eles querem ter o seu próprio negócio. Isso é muito positivo para nossa nação. Infelizmente, uma coisa é desejar e querer ser um empresário, outra, bem diferente, é efetivar esse desejo.
Não podemos permitir que o conceito autocrático, isto é, esperar que as ideias, iniciativas e as respostas sejam exclusivamente do chefe, do líder, do diretor escolar, do pai e da mãe, do governante, do presidente, uma vez que, se agirmos dessa maneira, veremos falecer a nossa liberdade de criar.
É fundamental para todos que tenham uma mentalidade aberta e moderna que as pessoas criem e empreendam mais, pois é por intermédio disso que é gerada riqueza para o nosso país.
Você deve olhar para dentro de si e se perguntar: Qual é a sua vocação para melhorar a sua vida, a vida da sua família, dos seus entes queridos e do país onde reside? Essa reflexão é de extrema importância.
A responsabilidade é única e exclusivamente sua. Aqui existe um conceito fundamental que devemos ter como prisma em nossas vidas, que é chamado de Autorresponsabilidade. Em síntese, é necessário trazer para si a responsabilidade, e não a de colocar sobre o encargo do outro, como: os seus pais, seus familiares, seus empregadores e seus governantes. Em outras palavras, o sucesso ou fracasso da sua vida está em sua alçada.
Se pensarmos a vida dessa forma, saiba que teremos uma nação moderna e próspera, com índices de desenvolvimento econômico e humano semelhantes aos de países do primeiro mundo.
Entretanto, muitos indivíduos têm dificuldades de entender o seu propósito para esta vida. Muitos estudantes que estão cursando uma faculdade já pensam em desistir, por entender que não é bem isso o que sonham para sua vida. Enquanto existem muitos indivíduos desejando crescer evoluir, por outro lado, têm, infelizmente, os que esperam “a comida, o emprego, o dinheiro caírem do céu”.
John Fitzgerald Kenedy ou JFK foi um político norte-americano que governou os Estados Unidos (1961-1963), o seu nome está registrado como o 35° presidente daquela nação. Ele é considerado uma das grandes personalidades do século XX.
Kennedy se tornou o segundo presidente mais jovem do seu país, depois de Theodore Roosevelt. Infelizmente, não conseguiu terminar o seu mandato, uma vez que foi assassinado em 1963.
O presidente John Kennedy proferiu uma célebre frase que ainda tem uma enorme relevância para os nossos dias: “Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país”.
Podemos parafrasear essa afirmação do ex-presidente americano para o nosso contexto: o que nós brasileiros podemos fazer pelo Brasil? O que estamos fazendo para melhorar o nosso país? Qual tem sido a minha e sua contrapartida para desenvolver e aperfeiçoar esta nação? Como podemos abandonar determinadas atitudes paternalistas e viver de forma mais racional, visando o bem comum? O Estado pertence a todos nós. Devemos fazer a nossa parte, e não exigir que Estado seja o responsável e provedor por tudo.
Nosso país é formado pela diversidade cultural, étnica e social de milhares de brasileiros, que nem sempre concordam com as decisões dos nossos governantes, mas todos fazemos parte da nação, e devemos caminhar em um mesmo sentido. A nossa Constituição de 1988 dispõe que todo poder se origina do povo. O poder está nas mãos de cada ser habitante deste país. Nós podemos e devemos fazer o melhor pelo Estado, independentemente de questões políticas e partidárias.
Não diga o que o país deve fazer por você, use a sua criatividade, empreendedorismo, e faça o seu melhor na medida de suas condições, e de acordo com as suas circunstâncias. Seja presente e deixe o seu legado para esta nação. A responsabilidade pelo sucesso ou fracasso do Brasil está em nossas mãos. Está disposto a tomar uma iniciativa para contribuir com a República Federativa do Brasil?
Francisney Liberato Batista Siqueira é Auditor Público Externo do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Chefe de gabinete de Conselheiro do TCE-MT, Palestrante Nacional, Professor, Coach, Mentor, Advogado e Contador, Autor dos Livros “Mude sua vida em 50 dias”, “Como falar em público com eficiência” e “A arte de ser feliz”.
-
esportes7 dias atrásRaphinha exalta Ancelotti e se diz mais maduro para a Copa do Mundo de 2026
-
tce mt7 dias atrásPresidente do TCE-MT propõe mesa técnica para avaliar gestão e custos de hospitais regionais de R$ 880 milhões
-
TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT6 dias atrás2ª Expedição Justiça Sem Fronteiras começa nesta quinta-feira
-
AGRO & NEGÓCIO3 dias atrásSenado aprova uso do Fundo Social do Pré-Sal para renegociar dívidas do agro
-
AGRO & NEGÓCIO3 dias atrásEl Niño ameaça safra de grãos e trava a logística nacional
-
esportes6 dias atrásMéxico vence África do Sul no Estádio Azteca em abertura marcada por cartões vermelhos
-
esportes6 dias atrásAlisson iguala marca histórica de Gylmar e Taffarel ao iniciar sua terceira Copa como titular
-
TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT5 dias atrásJustiça condena homem a 16 anos por tentativa de homicídio brutal




